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sábado, 13 de junho de 2015

Entretenimento Eucarístico com Jesus

† Entretenimento Eucarístico com Jesus

“... cumularei de graças particulares todas as almas que saberão manifestar-Me a alegria de seu coração entretendo-se Comigo em íntimo colóquio espiritual depois da Santa Comunhão. Infundirei nelas o meu Espírito e vivificarei as almas transformando a sua vida natural em verdadeira vida da Graça e cumulando-as de todo o meu Amor, com a minha Paz e com a serenidade interior da minha Luz.” Jesus a uma alma.

† O maior dom que Deus fez à humanidade é o mistério da Encarnação: o Filho de Deus feito homem. O maior dom depois da Encarnação é a Eucaristia. – Jesus Cristo vivo e verdadeiro entre nós com seu Corpo, seu Sangue, sua Alma e sua Divindade, para ser nosso companheiro na peregrinação da vida, no alimento e penhor de glória futura.
O ato mais solene de culto que sobre a terra se pode prestar à Divindade, é o sacrifício da Santa Missa; mas para os fiéis, o ato mais importante de culto e de amor a Deus é a receber Jesus Sacramentando na Santa Comunhão.

Comungar, comungar muitas vezes, comungar bem; dispor-se com antecedência para preparar a Jesus o coração purificado. Decência no vestir, humildade também interior, de maneira que Jesus entre satisfeito em nosso coração. – Antes da Comunhão pedir perdão a Jesus também das faltas pequenas; mas o que importa não é só a preparação remota e próxima, mas o entretenimento com Jesus depois da Santa Comunhão. A ação de graças se faz mais com o pensamento do que com as palavras, porque diante de Deus o pensamento tem mais valor. A oração feita com os lábios é um auxílio à nossa fraqueza humana. Jesus olha para o que pensamos e os afetos do no coração.

Após a Santa Comunhão devemos entreter-nos a sós com Jesus, em amorosos colóquios em atitude modesta, reverente, fazendo surgir com o pensamento, no coração, a devida ação de graças, sentimentos de amor, de fé, de adoração, de impetração, de maneira que Jesus não tenha a queixar-se como infelizmente se queixa de tantas almas que o recebem. Falando a alguma alma, Jesus disse: “Entro nos corações cheio de amor e encontro frieza e indiferença. Muitos me recebem, mas não sabem dizer-me nada. Estou nesses corações como um hóspede importuno, não sabem apreciar aqueles momentos e Eu não me sinto a vontade e provo mais amargura do que alívio.”
São Padre Pio, falando a uma alma, depois de sua morte, disse: “Recomenda, recomenda a todos o entretenimento com Jesus depois da Santa Comunhão.” 

Irmã Jacinta *


* Esta meditação foi retirada de um manual de orações copiado a mão por esta freira e dado de presente a uma senhora, algumas orações do manual tem autoria de santos e outras parecem ser meditações pessoais da Irmã, esta em si não apresenta nenhum autor. Em todo caso é uma belíssima meditação que nos leva a contemplar o mistério da Eucaristia, então por isso mesmo, ajude a compartilhá-la, toda caridade que fazemos aos outros na verdade é um bem ainda maior para nós mesmos!


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Anotações sobre o hino “Ave, Maris Stella”




Por Pe. Gaspar S. C. Pelegrini*

Um dos hinos mais belos a Nossa Senhora na Liturgia é o Ave Maris Stella (Ave, Estrela do mar)

Eis o texto com a tradução:
Ave, Maris Stella, – Dei mater alma, – Atque semper Virgo, – Felix caeli porta.
 Ave, Estrela do mar, Excelsa Mãe de Deus, sempre Virgem, Feliz porta do céu.

Sumens illud Ave, – Gabrielis ore,  - Funda nos in pace  - Mutans Evae nomen. Recebendo aquele Ave, da boca de 
 Gabriel, fundai-nos na paz, mudando o nome de Eva

Solve vincla reis, – Profer lumen caecis, – Mala nostra pelle,
Bona cuncta posce.

Soltai as correntes aos réus, dai luz aos cegos, afastai os nossos males, dai-nos todos os bens.

Monstra te esse Matrem, – Sumat per te preces, – Qui pro nobis natus – Tulit esse tuus.
Mostrai que sois Mãe, que por vós acolha nossas preces, Aquele que aceitou ser Vosso.

Virgo singularis, – Inter omnes mitis, – Nos, culpis solutos, – Mites fac et castos.
Virgem singular, mansa entre todas, libertos das culpas, fazei-nos mansos e castos.

Vitam praesta puram, – Iter para tutum – Ut, videntes Jesum, – Semper collaetemur.
Concedei uma vida pura, preparai um caminho seguro, para que vendo Jesus, sempre nos alegremos.

É um hino muito antigo, considerado do século VIII. Outros o atribuem a S. Bernardo (sec. XII).
Este hino está repleto de figuras e pedidos à Virgem Maria.

Figuras:
A Igreja gosta de usar de figuras para falar de Deus e também para falar de Nossa Senhora.
Aliás, o próprio Deus usa de figuras para se dar a conhecer a nós.
Vejamos então:

Estrela do Mar,
Estrela é do céu, não do mar. Mas é porque ela é vista do mar. Ele serve de referência, ele indica a direção. Para ser guiado por uma estrela em alto mar, é preciso conhecer o céu, as coisas do céu.

Porta do Céu
Sim, pois o céu veio a nós através dela. E nós queremos ir ao céus através dela também. Ela é a porta.

Os pedidos que fazemos a Nossa Senhora:

Funda nos in pace – Fundai-nos na paz
Paz é uma disposição que Deus quer para nós. “Pacem relinquo vobis”, disse Jesus (Eu vou deixo a paz).
Precisamos da paz, mas de uma paz estável. Assim pedimos que ela nos fundamente na paz. Funda nos in pace.

Solve vincla reis – Rompei as correntes do réus.
Correntes: nossas culpas; nossos vícios. Nossos apegos. Corrente é tudo aquilo que nos impede de voar para Deus. Estas coisas tem que ser arrebentadas, rompidas.
Réus: ela age como advogada dos pecadores, pois estamos presos em correntes que nós merecemos.

Profer lumen caecis -  Dai luz aos cegos
Luz que dizer visão; que ela nos faça ver; cegueira é sinônimo aqui de falta de fé, de confiança, dúvida, incerteza, insegurança. Por S. Luís de Montfort nos ensina a rezar assim: “Que a luz de vossa fé dissipe as trevas de meu espírito”.

Mala nostra pelle – Afastai de nós os males
Tirai nossos males, isto é, tudo o que nos é nocivo. Tudo que rouba nossa paz.

Bona cuncta posce –  Concedei-nos todos os bens.
Da alma e do corpo. Nossa perseverança, nossa fidelidade, nossa santificação. Temos que pedir a nossa Senhora para saber voar alto.

Monstra te esse Matrem – Mostrai que sois Mãe.
Pedido ousado! Pedimos que ela se mostre nossa Mãe. Que faça conosco como faz a nossa mãe da terra. Que nos trate com carinho, com amor, com dedicação, pensando sempre em nós. Que ela também se lembre que ela é Mãe de Deus.

Sumat per te preces, Qui pro nobis natus Tulit esse tuus – Que por vós acolha nossas preces, Aquele que aceitou ser Vosso.
Que ela faça Jesus receber nossos pedidos.
Tulit = “suportou”, aceitou.

Nos Mites fac et castos. – Fazei-nos mansos e castos.
Mansidão quer dizer paciência, serenidade, tranquilidade. Mansidão interior e exterior.
Castos. Esta é nossa marca, nosso distintivo. É algo que se supõe em cada um de nós. Que nos faça castos, e nos faça encontrar em Deus, no amor de Deus o motivo maior de nossa consagração.

Vitam praesta puram. – Dai uma vida pura
Vida pura quer dizer uma pureza habitual

Iter para tutum. – Preparai-nos um caminho seguro.
Nada de atalhos, nada de despenhadeiros, mas um caminho seguro. Que caminhemos resolutos, com os olhos fitos em Nosso Senhor que nos chama do Sacrário.

Ut, videntes Jesum, Semper collaetemur. – Para eu vendo a Jesus, nos alegremos para sempre.

Esta é a meta final de nossa vida, nosso grande prêmio: visão beatífica.
Ave, Maris Stella!

*Reitor do Seminário da Imaculada Conceição da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney - Campos dos Goytacazes - RJ - Brasil

Fonte: Aqui

segunda-feira, 31 de março de 2014

A Cruz, o Padre e a Missa




Pe. Gaspar S. C. Pelegrini*

“Não separe o homem o que Deus uniu”. (Mc 10, 9)

A Cruz, o Padre e a Missa são três mistérios inseparáveis. Estes três mistérios estão intimamente unidos, tão unidos que podemos acomodar a eles a palavra da Escritura : “Não separe o homem o que Deus uniu”. (Mc 10, 9)

Falemos de cada um deles

A Cruz

Diz o livro da Imitação de Cristo: “In Cruce Salus”, “na Cruz está a salvação.” Sim, porque na Cruz está Jesus, nossa Salvação.
Não devemos nos fazer ilusões, temos necessidade da Cruz. Fora da Cruz não há salvação. In Cruce Salus.

Mas em qual cruz está a salvação?

Vamos ao Calvário. Lá encontraremos três cruzes, três modos de encarar e viver o sofrimento:
- A Cruz do Inocente que sofre pelos pecadores: Jesus.
- A cruz do penitente que sofre resignado em expiação de seus próprios pecados: o Bom Ladrão.
- A cruz do revoltado contra Deus, contra o sofrimento: o mau ladrão.
A salvação não está na revolta do mau ladrão, mas sim na paciência de Jesus e na resignação do Bom Ladrão. A salvação está na Cruz de Jesus como fonte, como causa, como modelo de nossa Salvação; na do Bom ladrão como meio.
Assim também para nós:
Da Cruz de Jesus nos vêm todas as graças de que precisamos para nos salvar, e é também para nós um modelo de como temos que enfrentar os sofrimentos.
A nossa cruz (como a do Bom Ladrão) é um meio para chegarmos ao céu.
Todos nós temos que sofrer, o importante é saber sofrer. Soframos como o bom ladrão. Aceitemos as cruzes que Deus nos enviar.
Que jamais imitemos o mau ladrão no sofrimento.

O Padre

Podemos resumir o que é o padre nas palavras – ousadas - de S. João Maria Vianney: “Depois de Deus, o sacerdote é tudo.”
Tudo. Saibamos dar valor ao sacerdote. O padre dá sua vida por nós. Deixa de constituir uma família, para se consagrar inteiramente a Deus e às almas.
O sacerdote continua nesta terra a missão do próprio Jesus.
Agradeçamos a N. Senhor pelos padres que Ele já nos deu e peçamos-lhe que nos envie mais vocações.
Dizia também S. João Maria Vianney: “Quando se quer destruir a Religião, começa-se por destruir o Sacerdote.”
Isso explica a resistência que às vezes o sacerdote encontra em seu ministério e o porquê de tantos ataques contra o sacerdócio.

A Missa

Que seria o mundo sem a Santa Missa!?
Na Missa, é o próprio Jesus que pede por nós.
É através da Santa Missa que as graças descem do céu à terra.
A Missa é a renovação do Sacrifício do Calvário. E, às vezes, pelo nosso modo de participar da Missa, nós nos encarregamos de tornar mais literal, (digamos assim) esta renovação.

Três grupos de pessoas na Primeira Missa:
- Os piedosos com Nossa Senhora, Santa Madalena, S. João, as Santas mulheres.
- Os irreverentes, e até inimigos da Cruz de Cristo, como aqueles judeus que estavam no Calvário, que gritavam, faziam zombarias, insultavam a Jesus.
- Os curiosos, aqueles que estavam lá no Calvário só para ver o que ia acontecer, ou como tudo iria terminar, talvez até com o intuito de presenciar algum milagre retumbante.

Assim acontece muitas vezes nas Missas. Estão aqueles que chegam a ser irreverentes no modo como se comportam durante a Santa Missa e como tratam o Santíssimo. Aqui entram também os que voluntariamente se aproximam da Sagrada Comunhão sabendo que não estão no estado de graça, os que estão na Santa Missa e continuam alimentando em seu coração o apego ao pecado, os que não querem mudar de vida. Como disse o Papa Francisco, os corruptos.
Há também nas nossas Missas os curiosos . Vão à Missa para ver quem foi, para se encontrarem com os amigos, etc.
Mas há também os piedosos, os que participam da Santa Missa imitando os sentimentos do Coração de Jesus, de Nossa Senhora ao pé da Cruz, dos santos.

Sejamos deste grupo. Saibamos dar valor à Santa Missa, participando dela sempre que pudermos.

A união destes três mistérios: Cruz, Padre, Missa

Como vimos acima, “na Cruz está a salvação,” porque na Cruz está Jesus, nossa Salvação.
E como a Santa Missa não é outra coisa que a renovação do Sacrifício da Cruz, também da Missa podemos dizer: “In Missa salus”, na Santa Missa está a Salvação.
E o Sacerdote é ordenado sobretudo para a Santa Missa, portanto, para renovar o sacrifício da Cruz, é ordenado então para a Cruz. Logo também do padre podemos dizer: “In sacerdote salus”, no sacerdote está a salvação.
Nós não podemos de modo algum separar estes três mistérios, pois, se o fizermos, eles perdem sua razão de ser:

Nós não podemos separar a Missa da Cruz.
Se tirarmos da Santa Missa tudo o que se refere ao Calvário, portanto ao Sacrifício de Cristo, vamos esvaziar a Missa. Ela então se tornaria se torna uma mera lembrança de algo que já passou, ou se uma simples reunião dos fiéis, ou uma espécie de ceia. Por isto, não separemos o que Deus uniu. Renovemos sempre nossa fé no Sacrifício do altar, tenhamos sempre presente sua união inseparável com a Cruz.

Não podemos separar o Padre da Cruz.
A mãe de São João Bosco disse para ele no dia de sua ordenação que “começar a dizer Missa é começar a sofrer”.
Não que ser padre seja um sofrimento para a pessoa, mas que, como o padre é discípulo e ministro de Cristo, ele precisa se unir ao Seu Mestre e Senhor na Redenção da humanidade, aceitando de bom grado os sacrifícios que Deus pedir dele. Por isso o ministério sacerdotal é sempre marcado pela cruz. E um padre sem a Cruz é um soldado sem armas, é uma incoerência, quase que uma deformidade da natureza. A vida do padre deve girar em torno da Cruz. Todos os gestos litúrgicos que o padre realiza são acompanhados do sinal da cruz. A Liturgia muitas vezes manda que o padre beije a cruz, abençoe com a cruz, se benza com a cruz, etc. A sua própria vida não tem sentido sem a Cruz.

Não podemos, em fim, separar o Padre da Missa.
O Padre não é ordenado primeiramente para ser cantor, ser um homem da mídia, para ser um excelente administrador, um professor, etc. Existe uma relação inseparável entre o Padre e a Missa. Portanto ela está no essencial da vida do padre. Não pode, pois, ficar relegada a uma mera obrigação, ou ser considerada um incômodo no dia do padre. Tudo o que sacerdote faz, ou é uma preparação, ou uma consequência de sua Missa.
A Missa não é uma das atividades do padre, é a principal finalidade de seu sacerdócio.

Conclusão

Amemos a Santa Missa.
Saibamos dar valor ao Sacerdote. Agradeçamos a Deus pelos padres que ele já nos concedeu e peçamos a Nosso Senhor que nos envie muitas vocações, vocações em número proporcionado às nossas necessidades.
Enfim, saibamos levar a cruz, como o bom Ladrão. Com paciência, com resignação, como propiciação pelos nossos pecados.
Não separemos o que Deus uniu. Lembremo-nos sempre: na cruz está a Salvação. Se quisermos, pois, salvar nossa alma, abracemos a Cruz. Para que na hora de nossa morte, Jesus possa nos dizer o mesmo que ele disse ao Bom Ladrão: “Em verdade te digo: ainda hoje estarás comigo no paraíso.”

* Reitor do Seminário da Imaculada Conceição da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney - Campos dos Goytacazes - RJ – Brasil

Fonte: Aqui

quinta-feira, 13 de março de 2014

Um ano depois, quem é Francisco?



Hoje eu quero unir a minha voz à de tantas pessoas para agradecermos a Deus o primeiro ano de Pontificado do Papa Francisco.
Mas quem é Francisco?
Francisco é um dom para a Igreja hoje.
Francisco é o “resultado” da oração de milhões de católicos que há um ano pediam a Deus um novo Pontífice segundo o Coração de Cristo.


Francisco foi o consolo de Deus, depois do choque que todos nós levamos com o anúncio de que nosso sempre amado Bento XVI iria renunciar.
Francisco é a prova de que Bento XVI agiu impulsionado por Deus quando decidiu renunciar. Bento hoje vive tranquilo, pois vê que a Igreja continua em boas mãos.
Francisco é o Papa que fala mais com gestos que com palavras.
Francisco é uma pregação constante, que nos lembra que muitas vezes nos perdemos em coisas supérfluas.
Francisco é sinônimo de sair de si mesmo, de ir ao encontro do outro, de ir às periferias existenciais. 

Francisco é sinônimo de alegria do Evangelho, vivido com radicalidade, pregado com clareza e profundidade.
Francisco é Pastor supremo de uma Igreja de portas abertas, com confessionários funcionando, de uma Igreja que é mãe e não uma alfândega de Sacramentos.
Francisco é um antídoto contra o pessimismo, o derrotismo, as quaresmas sem páscoa, as caras de vinagre...
Francisco é um chicote contra as fofocas, os maus juízos, o carreirismo, o exibicionismo.

Francisco quer padres pastores, não funcionários. 
Francisco quer padres misericordiosos, não rigoristas nem laxistas.
Francisco é um eco de misericórdia, de compaixão, de bondade.
Francisco é um brado contra o mundanismo, fora e dentro da Igreja.
Francisco é um açoite contra a idolatria do dinheiro e do poder.
Francisco se incomoda e se sente ofendido quando o apresentam ideologizado, deturpado.

Francisco é o rosto que Cristo quer hoje para a Sua Igreja.
Francisco, enfim, é a imagem de Cristo, Bom Pastor, que nos ama, nos conhece, e dá, aos poucos , sua vida por nós.
Por isso, hoje nós dizemos: Senhor, obrigado por tudo que nos destes, quando nos destes Francisco.

*Reitor do Seminário da Imaculada Conceição da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney - Campos dos Goytacazes - RJ


Fonte: Clique aqui

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O tripé para a boa vivência do matrimônio





Nos diz o Catecismo da Igreja Católica: "A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento por Cristo Senhor" [1] [...] O consentimento pelo qual os esposos se entregam e se acolhem mutuamente é selado pelo próprio Deus. De sua aliança "se origina também diante da sociedade uma instituição firmada por uma ordenação divina". A aliança dos esposos é integrada na aliança de Deus com os homens: "O autêntico amor conjugal é assumido no amor divino". [2]

O matrimônio é uma vocação sublime, tanto que Nosso Senhor elevou-o a dignidade de Sacramento, e tanto mais nobre e bela é uma missão mais cruzes e desafios enfrentaremos. Muitas vezes andamos como que num nevoeiro, trilhando um caminho no escuro, e isso acontece muitas vezes pelo excesso de vias pelas quais nossa alma anseia, e o melhor modo de enxergar melhor um caminho é ter o olhar simples e focado, buscar o que é essencial, a luz que brilha como meta no fim do caminho, buscar em primeiro plano realizar aquilo que nos aproxima dessa meta, e daí, no desenrolar das questões as coisas secundárias serão organizadas com maior facilidade.

Nesta presente postagem falaremos dos 3 pontos que são essenciais para a boa vivência do matrimônio, que são a vida de oração, o apostolado – seja em casa ou fora – e o trabalho, o sustento material, peço ao leitor que faça uma reflexão sobre estes 3 pontos, se analisarmos profundamente, tudo o que tenhamos a fazer de bom na vida matrimonial gira em torno desses pontos, são como um tripé que mantém o matrimônio, e tudo o que nos afasta de um desses pontos só traz ruínas ao casamento. Como foi dito acima, estes são os pontos essenciais, a vida matrimonial é muito mais rica de ações nobres, mas todas essas outras são sustentadas por este tripé. Então vamos a eles:

Vida de oração: “Quando empregamos as palavras vida de oração, contemplação, vida contemplativa – termos que se encontram nos Padres da Igreja e nos escolásticos – a nossa intenção é sempre designar a vida interior normal, acessível a todos, e não os estados pouco comuns de oração que a teologia mística estuda, e a fortiriori  êxtases, visões, arroubamentos”, [3] assim é definida a vida interior por  Dom Jean-Baptiste Chautard em seu célebre livro “A Alma de Todo Apostolado”, e poderemos usar estes termos para entendermos melhor o que é a vida de oração, e desde já recomendamos muitíssimo a leitura deste livro, (obra tão recomendada, como pelo Papa São Pio X que o tinha como livro de cabeceira [4]) dentre outros tantos, um dos grandes benefícios desta obra é aprendermos como agirmos no apostolado sem perdermos a vida interior, pois como veremos a seguir, sem a vida de oração todo o restante se torna infecundo. 

Prosseguindo, o casal deve ter uma vida de oração ordenada, pois ela será a base de tudo, dos 3 pontos este é o mais forte, se esta base vacilar consequentemente as outras desabarão conjuntamente. É a vida de oração a base para que uma pessoa viva para Deus, é aí o “lugar” de encontro íntimo com o Senhor, onde agradecemos por todas as graças recebidas, O louvamos e encontramos luzes para os próximos caminhos, “a vida sobrenatural é a vida do próprio Jesus Cristo em mim, pela fé, pela esperança e pela caridade” [5],  sem isto a vida se torna egoísta e soberba, é um querer fazer tudo por força própria. O amor a Deus é o motor do amor humano, sem ele não se pode amar e cuidar do cônjuge e dos filhos verdadeiramente.

Como dissemos, a vida de oração é a base dos outros dois pontos, todo o sentido das nossas ações deve ter a caridade como fim, fazer tudo por Deus e por amor a Ele, sem esta caridade o apostolado e o trabalho material se tornam infecundos. Sem a caridade é impossível fazer um bom apostolado porque daí ao invés de fazermos tudo pra Deus estaremos fazendo obras para inflar o nosso orgulho, esperando o aplauso daqueles que nos cercam, o verdadeiro apostolado é desinteressado, visa antes o bem daqueles a quem Nosso Senhor confiou aos nossos cuidados.

Quanto ao trabalho, do mesmo modo, quando vivemos a nossa vida laboral sem a caridade corremos o risco de cairmos no egoísmo, na avareza e na ganância, de buscarmos o trabalho como um fim, e não como um meio.
Deus é o sentido de tudo, se nossas ações não forem para Ele tudo perde o sentido, tudo o que fazemos neste mundo é em vista da Vida Eterna, e se não tivermos esse olhar sobrenatural sobre todas as coisas não suportaremos as cruzes que a vida nos traz, pois só suportamos as dores da vida quando elas tem um sentido, e por mais que em certos momentos não entendamos porque sofremos, essas cruzes começam a fazer sentido se a entregamos junto a Cruz de Nosso Senhor, e só temos essa visão sobrenatural da vida no momento que temos uma vida de oração ordenada. Sejam as alegrias, sejam as cruzes, elas só serão bem vividas se forem em direção a Deus, e só saberemos caminhar com humildade em direção a Deus se tivermos uma correta vida de oração.

“...uma autêntica vida de piedade tornará mais eficazes os seus esforços e perfumará o seu lar com o espírito de Jesus Cristo, e com essa paz inalterável que, apesar das provações, há-se ser sempre o apanágio das famílias profundamente cristãs.” [6]

Apostolado: Por muitas vezes temos a visão de que o único apostolado são nossas atividades paroquiais, esta - é claro – é uma das ações de apostolado, mas não é a única e nem a primeira que um casal deve exercer, o primeiro dever de apostolado de um casal deve ser dentro de casa, na família, como dizia o Santo Padre Papa João Paulo II: “A família é a Igreja doméstica”. O primeiro passo que o casal deve dar – e isto é algo que já deve vir desde o namoro, pois a vida matrimonial será um reflexo do tempo de namoro - é que eles tenham uma vida de oração ordenada, que eles se esforcem o máximo possível para terem seus momentos de oração, mesmo com as labutas do dia-a-dia, individualmente, a dois e em família, estes momentos são importantíssimos, pois toda pessoa precisa de um tempo de reflexão a sós, para fazer seu exame de consciência, para conversar na intimidade com Deus, e também o tempo de oração a dois, pois este sempre une mais ainda o casal, e é mais uma forma de cuidarem um do outro, e também a oração da família inteira, e uma das orações mais perfeitas neste sentido é a oração do santo terço em família, como diz aquela bela citação: “família que reza unida permanece unida.”

E passamos a mais um sentido do apostolado familiar, a educação dos filhos na fé, e a primeira e melhor forma de educar é pelo exemplo, filhos que vêem seus pais rezando, falando sobre Deus também na vida cotidiana já serão muito mais propensos a abraçarem as belezas da fé, principalmente quando chegar a etapa onde aprenderão sobre doutrina na catequese. E esta é outra questão, os pais também devem ser bem formados na fé para formarem bem seus filhos, eles tem que ser os primeiros catequistas, pois o mundo tem aversão aos valores cristãos e infelizmente muitas vezes até nossas catequeses paroquiais ensinam doutrinas heterodoxas e valores frouxos. Os pais são na maioria absoluta das vezes o padrão de como os filhos vão enxergar Deus, seja para bem ou para mal, quantos santos se santificaram por ver os bons exemplos dos pais, mas também quantos perderam a fé porque viram os maus exemplos dos seus, isto é uma coisa gravíssima que infelizmente a maioria dos pais de hoje em dia não se atentam.

Outra questão recorrente hoje em dia são os pais com uma grande preocupação com o apostolado “de fora” e pouca preocupação na educação religiosa dos próprios filhos, percebemos isso claramente naquelas infelizes e recorrentes situações onde há pais que não saem de dentro da Igreja, como “leigos clericalizados”, mas que seus filhos não saem do mundo, isto é um sinal muito claro de que apesar da muita atividade exterior do casal a sua vida de oração e o apostolado com os filhos não vai bem.

E há também a justa necessidade do apostolado paroquial, mas isto varia muito com as particularidades dos grupos, associações ou movimentos em que a pessoa participa, ou mesmo que a pessoa não esteja em algum grupo o padrão é sempre agir com caridade, a caridade é o sentido de todo apostolado, fazer tudo por Deus, daí em cada caso Deus irá inspirando o trabalho de cada um. É sempre uma grande graça quando um casal pode trabalhar juntos numa obra de apostolado, isso une ainda mais o casal, a graça e a beleza desta obra se torna maior ainda se tiverem a oportunidade de que um ou mais filhos seja do mesmo grupo, mas apesar dessa beleza do trabalho conjunto, não quer dizer que o casal deva sempre agir assim, Deus pode querer que eles trabalhem em grupos diferentes, no passado isso era muito mais comum pois a maioria dos grupos e associações não eram mistas, e sempre deu certo.

Como dissemos, o sentido maior de tudo é a caridade, então o padrão do bom apostolado do casal é ter antes a vida de oração ordenada, contar sempre com o auxílio da graça do que com a própria força, e ter a clara noção de que o seu primeiro apostolado deve ser no interior da família, ajudar a cuidar do cônjuge e dos filhos, os guiando e sustentando em direção a Deus, e isso também fará com que o seu apostolado exterior será verdadeiramente frutuoso.

Trabalho: Então, passamos ao terceiro e último ponto, o trabalho, o sustento material, tão importante, mas que deve ser pautado tendo os outros dois pontos como auxílio, pois o trabalho sem caridade se torna ganancioso, e ele também deve ser uma área de apostolado. Talvez fosse dos 3 pontos o que menos comentaríamos pois a primeira função do trabalho material é o sustento da família, o prover as necessidades, este sim é o primeiro sentido mas não é o único. Como cristãos temos que ter um olhar sobrenatural sobre todas as coisas, e um ponto a comentar é que é neste campo onde se sobressaem mais as características específicas do homem e da mulher. Como vimos acima, se na vida de oração os dois podem ter atividades praticamente iguais e isso terá muito proveito, no apostolado já aparecem algumas singularidades, mas no trabalho material essas singularidades são muito latentes, homem e mulher devem sempre trabalhar juntos para o bem da família, mas cada um tem habilidades e missões bem específicas que ajudam no crescimento do casal.

Isso deve ser reforçado, pois vivemos num mundo onde é proclamada a ideologia do gênero, onde colocam homem e mulher em situação de igualdade em tudo, como se a humanidade formasse uma massa amorfa, sem individualidades. Homem e mulher são iguais sim perante a Deus, ambos são criaturas que Ele criou, mas cada um com especificidades e diferenças que ajudam no complemento um do outro. Há diferenças físicas e psicológicas entre homem e mulher e isso só uma pessoa cega pela mentalidade moderna negaria, e essas diferenças que se vividas de modo coerente ajudam no crescimento do casal também influenciam no modo de exercer o trabalho de sustento material da família.

Quanto ao homem, como diz o Pe. Paulo Ricardo [7], as 3 características que formam a paternidade, e consequentemente a masculinidade de uma forma correta no homem, é que ele seja protetor, mestre e provedor , isto está ligado as suas especificidades físicas e psicológicas que estão bem centradas na força, então daí vemos e entendemos porque o principal papel de provedor da família é o do homem, e porque ele é naturalmente inclinado ao trabalho fora, é ele quem sai pra buscar o sustento e proteção para a família, e também em certos trabalhos da casa onde as habilidades masculinas são mais requeridas, principalmente onde se envolve a força. Daí também percebemos como que o primeiro papel da disciplina dos filhos é sempre ligado ao pai, claro que pai e mãe tem essa função, mais pela sua característica nata de ser mestre o pai terá o papel primordial na disciplina, principalmente na firmeza.

Do mesmo modo, as características próprias da feminilidade também fazem que a mulher tenha maior propensão a um trabalho específico, que é o de cuidar da casa interiormente, e isso não é nenhum demérito, como prega o mundo. A mulher também requer uma força para suas tarefas, tão cansativas quanto a dos homens, mas até pela sua missão materna, e esta é outra questão porque o casal deve se esforçar para que a mulher trabalhe em casa, que é a de que ela cuide mais de perto dos filhos, a sua força vem da sua ternura, é daí que ela consegue os modos para ordenar a sua casa com os cuidados próprios da feminilidade, cuidados estes que tornam o lar harmonioso. É claro que homem e mulher devem ser ternos no trato com os membros da família, mas a mulher tem uma naturalidade maior a lidar com o afeto, a ser carinhosa, desse equilíbrio entre a firmeza paterna e a ternura materna é que nasce uma educação sadia dos filhos, a clássica canção “Oração da Família” do Pe. Zezinho exemplifica isto muito bem em um dos seus refrões:

“Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!”

Sobre estas questões sobre a feminilidade, principalmente o modo como as mulheres estão vivendo e sendo tratadas nos dias de hoje, maternidade, trabalho e afins recomendo muitíssimo a aula do Pe. Paulo Ricardo intitulada: “Feminilidade: O que está acontecendo com as mulheres?”


É muito bom quando há a graça de que homem consiga manter materialmente toda a casa, daí a mulher pode se preocupar somente com cuidado direto com os filhos e os afazeres domésticos, que já são tantos, mas as circunstâncias da vida podem levar a que essa renda não seja suficiente, e para isso a mulher tenha que ter atividades extras em casa ou fora, isso vai requerer uma prudência e reflexão muito grande sobre a real necessidade dessas atividades. Quando estas são em casa há menos problemas, pois ela estará ainda perto dos filhos, e este é o grande problema das mulheres trabalharem fora, se absterem da educação próxima dos filhos e confiarem a terceiros.

Há também os casos justos onde a mulher tenha que trabalhar fora por meio-período ou integralmente, a questão é, como dito acima, a reflexão e a prudência sobre a real necessidade dessas atividades, analisar se essa renda extra é realmente urgente, temos que ter o bom senso para ver o que são nossas necessidades materiais, o que não vemos muito hoje em dia, pois ter roupas novas sempre, o último equipamento eletrônico da moda, férias paradisíacas, entre outros do tipo, isso tudo não são prioridades necessárias, então, acima de tudo deve se ter prudência. Resumindo, o ideal é que o homem trabalhe fora e que a mulher trabalhe em casa, ambos cuidando da família exercendo bem suas especificidades.

Para terminar, falamos de mais um ponto sobre o trabalho, ponto este que reúne todos os outros colocados acima, mas que é pouco comentado , é o apostolado no trabalho. Mesmo assim, quando este apostolado nos vem a mente é a memória daqueles protestantes que querem fazer pregação forçada no meio do trabalho, e não é assim,  o verdadeiro apostolado no trabalho é primeiro o do bom exemplo, da boa conduta, do cumprimento dos nossos deveres, e aí sim, cumprindo estes deveres, e se for a vontade de Deus, Ele colocará em nosso caminho almas que estão sedentas pela verdade e nós poderemos usar de nosso apostolado de catequese, mas elas só virão a nós se virem primeiro a face de Cristo em nossas ações, por isto este ponto reúne todos os outros, porque antes é preciso se ter uma vida de oração coerente, daí isso se reflete no nosso modo de agir no apostolado em casa e na paróquia, e consequentemente em como faremos apostolado nos nossos trabalhos, sejam estes trabalhos em qualquer ambiente, em casa ou fora. Deixamos abaixo 2 pequenas citações de São Josemaria Escrivá que falam muito bem sobre o assunto, e desde já recomendamos muito a leitura de seus escritos [8], entre outros tantos belos temas que ele explana, poucos falam tão bem como ele do apostolado da vida cotidiana:

“Convencei-vos de que a vocação profissional é parte essencial, inseparável, da nossa condição de cristãos. O Senhor vos quer santos no lugar em que vos encontrais, no ofício que escolhestes, seja qual for o motivo: todos me parecem bons e nobres - enquanto não se opuserem à lei divina - e capazes de ser elevados ao plano sobrenatural, isto é, enxertados nessa corrente de Amor que define a vida de um filho de Deus.
Temos que evitar o erro de pensar que o apostolado se reduz ao simples testemunho de umas práticas piedosas. Tu e eu somos cristãos, mas ao mesmo tempo, e sem solução de continuidade, cidadãos e trabalhadores, com umas obrigações claras que temos de cumprir de um modo exemplar, se nos queremos santificar de verdade. É Jesus Cristo quem nos incita: Vós sois a luz do mundo (Mt V, 14-16)”. [9]
“Deus não te arranca do teu ambiente, não te retira do mundo, nem do teu estado de vida, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional... mas, aí, te quer santo!” [10]

O matrimônio é uma vocação sublime, assim começamos e terminamos nossa postagem, por mais que tenha cruzes não deixa de ser bela, e vale muito a pena, assim são as coisas de Deus, a beleza junto a Cruz. Nestes dias ouvi numa pregação uma bela citação que resume tudo isto, e também nos impulsiona: “O casamento é para heróis, é para quem quer levar a vida a sério” , [11] e assim é mesmo, um ato de heroísmo, nobre e belo, difícil, uma cruz, mas feliz quando o vivemos em direção a Deus, dando nossa vida para levar ao Céu nós mesmos e aqueles a quem Ele nos confiou os cuidados.

"Se na realização de nossa vocação devêssemos morrer, seria esse o dia mais bonito da nossa vida!". Santa Gianna Molla

Se em tudo devemos agir com a caridade para a boa vivência da vida matrimonial, se pautando nestes 3 pontos essenciais,a vida de oração, o apostolado e o trabalho, se em tudo devemos olhar para Cristo, nada mais justo e belo do que olharmos e pedirmos a intercessão de Nossa Mãe Santíssima em todas as nossas obras, como bem observa Dom Chautard, todas as nossas atividades de apóstolo só terão frutos se passarem pelas mãos Dela:
“Apoiados nesta doutrina, não hesitamos em dizer que, se a atividade do apóstolo não se fundar numa especialíssima devoção a Nossa Senhora, arrisca-se, seriamente, a construir sobre a areia.” [12]

Que Nossa Mãe Santíssima, Rainha das Famílias, guarde e proteja todos aqueles que foram chamados a vocação matrimonial, que suas famílias sejam verdadeiras Igrejas domésticas, lares de santidade que carregarão a luz de Nosso Senhor a todos os ambientes. Salve Maria!


Tiago Martins

*****
Referências

[3] pg. 16 -  [5] pg.16 -  [6] pg.14  -  [12] pg.177 - todas citações retiradas da obra “A Alma de Todo Apostolado” - Dom Jean-Baptiste Chautard – Constam-se as páginas da edição da Editora Civilização.

[4] “Se quereis que Deus abençoe e torne fecundo o vosso apostolado, empreendido para a sua glória, impregnai-vos bem do espírito de Jesus Cristo, procurando adquirir uma intensa vida interior. Para este fim, não vos posso indicar melhor guia do que “A Alma de Todo Apostolado” de Dom Chautard, abade cisterciense. Recomendo-vos, calorosamente, esta obra, que estimo particularmente, e da qual fiz o meu livro de cabeceira”.
Papa São Pio X, durante a visita ad limina dos bispos do Canadá, em 1914.
O livro pode ser comprado através deste link, ou baixado em formato PDF através deste link

[7] Pe. Paulo Ricardo de Azevedo - Vídeo-Aula "Masculinidade: O queestá acontecendo com os homens de Deus."
[8] Acesse as obras completas de São Josemaria Escrivá através deste link: Obras do Fundador do Opus Dei.
[9] São Josemaria Escrivá - "Amigos de Deus, 60-61"
[10] São Josemaria Escrivá - “Forja, 362”
[11] V. Ex.ª Revma Dom Fernando Areas Rifan – Bispo Administrador da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney - Em cerimônia de casamento na Igreja Principal do Imaculado Coração do Rosário de Fátima, Campos-RJ - Dia 14/12/2013
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