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segunda-feira, 31 de março de 2014

A Cruz, o Padre e a Missa




Pe. Gaspar S. C. Pelegrini*

“Não separe o homem o que Deus uniu”. (Mc 10, 9)

A Cruz, o Padre e a Missa são três mistérios inseparáveis. Estes três mistérios estão intimamente unidos, tão unidos que podemos acomodar a eles a palavra da Escritura : “Não separe o homem o que Deus uniu”. (Mc 10, 9)

Falemos de cada um deles

A Cruz

Diz o livro da Imitação de Cristo: “In Cruce Salus”, “na Cruz está a salvação.” Sim, porque na Cruz está Jesus, nossa Salvação.
Não devemos nos fazer ilusões, temos necessidade da Cruz. Fora da Cruz não há salvação. In Cruce Salus.

Mas em qual cruz está a salvação?

Vamos ao Calvário. Lá encontraremos três cruzes, três modos de encarar e viver o sofrimento:
- A Cruz do Inocente que sofre pelos pecadores: Jesus.
- A cruz do penitente que sofre resignado em expiação de seus próprios pecados: o Bom Ladrão.
- A cruz do revoltado contra Deus, contra o sofrimento: o mau ladrão.
A salvação não está na revolta do mau ladrão, mas sim na paciência de Jesus e na resignação do Bom Ladrão. A salvação está na Cruz de Jesus como fonte, como causa, como modelo de nossa Salvação; na do Bom ladrão como meio.
Assim também para nós:
Da Cruz de Jesus nos vêm todas as graças de que precisamos para nos salvar, e é também para nós um modelo de como temos que enfrentar os sofrimentos.
A nossa cruz (como a do Bom Ladrão) é um meio para chegarmos ao céu.
Todos nós temos que sofrer, o importante é saber sofrer. Soframos como o bom ladrão. Aceitemos as cruzes que Deus nos enviar.
Que jamais imitemos o mau ladrão no sofrimento.

O Padre

Podemos resumir o que é o padre nas palavras – ousadas - de S. João Maria Vianney: “Depois de Deus, o sacerdote é tudo.”
Tudo. Saibamos dar valor ao sacerdote. O padre dá sua vida por nós. Deixa de constituir uma família, para se consagrar inteiramente a Deus e às almas.
O sacerdote continua nesta terra a missão do próprio Jesus.
Agradeçamos a N. Senhor pelos padres que Ele já nos deu e peçamos-lhe que nos envie mais vocações.
Dizia também S. João Maria Vianney: “Quando se quer destruir a Religião, começa-se por destruir o Sacerdote.”
Isso explica a resistência que às vezes o sacerdote encontra em seu ministério e o porquê de tantos ataques contra o sacerdócio.

A Missa

Que seria o mundo sem a Santa Missa!?
Na Missa, é o próprio Jesus que pede por nós.
É através da Santa Missa que as graças descem do céu à terra.
A Missa é a renovação do Sacrifício do Calvário. E, às vezes, pelo nosso modo de participar da Missa, nós nos encarregamos de tornar mais literal, (digamos assim) esta renovação.

Três grupos de pessoas na Primeira Missa:
- Os piedosos com Nossa Senhora, Santa Madalena, S. João, as Santas mulheres.
- Os irreverentes, e até inimigos da Cruz de Cristo, como aqueles judeus que estavam no Calvário, que gritavam, faziam zombarias, insultavam a Jesus.
- Os curiosos, aqueles que estavam lá no Calvário só para ver o que ia acontecer, ou como tudo iria terminar, talvez até com o intuito de presenciar algum milagre retumbante.

Assim acontece muitas vezes nas Missas. Estão aqueles que chegam a ser irreverentes no modo como se comportam durante a Santa Missa e como tratam o Santíssimo. Aqui entram também os que voluntariamente se aproximam da Sagrada Comunhão sabendo que não estão no estado de graça, os que estão na Santa Missa e continuam alimentando em seu coração o apego ao pecado, os que não querem mudar de vida. Como disse o Papa Francisco, os corruptos.
Há também nas nossas Missas os curiosos . Vão à Missa para ver quem foi, para se encontrarem com os amigos, etc.
Mas há também os piedosos, os que participam da Santa Missa imitando os sentimentos do Coração de Jesus, de Nossa Senhora ao pé da Cruz, dos santos.

Sejamos deste grupo. Saibamos dar valor à Santa Missa, participando dela sempre que pudermos.

A união destes três mistérios: Cruz, Padre, Missa

Como vimos acima, “na Cruz está a salvação,” porque na Cruz está Jesus, nossa Salvação.
E como a Santa Missa não é outra coisa que a renovação do Sacrifício da Cruz, também da Missa podemos dizer: “In Missa salus”, na Santa Missa está a Salvação.
E o Sacerdote é ordenado sobretudo para a Santa Missa, portanto, para renovar o sacrifício da Cruz, é ordenado então para a Cruz. Logo também do padre podemos dizer: “In sacerdote salus”, no sacerdote está a salvação.
Nós não podemos de modo algum separar estes três mistérios, pois, se o fizermos, eles perdem sua razão de ser:

Nós não podemos separar a Missa da Cruz.
Se tirarmos da Santa Missa tudo o que se refere ao Calvário, portanto ao Sacrifício de Cristo, vamos esvaziar a Missa. Ela então se tornaria se torna uma mera lembrança de algo que já passou, ou se uma simples reunião dos fiéis, ou uma espécie de ceia. Por isto, não separemos o que Deus uniu. Renovemos sempre nossa fé no Sacrifício do altar, tenhamos sempre presente sua união inseparável com a Cruz.

Não podemos separar o Padre da Cruz.
A mãe de São João Bosco disse para ele no dia de sua ordenação que “começar a dizer Missa é começar a sofrer”.
Não que ser padre seja um sofrimento para a pessoa, mas que, como o padre é discípulo e ministro de Cristo, ele precisa se unir ao Seu Mestre e Senhor na Redenção da humanidade, aceitando de bom grado os sacrifícios que Deus pedir dele. Por isso o ministério sacerdotal é sempre marcado pela cruz. E um padre sem a Cruz é um soldado sem armas, é uma incoerência, quase que uma deformidade da natureza. A vida do padre deve girar em torno da Cruz. Todos os gestos litúrgicos que o padre realiza são acompanhados do sinal da cruz. A Liturgia muitas vezes manda que o padre beije a cruz, abençoe com a cruz, se benza com a cruz, etc. A sua própria vida não tem sentido sem a Cruz.

Não podemos, em fim, separar o Padre da Missa.
O Padre não é ordenado primeiramente para ser cantor, ser um homem da mídia, para ser um excelente administrador, um professor, etc. Existe uma relação inseparável entre o Padre e a Missa. Portanto ela está no essencial da vida do padre. Não pode, pois, ficar relegada a uma mera obrigação, ou ser considerada um incômodo no dia do padre. Tudo o que sacerdote faz, ou é uma preparação, ou uma consequência de sua Missa.
A Missa não é uma das atividades do padre, é a principal finalidade de seu sacerdócio.

Conclusão

Amemos a Santa Missa.
Saibamos dar valor ao Sacerdote. Agradeçamos a Deus pelos padres que ele já nos concedeu e peçamos a Nosso Senhor que nos envie muitas vocações, vocações em número proporcionado às nossas necessidades.
Enfim, saibamos levar a cruz, como o bom Ladrão. Com paciência, com resignação, como propiciação pelos nossos pecados.
Não separemos o que Deus uniu. Lembremo-nos sempre: na cruz está a Salvação. Se quisermos, pois, salvar nossa alma, abracemos a Cruz. Para que na hora de nossa morte, Jesus possa nos dizer o mesmo que ele disse ao Bom Ladrão: “Em verdade te digo: ainda hoje estarás comigo no paraíso.”

* Reitor do Seminário da Imaculada Conceição da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney - Campos dos Goytacazes - RJ – Brasil

Fonte: Aqui

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O que é a morte? por Joseph Ratzinger



Joseph Ratzinger

O que vem a ser isto, a morte? E o que acontece quando alguém morre, quando o destino da morte o leva? Todos nós temos de admitir certo embaraço diante dessas perguntas. Ninguém sabe ao certo o que é, porque nós todos vivemos do lado de cá da morte, de modo que não conhecemos a experiência da morte. Mas talvez seja possível tentar uma aproximação partindo outra vez da exclamação de Jesus na cruz, - "Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste"? Mc 15,34 -, na qual encontramos a essência daquilo que quer dizer descida de Jesus e participação na morte do ser humano.



Nessa última oração de Jesus manifesta-se, como já aconteceu durante a cena no horto das oliveiras, não uma dor física e sim a solidão radical, o abandono total, que é a essência mais profunda de sua Paixão. É a manifestação do abismo de solidão humana em geral, do ser humano que em seu íntimo está sozinho. Essa solidão, que costuma ser encoberta de várias maneiras, é a verdadeira situação do ser humano e assinala, ao mesmo tempo, a sua grade contradição, por que ele não pode ficar só, ele precisa do ser dos outros a seu lado. Por isso, a solidão é o âmbito do medo que nasce da sensação de abandono de um ser que precisa ser, mas que é expulso para o impossível.

Vamos tentar entender melhor o que foi dito, recorrendo a um exemplo concreto. Se uma criança tiver de atravessar uma floresta durante uma noite escura sentirá medo, por mais que se tenha explicado a ela que não há o que temer. No momento em que ela estiver sozinha na escuridão, vivenciando com toda a intensidade a sensação de solidão, surgirá o medo, não medo de alguma coisa, mas o medo em si, o medo inerente à condição humana. O medo de uma coisa determinada é, no fundo, um medo inócuo que pode ser anulado pela retirada do respectivo objeto que é a causa do medo. Se alguém tem medo, por exemplo, de um cachorro bravo, é fácil resolver o caso, prendendo o cachorro a uma corrente. Estamos falando de um fenômeno muito mais profundo: quando o ser humano chega a uma solidão extrema, ele passa a sentir um medo que não se refere a um objeto determinado que poderia ser eliminado, mas o medo da solidão, o pavor e o abandono do próprio ser, e este não pode ser superado por uma ato racional.

Vejamos mais um exemplo: se alguém tiver de ficar sozinho com um morto durante a noite, sentirá certamente algum tipo de assombro, mesmo que não queira admiti-lo e tente convencer-se racionalmente que não há motivo para sentir medo. Ele sabe muito bem que o morto não lhe pode fazer mal algum e que poderia estar até numa situação muito mais perigosa se a pessoa estivesse viva. Nessas circunstâncias, levanta-se um tipo de medo que não é medo diante de alguma coisa e sim o assombro da solidão em si, a sensação de um abandono existencial que o assalta na solidão com o morto.

E como é que esse medo pode ser superado quando a prova de sua inocuidade cai no vazio? A criança perderá o seu medo no momento em que uma mão se oferecer para guiá-la e uma voz que fala com ela, no momento, portanto, em que a criança viver a experiência da presença de um ser humano amoroso. Mesmo aquele que estiver em companhia de um morto deixará de sentir um assombro de medo quando houver alguém junto dele, de modo que sinta a proximidade de um tu. Na superação do medo se revela a sua natureza mais intrínseca, ou seja, o medo da solidão, que é o medo de um ser que só pode viver junto dos outros. O medo essencial do ser humano não pode ser superado pelos argumentos da razão e sim pela presença de alguém que ama.

Devemos aprofundar ainda mais a nossa pergunta. Se existisse uma solidão em que nenhuma palavra de um outro pudesse penetrar para transformá-la; se houvesse uma sensação de abandono tão profundo que nenhum tu seria capaz de chegar até ele, então estaríamos diante da solidão e do assombro verdadeiro e total, aquilo que a teologia chama de "inferno". A partir dessa situação podemos definir exatamente o significado desse termo: ele designa uma solidão em que o amor já não penetra e que representa, por si mesmo, o abandono propriamente da existência. Quem não se lembraria nesse contexto dos poetas e filósofos de nosso tempo, para os quais qualquer encontro entre os seres humanos é sempre apenas superficial, de modo que ninguém seria capaz de alcançar o íntimo real do outro; todo encontro, por mais bonito que pareça, serviria apenas para anestesiar a ferida incurável da solidão. No mais profundo de nosso ser moraria, portanto, o inferno, o desespero - a solidão tão inelutável quanto terrível.

É sabido que Sartre construiu a sua antropologia justamente sobre essa idéia. E até mesmo um poeta aparentemente tão conciliatório e sereno como Hermann Hesse não esconde, no fundo, uma percepção semelhante:

"Como é estranho caminhar na neblina"
Viver é solidão.
Ninguém conhece o outro,
Estamos todos sós!"

Realmente, existe, com certeza, uma noite em cuja solidão nenhuma se faz ouvir; existe uma porta pela qual podemos passar solitários: a hora da morte. Todo medo do mundo é, em última análise, o medo dessa solidão. É nessa linha de pensamento que se deve procurar a explicação porque o Antigo Testamento só usa uma palavra para falar de inferno e da morte, a palavra sheol: para ele, ambos são fundamentalmente idênticos. A morte é a solidão por excelência. E a solidão em que o amor não conhece penetrar é o inferno.

Voltamos, assim, ao nosso ponto de partida, ao artigo da fé que fala da descida os infernos. Podemos dizer, então, que Jesus atravessou a porta de nossa solidão extrema quando, na sua Paixão, afundou no abismo de nossa sensação de abandono. Onde já não se faz ouvir nenhuma voz, lá está Ele. Com isso, o inferno está vencido, ou melhor: a morte, morte que antes era o inferno, não existe mais. Morte e inferno deixaram de ser a mesma coisa, porque em meio à morte passou a existir vida, porque agora o amor mora em seu meio.

O único inferno que continua existindo é o fechamento voluntário de si próprio ou, como diz a Bíblia, a segunda morte (ver p. ex. Ap 20,14). A morte, porém, já não é o caminho para a solidão gélida, pois as portas do sheol estão abertas. Penso que é possível entender nessa perspectiva também as imagens dos Padres da Igreja que, à primeira vista, parecem tão mitológicas, a saber, as imagens que falam em buscar os mortos nas profundezas e em abrir os portões; torna-se compreensível até mesmo o texto aparentemente tão tímido do evangelho de Mateus em que se lê que os túmulos de muitos santos já falecidos ressuscitaram (Mt 27,52). A porta da morte está escancarada desde que a vida, o amor, passou a habitar na morte...

Joseph Ratzinger* - Papa Emérito Bento XVI - em Introdução ao Cristianismo - p. 220, 221, 222

*Este texto foi escrito por Joseph Ratzinger antes de sua ordenação episcopal.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Anunciamos uma grande alegria!

"Annuntio vobis gaudium magnum; habemus Papam". 
O mundo inteiro esperou para ouvir essa expressão - a maioria com boa vontade, outros não - mas todos olhavam pra Roma no dia de ontem esperando o Sucessor de Pedro, como foi belo ver que antes e depois em todas as mídias só se falava em um assunto, só se esperava a “fumaça branca”, e depois para saber quem era o escolhido, principalmente nós católicos esperávamos ouvir esse grande anúncio de júbilo. E o veio, temos um Papa, Sua Eminência Cardeal Jorge Mario Bergoglio que agora passa a se chamar Papa Francisco, temos um Pai!

Francisco, a primeira imagem que vem a nossa mente é a de São Francisco de Assis, o santo da caridade, mas também logo em seguida vem-nos as figura de dois outros Franciscos, São Francisco Xavier e São Francisco de Sales, ambos Jesuítas como o novo Papa, o primeiro, o santo das Missões na Ásia, que levou a esperança da salvação a tantos povos, o segundo, o santo defensor da fé, padroeiro dos apologistas. Caridade, missionariedade e defesa da fé, três virtudes que estes grandes Franciscos exaltaram com as suas vidas, e agora, com a graça de Deus, veremos mais um grande Francisco para a Igreja, com a missão de defender a fé e levar a caridade e esperança cristãs por todo o mundo.

Só existe algo de bom se tiver passado pelas mãos de Nossa Senhora, só Ela é a medianeira perfeita até Nosso Senhor Jesus Cristo, duas imagens que me vieram a mente, a primeira, ele foi eleito num dia 13, dia dedicado a Nossa Senhora de Fátima, e veio de um país muito devoto a Nossa Senhora, logo pensei, “teremos um “Papa Mariano” ao estilo do Beato João Paulo II”, e ele logo o demonstrou na suaprimeira mensagem dizendo que iria no outro dia rezar aos pés de Nossa Senhora.
A imagem de Nossa Senhora de Częstochowa, padroeira da Polônia, ficou conhecida em todo mundo pela especial devoção que o Beato João Paulo II tinha a ela, então, neste momento pedimos a interseção de Nossa Senhora de Lujan, padroeira da Argentina, que abençoe nosso novo Santo Padre na condução da Barca da Igreja assim como a todos nós fiéis.

Eu só consegui ver o "Habemus Papam", não consegui ver sua apresentação pois tinha que pegar um ônibus urgentemente, mas no primeiro ponto havia uma TV ligada onde  passava o finalzinho de uma reportagem - de um canal secular - e a jornalista comentou que ele foi sempre criticado pelo governo argentino pelo sua brava oposição as leis de incentivo as uniões homossexuais, neste momento pensei "Eh, o Espírito Santo sabe o que faz".

A alegria é muito grande, mas que nestes momentos não temos muitas palavras, ainda custa um tempo pra "cair a ficha" que temos um novo Papa, melhor deixar que ele mesmo fale, iniciamos o nosso blog publicando um texto do Beato João Paulo II, sempre demonstramos nossa fidelidade a Bento XVI, e agora, entramos na “era Papa Francisco”, e pedimos a Nosso Senhor Jesus e sua Mãe Santíssima que também sejamos fiéis ao nosso novo Santo Padre, então encerramos nossa postagem com suas palavras iniciais de pontificado:


Irmãos e irmãs, boa-noite!

Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.

[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]

E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!

E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.

[…]

Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.

[Bênção]

Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!

Tiago Martins




sábado, 16 de fevereiro de 2013

Obrigado, Santo Padre!


“Está correndo um boato que o Papa renunciou, mas não acreditem!” Assim ouvi a primeira notícia da renúncia do Santo Padre, estava eu num retiro e umas pessoas chegaram perto do padre pra lhe comunicar algo e ele disse essas palavras e mais algumas para nós retirantes, estávamos num local sem acesso a TV e internet por isso as notícias chegavam “picadas”, mas uns 15 minutos depois veio a notícia oficial. “Como assim? E agora?” Eram a perguntas que transpareciam no rosto de todos.

Mesmo passado alguns dias ainda estamos todos atônitos com a notícia da renúncia do Santo Padre Bento XVI, apesar da tristeza e da saudade que já existe também estamos em paz, acima de tudo porque o mesmo Santo Padre está nos transmitindo sua paz através de sua lucidez nas palavras, então, creio que não seja necessário ficarmos nos indagando os porquês de sua renúncia, mas confiar na Providência Divina e agradecer a Deus por este grande santo, este grande presente a Santa Igreja, todas as palavras de agradecimento seriam insuficientes, neste artigo gostaria de prestar uma homenagem, um ato de agradecimento ao Santo Padre, confidenciarei alguns dentre tantos episódios de como Bento XVI foi importante para minha vida de fé, e também sabendo que sua influência sempre permeará a minha vida.

Fiquei um período de mais ou menos 5 anos um tanto afastado da Igreja, e foi no fim dessa época que ele foi eleito, confesso que fui um tanto indiferente a tudo, e pior, ainda dando ouvido a muitas baboseiras que a mídia dizia, e isso continuou por um tempo ainda, até na época do episódio do discurso na Universidade de Ratisbona (Regensburg) eu dei mais importância ao que via na mídia do que confiei na sua autoridade de pastor da Igreja. Mas passou-se o tempo, Deus permitiu que acontecessem algumas provações na minha vida que me fizeram retornar em direção a Ele, como o filho pródigo fez, as dificuldades me fizeram ver que a vida sem Deus não vale nada, e um dos grandes instrumentos visíveis dessa minha "volta" foi o Papa Bento XVI, a conversão é um processo diário daqui até o dia de nossa morte, mas sempre temos aqueles pontos chaves na vida de fé que acarretam mudanças maiores, e o Santo Padre sempre esteve ligado a estes meus "pontos de conversão."

O primeiro deles foi sua visita ao Brasil em 2007 para a abertura da Conferência Episcopal Latino-Americana que se realizaria em Aparecida do Norte-SP, todos que queremos viver a nossa fé neste mundo sem Deus sofremos preconceito e isso as vezes nos amedronta, eu passava pelo período da "primeira conversão" e muitas vezes tinha medo de professar minha fé publicamente, mas, quando eu vi o Santo Padre pela TV chegando ao Brasil, sendo seguido pelo povo, vendo o respeito que todos tinham por ele me deu um orgulho tão grande de ser católico, de fazer parte da mesma Igreja que ele, da mesma Igreja que Nosso Senhor Jesus Cristo fundou sobre Pedro, e naquele dia eu via Pedro aqui na terra onde nasci, todas as asneiras ditas pela mídia caiam por terra ao vermos o seu sorriso, ao ver o amor que ele tinha por sua ovelhas, com certeza a visita dele ao Brasil foi um divisor de águas para a minha vida de fé.

No mesmo ano li o primeiro livro da trilogia "Jesus de Nazaré" e sua primeira Encíclica, "Deus Caritas Est", Deus sabe o quanto estas duas obras primas me fizeram aprofundar no conhecimento do que é a fé, de como vive-la, e principalmente, de saber quem é a Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, aprendi que Jesus não é simplesmente um "bom homem" com alguns ensinamentos sobre fraternidade, Ele é Deus, o Filho de Deus Encarnado, que continua entre nós através de sua Santa Igreja, Bento XVI dissipou as confusões teóricas que me enchiam a mente e me mostrou o rosto de Cristo, e que Ele veio ao mundo para nos trazer Deus, pois Ele é o próprio Deus.

Com o passar do tempo fui tendo a graça de ler mais ainda seus textos, apreciar suas catequeses, seus discursos quando visitava outros países, discursos aos bispos, padres e religiosos, seu grande empenho na defesa da família e da dignidade humana, seu modo de discursar perante a líderes de outras religiões sem abdicar um milímetro da fé católica, seu grande amor e defesa da sacra liturgia, e acima de tudo, seu grande exemplo de pastor, com humildade de saber que apesar de ser o supremo pastor da Igreja Militante ele era um "humilde servo na vinha do Senhor", como o demonstrou na sua renúncia, e também sua grande coragem, ao sofrer o martírio branco, o ataque da “ditadura do relativismo” que ele tanto condenou, ele sempre me fez lembrar a passagem bíblica onde diziam sobre Jesus "ele ensinava com autoridade", assim também eu via o Santo Padre, ele ensinou com autoridade, pois viveu tudo o que ensinou, nele víamos o que é dito quando é eleito um Papa, "Habemus Papam", temos um pai, sim, olhando para ele eu podia repetir, temos um pai.

Tantas outras coisas influenciaram na minha vida de fé, como a leitura do livro "Introdução ao Cristianismo" que ele escreveu antes de ser nomeado bispo, livro que me tirou tantas dúvidas sobre a fé, suas mensagens e exemplos nas Jornadas Mundiais da Juventude, sua coragem de entrar em ambientes seculares e discursar sem medo sobre Nosso Senhor, quantas e quantas vezes suas palavras foram um norte na minha vida.

Sempre me chamou muito a atenção sua equilibrada e piedosa devoção a Virgem Maria, suas palavras sobre Ela foram sempre belíssimas, mas suas atitudes me marcaram mais ainda, principalmente ao vê-lo rezando o santo terço, vê-lo olhando para Ela com o mesmo brilho no olhar de um filho que ama muitíssimo a sua Mãe. Piedade e equilíbrio, palavras que demonstram muito bem suas atitudes, lembro que certa vez passava por um período em que as pessoas me criticavam por tentar ficar de uma maneira mais sóbria ao assistir a Santa Missa, por eu não gostar desses "shows" de pessoas que deturpam a liturgia, nesta época enquanto assistia a Missa do Galo eu refletia sobre a sua sobriedade e simplicidade na Santa Missa, e quanto isso mostrava a magnitude de Deus, como isso me reforçou ainda mais a convicção que eu deveria não dar ouvidos aos que outros dizem e sim obedecer a Igreja, obedecer ao Papa, e isso me deu muita coragem pra seguir no meu apostolado.

Outra coisa que sempre me deu forças foi ver que mesmo sendo uma pessoa tímida ele não fugia dos seus compromissos, imaginem só, uma pessoa discreta, que não gosta de aparecer e derrepente ser uma das mais, se não a mais visada do mundo? Digo isto porque eu sempre fui de temperamento tímido e sempre fui criticado, mas ver o exemplo do Santo Padre também me fez cada vez mais ver que timidez não é defeito, é uma característica do temperamento, somos nós que a conduzimos para um lado bom ou ruim, que mesmo que tenhamos dificuldades vale a pena enfrentar nossas peculiaridades de temperamento se for por um objetivo maior.

Enfim, todas as palavras que eu dissesse seriam poucas pra agradecer, se eu fosse escrever acontecido daria um livro completo, então digo somente, muito obrigado, Santo Padre. Obrigado por me mostrar o rosto de Cristo, por me fazer amar mais a Virgem Santíssima, a venerar os santos com fervor, obrigado por “confirmar” a minha fé (cf. Lc 22,32). Pensei que o veria na Jornada Mundial da Juventude, mas não :/, que Deus me dê a graça de vê-lo no Céu um dia. :)

Que a Virgem Santíssima, Mãe da Igreja, o guarde e que nos dê um pastor tão santo quanto o senhor foi. Obrigado, Santo Padre!

Tiago Martins

Para citar este texto:
Tiago Martins “Obrigado, Santo Padre!”
Blog Mater Dei
http://materdei1.blogspot.com/2013/02/obrigado-santo-padre.html


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A furiosa verdade



por G.K. Chesterton

“... a carruagem celestial voa esfuziante atravessando as épocas. Enquanto as monótonas heresias estão esparramadas e prostradas, a furiosa verdade cambaleia, mas segue de pé.”

 Último e mais importante: é exatamente isso que explica o que é tão inexplicável para todos os críticos modernos da história do cristianismo. Refiro-me às monstruosas guerras sobre pequenos pontos de teologia, os terremotos de emoção envolvendo um gesto ou uma palavra.  Era apenas uma questão de um centímetro; mas um centímetro é tudo quando você está equilibrando.

A Igreja não poderia se der ao luxo de oscilar um milímetro em alguns pontos, se quisesse continuar seu grande e ousado experimento do equilíbrio irregular.  Assim que se permitisse que uma idéia perdesse um pouco de sua força, alguma outra idéia ganharia força demais. O que o pastor cristão conduzia não era um rebanho de ovelhas, mas sim uma manada de touros e tigres, de terríveis ideais e vorazes doutrinas, cada uma delas forte o suficiente para transformar-se numa falsa religião e devastar o mundo.

Lembre-se de que a Igreja abraçou especificamente idéias perigosas; ela foi uma domadora de leões.  A idéia do nascimento por meio do Espírito Santo, da morte de um ser divino, do perdão dos pecados ou do cumprimento das profecias — qualquer um pode ver que são idéias que precisam apenas de um toque para transformar-se em algo blasfemo ou feroz.  Os artífices do Mediterrâneo deixaram que o menor elo se partisse, e o leão do pessimismo ancestral rompeu sua cadeia nas esquecidas florestas do norte. Dessas compensações teológicas devo falar mais adiante. Aqui basta observar que se algum pequeno erro fosse cometido na doutrina, enormes disparates poderiam ser cometidos na felicidade humana.

Uma frase formulada erroneamente acerca da natureza do simbolismo teria quebrado todas as melhores estátuas da Europa. Um deslize nas definições poderia parar todas as danças; poderia secar todas as árvores de Natal ou quebrar todos os ovos de Páscoa. As doutrinas tinham de ser definidas dentro de rigorosos limites, até mesmo para que o homem pudesse desfrutar de liberdades humanas gerais. A Igreja precisou ser cuidadosa, se não por outro motivo para que o mundo pudesse ficar despreocupado.

Essa é a emocionante aventura da Ortodoxia.  As pessoas adquiriram o tolo costume de falar de ortodoxia como algo pesado, enfadonho e seguro.  Nunca houve nada tão perigoso ou tão estimulante como a ortodoxia.  Ela foi à sensatez, e ser sensato é mais dramático que ser louco.  Ela foi o equilíbrio de um homem por trás de cavalos em louca disparada, parecendo abaixar-se para este lado, depois para aquele, mas em cada atitude mantendo a graça de uma escultura e a precisão da aritmética.

A Igreja em seus primeiros dias correu violenta e velozmente com qualquer cavalo de  batalha;  no  entanto,  é  totalmente  anti-histórico  dizer  que  ela  apenas  cometeu loucuras  apegando-se  a uma única idéia, como um fanatismo vulgar. Ela curvou-se para a esquerda e para a direita, na medida exata a fim de evitar enormes obstáculos.

Num dado momento ela abandonou o enorme vulto do arianismo, apoiado por todos os poderes deste mundo para fazer o cristianismo mundano demais. No instante seguinte ela estava se curvando para evitar o orientalismo, que o teria espiritualizado demais. A Igreja ortodoxa nunca tomou a rota fácil ou aceitou as convenções; a Igreja ortodoxa nunca foi respeitável. Teria sido mais fácil ter aceitado o poder terreno dos arianos. Teria sido mais fácil, durante o calvinista século XVII, cair no abismo infinito da predestinação. E fácil ser louco; é fácil ser herege. E sempre fácil deixar que cada época tenha a sua cabeça; o difícil é não perder a própria cabeça. E sempre fácil ser um modernista; assim como é fácil ser um snob. Cair em qualquer uma das ciladas explícitas de erro e exagero que um modismo depois de outro e uma seita depois de outra espalharam ao longo da trilha histórica do cristianismo — isso teria sido de fato simples.

É sempre simples cair; há um número infinito de ângulos para levar alguém à queda, e apenas um para mantê-lo de pé. Cair em qualquer um dos modismos, do agnosticismo à Ciência Cristã, teria de fato sido óbvio e sem graça. Mas evitá-los a todos tem sido uma estonteante aventura; e na minha visão a carruagem celestial voa esfuziante atravessando as épocas.  Enquanto as monótonas heresias estão esparramadas e prostradas, a furiosa verdade cambaleia, mas segue de pé.

G.K. Chesterton – Ortodoxia, pg. 166 a 168 - Ed. Mundo Cristão

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Os 3 tipos de Revolucionários


A maioria absoluta das pessoas cresceu sendo ensinada que ser revolucionário é algo bom, que é legal, que pessoas assim tem "atitude". Mas quando temos a graça de saber o que é realmente a ideologia revolucionária percebemos que á algo demoníaco, pois tudo nela afasta-nos de Deus. A tão aclamada Revolução tem sempre como raiz a revolução do homem contra Deus.

Esta postagem tem como objetivo mostrar os 3 tipos básicos de revolucionários, você claramente perceberá um desses tipos ao seu redor, e talvez até se perceba dentro dessa mentalidade pois estamos num ambiente tão infectado que é como que se fossemos peixes num oceano revolucionário. Para maiores esclarecimentos sobre como reconhecer este mal aconselho veementemente a visualização do vídeo "Os perigos da mentalidade revolucionária" e num segundo momento, para maior conhecimento o curso "Revolução e Marxismo Cultural", ambos do Pe. Paulo Ricardo de Azevedo. Como dissemos aqui relataremos os 3 principais tipos:

1º tipo: O Bobinho. Nunca leu nenhum dos autores revolucionários, só ouviu dizer na escola em programas de TV que ser revolucionário é legal. É comum vê-los em grupos que gostam de se dizer "os descolados", que tem atitude e coisas afins. Normalmente é uma pessoa ingênua, com boa vontade, mas que foi lubridiado, no fundo ele tem a vontade de buscar valores nobres e até por isso sua conversão é mais fácil. Quando é alertado quanto aos males do pensamento revolucionário, - principalmente quando lhes é apresentado fatos históricos -, mesmo que não mude logo num primeiro instante  fica "com uma pulga atrás da orelha" porque percebe que o que pensava anteriormente pode estar errado, e este incomodo é o primeiro passo para a conversão.

Quanto a questões da fé, são muito encontrados nesse encontro de jovens "animadinhos", onde o que vale é a festa e as palavras que mexem com a emoção. São presa fácil para pregadores que apresentam um falso "Jesus Revolucionário", isto mina sua fé e se não forem alertados é um dos motivos - se não o maior - para que abandonem a Igreja muito facilmente , e é neste alerta que também percebemos seu nível de boa vontade, quando lhes é apresentado algo mais sólido os que querem encontrar o verdadeiro Jesus se interessam, os que querem ficar na mesma mediocridade inventam mil desculpas para continuar do mesmo modo.

2º tipo: O Abobado. Também nunca leu nenhum autor revolucionário, ou se leu foi muito pouco. É um rebelde sem causa, gosta de usar camisas do Che Guevara, montar greves sem noção e usar algum tipo de droga. É facilmente reconhecido por pronunciar a palavra "burgueses" 10 vezes a cada minuto, fazer militância aberta pela esquerda e quase sempre está usando visual hippie, rastafari, hindu ou qualquer outra coisa do gênero. Xingam o capitalismo de toda forma, se dizem "os socialistas natos" mas são vagabundos que vivem à custa dos pais. Raramente os verá em ambientes de igreja, e quando aparecem são relacionados a grupos ligados a Teologia da Libertação, são aqueles que esbravejam quanto a tudo que é tradicional, vão pra igreja de bermuda, camiseta, usando um anel de tucum e querem tocar pandeiro e triângulo na hora da Missa.

3º tipo: Os abobantes. Eles são perigosos, pois conhecem toda a ideologia revolucionária, de Marx a Gramsci. São eles que "abobam" a população, como sempre fizeram usam a mídia para propagar suas idéias, sempre conseguiram um grande controle principalmente sobre a TV e divulgação de livros. Como são poucos, é difícil de reconhecê-los, é necessário um certo estudo, como por exemplo pelo menos assistir ao curso do Pe. Paulo Ricardo referido acima. Mas tem como principais bases o repúdio a tudo quanto é tradicional, daí o seu tamanho ódio a Igreja Católica, a única instituição que ainda tem forças para lutar contra essa corja infernal em escala mundial. Eles fogem de qualquer tipo de debate de idéias pois no fundo sabem que isso faria com que seus "discípulos" perdessem a confiança neles, o revolucionário pensa ao contrário, no seu mundo não existe lógica, a lógica são eles mesmos que inventam, por exemplo, um sujeito desse critica o Papa num canal de informação,  ele nunca responderá a uma pessoa que tente defender o Papa pois discutir com um "papista" é entrar na lógica "burguesa", é entrar no sistema de debates, sistema de debates este que é considerado algo retrógrado para os revolucionários, eles fogem de tudo que possa lembrar o conservadorismo.

Este ataque faz parte de outra estratégia deles, o "patrulhamento ideológico", eles atacam o líder para que o grupo se enfraqueça, quando se fala mau do líder, até que a mentira seja desfeita as pessoas mais fracas do grupo ficam desconfiadas, no fundo eles querem derrubar essas pessoas mais fracas, sabem que o líder é forte e não cairá, um dos frutos malignos desses ataques são a "criação" de novos bobinhos e abobados, que são os mais fracos e que se deixam mais facilmente se levar pelas mentiras revolucionárias.

Devemos nos proteger, pois por causa do pecado original somos inclinados a procurar as coisas mais fáceis, e é isso a mentalidade revolucionária, uma espécie de emancipação da busca pelo que não é o mais nobre, e com isso se não nos vigiarmos caímos muito fácil em qualquer um dos grupos. Em qualquer caso recomendo estes conselhos do Pe. Paulo Ricardo:

Primeiro, "com revolucionário não se discute, a gente os desmascara", eles nunca irão entrar num debate de idéias, - principalmente e o 2º e o 3º grupo - devemos mostrar a eles que sabemos que estão mentindo e mostrar aos outros que toda essa mentalidade é danosa, ensinando e principalmente mostrando os exemplos de que onde essa mentalidade se instalou com mais força maior foi o dano para as pessoas.

Segundo, "não julgue as pessoas pelo que dizem de si mesmas, mas pelo o que elas combatem", sendo eles mentirosos facilmente enganam os outros falando que fazem obras maravilhosas para humanidade, mas devemos julgá-los pelo que eles combatem, se eles combatem os valores tradicionais é sinal de que são mentirosos, por exemplo, dizem amar os pobres - o que é uma coisa boa - por um lado, mas pelo outro atacam a Igreja, a família, são a favor do aborto e coisas assim, é sinal de que estão combatendo valores perenes, combatendo valores que nos levam pra Deus.

Fiquemos atentos, mas acima de tudo entreguemos essa batalha nas mãos de Nosso Senhor, e de sua Mãe Santa Maria e do Arcanjo São Miguel, não basta vigiar, antes de tudo é preciso orar, nós somos apenas pequenos soldados que batalham pelo Reino dos Céus, no fim é Deus quem vence, e com Ele a vitória está certa mesmo que pelos nossos olhos e fé fraca as coisas estejam parecendo irrecuperáveis. Avante, vamos Batalhão Sagrado!



Tiago Martins




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