quarta-feira, 13 de março de 2013

A relação entre castidade, modéstia e pudor – 2ª Parte


por Pe. Thomas Morrow
 
Transcrição: Blog Mater Dei


Que deve fazer uma garota?
            – “Se meu modo de vestir excita os homens, o problema é deles, não meu. Eles que o resolvam”. Isto é falso por várias razões. Em primeiro lugar, não é cristão. A cristandade é uma comunidade ativa. São Paulo ensina: “Ajudai-vos mutuamente a carregar os vossos fardos, e deste modo cumprireis a lei de Cristo” (Gal 6,2). Salvamo-nos em comunidade, não como indivíduos. Em segundo lugar, o problema não é só dos homens. A mulher que se veste indecorosamente cria para si os seus próprios problemas.
           
Quando se diz isto, há mulheres que se sentem ofendidas. Dizem: “Já vi repetir a mesma coisa de sempre, que << são as mulheres que têm a culpa>> da agressividade dos homens”. Não é assim. Nem toda a culpa é das mulheres, mas elas têm certa responsabilidade pelo modo como os homens reagem, embora isso não justifique a má conduta deles. Por conseguinte, não podem queixar-se de que todos os homens são uns “animais”, uns desequilibrados que correm para elas açoados. Os homens decentes costumam fugir, mas a mulher que se veste inadequadamente vende-se barato; os seus melhores ativos são os sexuais.
            
Uma mulher que viva em estado de graça tem um halo que excede de longe qualquer critério da moda. Às vezes, as mulheres cristãs subestimam a sua beleza interior, talvez devido à poderosa influência dos estilistas de moda, que põe exagerada ênfase no exterior e assim vão ganhando a vida. Como diz a Sagrada Escritura, que o vosso adorno não seja o que aparece externamente: cabelos trançados, joias de ouro, vestidos elegantes; mas tende aquela ornato interior e oculto do coração, a pureza incorruptível de um espírito suave e pacífico, coisa que é tão preciosa aos olhos de Deus. (1 Pe 3,3-4)
            As mulheres devem perguntar-se: “A quem estou procurando agradar? A Deus ou ao mundo? Diz São Tiago: “O amor do mundo é abominado por Deus” (Tg 4,4). Pensemos no modo como se vestiria hoje a Mãe de Jesus, se fosse uma solteira de 25 anos. Especulando, seria um exemplo daquilo que São Francisco de Sales desejava: “Eu, por minha parte, teria um grupo de gente piedosa, homens e mulheres sempre adequadamente vestidos, mas sem ostentação nem extravagâncias. Como diz o provérbio, gostaria que elas estivessem "adornadas com graça, decência e dignidade".
           
Há quem afirme que os tempos mudaram e que os estilos são muito chamativos do que há sessenta anos, que as modas de hoje chamamos impudicas parecerão comuns dentro de uma ou duas gerações. Talvez seja, mas geralmente os que estão comprometidos com o Senhor não estão na vanguarda das modas que deixam o corpo descoberto.
            – “Mas no verão faz muito calor...” Pode ser que faça calor, mas há roupas decentes que permitem aliviá-lo. Além disso, o que é mais importante: estar mais a vontade ou contribuir para criar um mundo mais educado, mais respeitoso para com a dignidade de todos, e mais respeitoso portanto para com a lei de Deus?

A força do pudor
            Uma mulher que se vista modestamente não contentará o seu meio ou os estilistas, mas sabe o que quer – decência – e consegue-o. Procurará ser elegante e vestir-se de acordo com a moda, mas sem estridências que desviem para elas os olhares. Pertencerá ao tipo de mulheres que controlam a sua vida social e estão menos expostas ao assédio sexual.
            Evidentemente, as jovens devem receber em casa os critérios sobre o modo de vestir-se com todo o decoro, mas infelizmente nem todas prestam ouvidos. Feliz a moça que tenha um pai e uma mãe dispostos a travar esta batalha.
            Porque tantas mulheres se vestem impudicamente? Por muitas razões. Algumas sentem uma certa excitação vestindo roupas justas ou decotadas; outras deixam-se influir pela moda; outras só desejam chamar a atenção dos homens e vêem nisso um modo de consegui-lo.
            O argumento da moda é débil, dados os ecléticos estilos atuais. Por sua vez, a excitação pessoal não encontra eco no modo de pensar de uma mulher cristã, se verdadeiramente deseja permanecer em intimidade com Deus. Por fim, é verdade que, ao vestir-se de modo provocante, a mulher adquire um certo poder de atrair os olhares, mas é um poder muito caro. Há homens que se deixam atrair poderosamente por uma roupa indecorosa. Mas que perfil é o desses homens? Costumam pretender um encontro sexual, sem a menor vontade de casar-se, pelo menos com a mulher sexy. Nunca lhes passará pela cabeça um pensamento como este: “Que personalidade tem essa garota!”, ou : “Será uma esposa perfeita!” Ao contrário, dirão de si para si: “Aposto que é mais uma!”

O perigo da beleza
            Apesar de a beleza ser um bem em si mesmo, é também uma chamada ao pudor, porque uma mulher muito atraente receberá numerosos convite para comportar-se mal.
            Quando um homem sai com uma mulher realmente bonita, em geral fica fascinado pelo seu aspecto. Ainda que pense que não é a pessoa com a qual se casaria, deixa passar um bom tempo, às vezes anos, até concluir e confessar que esse namoro não pode dar certo.
            Como é então que uma mulher excepcionalmente deve proteger-se? Não se apegando à atenção que provoca mantendo o olhar fixo no que realmente importa: que a sua fé prevaleça. (Este não é um tema politicamente correto na nossa cultura, mas um sacerdote não pode deixar de abordá-lo com todos, especialmente com os que põem risco a sua salvação). Lembremo-nos de que Deus não criou a beleza feminina para que as mulheres fossem frívolas e narcisistas. A mulher atraente que procure realçar a sua beleza atrairá demasiada atenção sobre si mesma. Se deseja atrair um homem virtuoso, deve-se mostrar comedida na sua maquiagem, no penteado, na escolha das joias e no estilo da roupa. Para qualquer mulher, independentemente da sua beleza natural, a meta deveria ser parecer elegante, não chamativa.
            A mulher que goza de uma beleza discreta, feminina, encontrará o tipo adequado de homem cristão muito mais facilmente do que aquela que tenta chamar atenção.
            É cada vez mais imprescindível uma certa revolução cultural no que se refere às roupas das mulheres. Os homens deveriam mobilizar-se e assumir uma espécie de liderança na renovação moral da nossa cultura, mas também as mulheres têm que participar deste objetivo.

Os homens opõem-se ao impudor feminino
            Que deve fazer um homem para evitar a influência negativa de uma mulher vestida indecorosamente? Alguns abaixam discretamente a cabeça, outros olham para outro lado, mas isso pode não ser fácil. A melhor solução seria olhar para a mulher nos olhos e, ao fazê-lo, pensar que se trata de uma pessoa, de uma filha de Deus, e logo a seguir desviar o olhar. Poderia também rezar uma curta oração pedindo que essa mulher mude de aparência e perceba a sua dignidade de pessoa criada à imagem de Deus.
            Se aparece vestida de modo provocante já na primeira saída, você terá que descobrir se é católica ou ao menos cristã. E então poderá discutir com elas as suas ideias sobre o namoro, a castidade e o pudor. Dê-lhe tempo para refletir. Se não se decide a compartilhar o seu critério sobre castidade, chegou o momento de dizer adeus.
           
E se vocês continuam a sair durante algum tempo e ela é uma cristã determinada a viver a castidade, mas de repente aparece vestida de modo provocante? Poderia dizer-lhe alguma coisa como: “Você está maravilhosa com esse vestido, mas não me é fácil viver a castidade quando a vejo com essa roupa”. Se a moça tem uma ponta de senso comum, captará a mensagem e mudará. Se não o faz, você terá que dizer-lhe diretamente: “Esse vestido é demasiado sexy pra mim. Por favor, pode vestir uma roupa menos provocante?
            E se você tem uma amiga católica, com quem não sai, mas que aparece vestida de um modo desonesto? Pois bem, por amor a Deus e para o bem dela, poderá dizer-lhe: “Uma moça tão bonita como você não tem necessidade de vestir-se assim. Você tem para oferecer muito mais do que o atrativo sexual.”
            Se parece admirar-se, acrescente: “Bem, vestida desse jeito, nenhum rapaz conseguirá descobrir a sua personalidade.” Prepare-se para um olhar glacial ou talvez uma bofetada. Ofereça-a ao Senhor em reparação pelos pecados.
            Vale a pena dizer o que pensa? Sim, se existe alguma esperança de melhora. Na sua maioria, as mulheres cristãs desejam mudar, ainda que a sua primeira reação possa ser bastante fria. Com freqüência basta ajudar a pensar, coisa que não se faz porque o tema parece alheio ao nosso mundo.

Em resumo
            Poucos parecem dispostos a ouvir ou falar de pudor. A melhor maneira de que escutem é com o exemplo, especialmente com o exemplo de outras mulheres que tenham a prudência e a capacidade de escolher o traje apropriado para cada lugar e ocasião. É um cuidado que se baseia no amor e na caridade. Se formos pacientes e perseverantes, poderemos convencer os outros das suas vantagens. Uma vez que os tenhamos convencido, eles convencerão o mundo com sua alegria.

Pe. Thomas Morrow – “Namoro Santo em um mundo supersexualizado”

Leia a 1ª parte deste artigo neste link: A relação entre castidade, modéstia e pudor.

Recomendamos muitíssimo a leitura deste livro, como você percebeu, este conteúdo foi de grande ajuda para a sua caminhada de fé, principalmente nas questões sobre namoro santo e matrimônio, você pode adquirir este livro clicando neste link: Namoro Cristão em um mundo supersexualizado.
Se este conteúdo lhe ajudou, compartilhe-o com aqueles que você quer bem, ajude outros a ver a beleza e os frutos de felicidade que nascem na vida de quem vive um autêntico namoro cristão

A relação entre castidade, modéstia e pudor


por Pe. Thomas Morrow

Transcrição: Blog Mater Dei
           

Uma proposta de castidade não pode dar resultado sem a virtude do pudor no vestir, tanto em homens como em mulheres. Também o homem deve ser modesto, embora não pensemos frequentemente nisso: sungas minúsculas, calças excessivamente justas, camisetas sem manga e abertas até a cintura não são próprias a um verdadeiro cristão. No entanto, como escreveu Santa Teresa De Jesus na sua autobiografia, “as mulheres têm obrigação de ser mais modestas que os homens”. Portanto, centrar-nos-emos especialmente no tema do pudor das mulheres.
            Permitam-me que lhe conte uma história. Uma tarde, uma jovem da nossa associação católica de mulheres solteiras pensava no vestido que escolheria para assistir a um casamento. Telefonou ao pai a pedir-lhe a opinião. Ele disse-lhe: – “Bem, você tem pernas bonitas, porque não usa algo curto?” [1]
            Então ela usou “algo curto”... e quase provocou um terremoto. Não foi o seu momento mais feliz.
            Depois daquilo, começamos a falar sobre pudor e ela passou a vestir-se de forma mais recatada. Mais tarde, disse-me que tinha ido a uma festa e que o seu vestido discreto tinha chamado a atenção do que as que vestiam roupas chamativas! [2]
            Como as mulheres olham mais para a pessoa no seu conjunto, costumam ser menos conscientes de como os homens a olham. João Paulo II ponderava em Amor e Responsabilidade: “Como a sensualidade é geralmente mais forte e mais acentuada nos homens, e os faz considerar o corpo como objeto de prazer; parece que seria de esperar que o pudor, enquanto tendência a diminuir a atração sexual do corpo, fosse mais pronunciado nas moças e nas mulheres”.
            As mulheres costumam ser conscientes de que os homens se sentem fisicamente atraídos por elas, mas não costumam ter a mais remota ideia da intensidade dessa atração. Quando uma mulher vê um homem de boa aparência, pensa: “É bonito”. Quando um homem vê uma mulher de boa aparência, a sua reação é muito mais intensa.
           
Muitos homens jovens que acreditam na castidade, e se esforçam por vivê-la, nunca reparam na importância da modéstia nas mulheres. Alguns estão completamente possuídos pelo desejo de gozar do espetáculo de uma bela mulher de saia curta e apertada. Mas quando começam a pensar nas causas primordiais da luxúria, não demoram a reconhecer o efeito negativo que isso tem sobre eles. O Pe. David Knight, em Good News About Sex, pensa que “seria uma propositada ingenuidade, nesta época de sofisticação psicológica, ignorar que determinado estímulo visual é objetiva e geralmente provocante para o apetite sexual de um jovem normal. Poderíamos fechar os olhos a essa realidade, mas os comerciantes não o fazem. E as fortunas que obtêm pondo em prática as suas ideias demonstram que sabem o que fazem... Quer as jovens e as mulheres da nossa cultura ignorem ou não o que se passa, quem perde são elas... Na medida em que um determinado estilo de vestir é considerado deliberadamente provocante – por parte do estilista, da cliente, ou de ambos -, esse modo de vestir deve ser considerado como uma violação ao contrário, pois estimula um desejo sexual em quem talvez não queira excitar-se. Cada vez que isso acontece aos homens (que são mais inclinados que as mulheres a esse tipo de excitação), sempre se provoca um certo mal-estar, reconheçam-no ou não...”
            Por outro lado, como recomenda o Catecismo:
            “o pudor preserva a intimidade da pessoa. Designa a recusa de mostrar o que deve ficar oculto. Ordena-se para a castidade, cuja delicadeza proclama. Orienta os olhares e os gestos em conformidade com a dignidade das pessoas e os sentimentos que as unem.
            O pudor protege o mistério da pessoa e do seu amor […] Exige que se cumpram as condições do dom do compromisso definitivo do homem e da mulher entre si. O pudor é modéstia; inspira a escolha do vestuário...” [3]

O que é impudico hoje em dia?
            Quais os elementos mais difundidos da moda atual que provocam mais reações nos homens? O mais comum é a saia curta. Presenciei muitas vezes o desconcerto de homens piedosos quando reparavam na pouquíssima roupa que vestem algumas mulheres ao irem à Igreja assistir à Missa num dia de semana ou para fazer um tempo de oração. Achavam absolutamente contraditórios o vestuário dessas mulheres e suas práticas de piedade. Eu estava de acordo com eles. Sempre me espanta o número de mulheres piedosas que não relacionam o religioso com a roupa. Os vestidos ou as saias acima do joelho afetam sexualmente os homens, pelo menos levemente, mas talvez ainda mais psicologicamente. Quer dizer, afetam a sua opinião sobre a totalidade dessas mulheres. Às vezes, as mulheres surpreendem-se ao saberem como os homens reagem diante de umbigos expostos, seios seminus, vestidos apertados, “penteados sexy” ou peças de banho indecentes.
            Numa palestra que dei sobre o pudor, uma moça (depois descobri que era californiana) replicou:
-        “O senhor quer dizer que não devemos vestir determinados biquínis na praia?”
-        “Sim, é isso que quero dizer”.
-        “Não é um exagero, não?”
-        “Grande. Tão grande como o próprio Evangelho”.
            Vários meses depois, soube que essa moça passou a ir a praia de maiô. Tinha começado a converter-se” Quatro anos depois, entrou numa ordem carmelita contemplativa. Isso, agora no melhor sentido, é que foi, sim, um exagero...! (Nota do blog: Para saber mais sobre a tão discutida questão sobre roupas de banho acesse este link: “Sobre ouso de roupas de banho.”
            Que mulher quer ser lembrada pelas suas pernas? Ou pelo seu umbigo? Não preferiria ser lembrada pela sua afabilidade, personalidade, decência, bondade ou piedade? Se uma mulher ressalta exageradamente os seus encantos físicos, certamente apagará outros, mais pessoais, mais importantes e mais duradouros.


Pe. Thomas Morrow – “Namoro Santo em um mundo supersexualizado”

Leia a continuação artigo neste link: A relação entre castidade, modéstia e pudor - 2ª Parte


 [1] Nota do blog: Isto é um verdadeiro exemplo de pai desnaturado, chegou a dar pena da moça, que pai normal mandaria a sua filha usar um vestido que deixasse as pernas à mostra? Grande parte da falta de pudor recorrente neste nosso mundo tem sua causa na negligência em que os pais criam seus filhos, pais e mães que estão mais preocupados consigo mesmos do que com o bem da família em geral. Todos nós prestaremos contas a Deus, mas os pais prestarão contas por suas almas e pelo modo que conduziram a de seus filhos.

[2] Para saber mais sobre assunto acesse este link: “Em uma festa de casamento.”

[3] Catecismo da Igreja Católica, ns. 2521 e 2522


Recomendamos muitíssimo a leitura deste livro, como você percebeu, este conteúdo foi de grande ajuda para a sua caminhada de fé, principalmente nas questões sobre namoro santo e matrimônio, você pode adquirir este livro clicando neste link: Namoro Cristão em um mundo supersexualizado,
Se este conteúdo lhe ajudou, compartilhe-o com aqueles que você quer bem, ajude outros a ver a beleza e os frutos de felicidade que nascem na vida de quem vive um autêntico namoro cristão

sábado, 9 de março de 2013

Cuidado com o que você posta nas redes sociais


Vivemos na era da “explosão” do uso das redes sociais, e as mais conhecidas e usadas são o Facebook, o Twitter e - principalmente no Brasil por um tempo – o Orkut, sabendo usá-las temos muitos benefícios, os principais são conhecer novos amigos e divulgar boas informações, mas também, - e vemos isso principalmente nessas 3 redes citadas – que o seu mau uso pode acarretar vários problemas, principalmente quando se  expõem exageradamente a intimidade pessoal e de outros. É sobre este segundo tema que trataremos nesta postagem, mostraremos algumas situações recorrentemente vistas nestas redes e que problemas podem acarretar para que os usuários, a intenção é que reflitam e tenham mais cuidado com o conteúdo que postam nestas redes sociais.


Primeiramente devemos partir de dois princípios, o primeiro, quando você posta algo numa rede social tem o mesmo efeito de que se você desse um grito em praça pública, pelo número de pessoas a que sua mensagem chega, o segundo, como diz a Imitação de Cristo: "Não abra seu coração a qualquer homem, mas trate seus problemas pessoais com um homem sábio e temente a Deus" [1], você não deve dizer em público coisas que normalmente só diria a pessoas que são dignas de confiança, juntando os dois princípios temos o primeiro ponto de reflexão, você não falaria em público ou a pessoas que não confia sobre suas carências, sobre seus problemas ou assuntos que só diria a seu cônjuge? Sei que não falaria, pois então, quando você posta estes assuntos nas redes sociais você está contanto a um público gigante e a pessoas em que não confia, está expondo assuntos da sua vida a pessoas que não precisariam saber e que não podem te ajudar. Cada um tem direito a postar o que bem entende, mas querendo ou não, também sofrerá as conseqüências dos seus atos, sei que as pessoas de boa vontade entenderão estes conselhos.


Então, passamos a algumas situações corriqueiras, provavelmente você já viu ou viveu algumas delas, então use isso pra refletir, todas elas nascem quando deixamos o egoísmo sobressair a caridade necessária com que devemos agir em cada situação.

A primeira situação, aquele tipo de pessoa que posta uma afirmação de um fato pela metade, ela o faz para que os outros a venham perguntar o que está acontecendo e daí chamar a atenção pra si mesma e inflar o seu ego, um exemplo disto é quando a pessoa posta algo do tipo: “gente, fiquei assustado (a)”, a probabilidade de aparecem várias pessoas perguntado o que está acontecendo e começarem aquelas longas conversas fúteis é grande, com certeza você já deve ter visto uma situação assim, se a pessoa tivesse dito simplesmente “fiquei assustado com um acidente que vi hoje”, e melhor ainda, acrescentasse, “rezemos pelas vítimas”, a postagem deixaria de ser fútil, teria um sentido e demonstraria que a pessoa estava falando do fato e não querendo chamar atenção, este é um exemplo que se pode aplicar a várias situações.

Outro caso de vontade de chamar a atenção, pessoas que postam comentando que estão doentes, primeiro, se estivessem doentes de verdade não estariam na internet, estariam se recuperando, o que rebaixa essas “doenças” a um simples incomodo. Segundo, de que adianta contar em público que se está doente? A não ser que se diga a uma pessoa que possa dar-lhe um conselho de como se curar não terá valia nenhuma, e conselhos pedimos a pessoas especializadas – no caso de doenças, a médicos, farmacêuticos e afins, ou em casos menores, a amigos ou familiares em quem a gente confia -, se não puder ser de forma pessoal e surgir a oportunidade para perguntar alguém que esteja on line é só mandar uma mensagem privada, pois é algo pessoal, fora disso é mais uma demonstração da vontade de chamar a atenção.

Nestes casos muito se usam as “afirmações pela metade” ditas acima, vê-se muito o “ah, fui ao médico”, daí várias pessoas perguntam se é algo sério e a resposta é quase sempre “não, só exame de rotina”, ou “uma dorzinha de cabeça”. Outras situações beiram ao ridículo, como quando chegam a postar imagens sobre seu estado de doença ou ferida – e que normalmente é algo ínfimo – e também os que dão boletins diários do seu estado.

Uma coisa é a pessoa pedir orações por estar passando por um período complicado – e isto é justo – outra é montar situações para ser o centro das atenções, a pessoa sensata agirá de modo discreto.

Os relacionamentos conjugais e/ou as pessoas que esperam por ter um relacionamento também geram uma série de situações parecidas, a primeira são das pessoas que ficam expressando suas carências afetivas, coisas do tipo: “ah, se eu encontrasse um amor assim e assado” ou “ele (a) me largou e eu não sei o que fazer da minha vida”, partimos do mesmo principio apresentado no início, não contamos essas coisas em público ou pra pessoas que não confiamos, se estamos com um problema devemos recorrer a quem possa nos ajudar, quando conta-se só por contar está ligado mais ao egoísmo do que a uma vontade de sair da situação ruim.

Outro caso, recorrente entre casais e principalmente entre os já casados, são as mensagens “indiretas”, tipo “o marido ideal deveria ser assim”, “a esposa ideal deveria ser assado”, um exemplo de como isso pode ocasionar um problema, se uma mulher posta algo do tipo – e pior se isso acontecer com freqüência – dizendo que os maridos devem ser mais carinhosos com a esposa qualquer um vai captar a mensagem que ela está dizendo que seu marido não é carinhoso com ela, isso não resolverá em nada a situação e ainda pode sofrer influência da opinião de terceiros, e isto pode agravar ainda mais a situação, pois aqueles que poderiam ajudar são pessoas de confiança deles, e pessoas de confiança encontramos entre amigos e familiares, não quando expomos o problema em público, do contrário caracteriza-se mais como uma utilização do problema para chamar a atenção para si mesmo.

Também há os casos dos namorados, algumas situações desse tipo de indiretas descritas acima, e outras onde exibem certas atitudes que deveriam ficar somente entre os dois, como a troca de certos elogios e palavras carinhosas [2] que deveriam ser ditas somente entre eles, e também em alguns casos – raros mas que há -  que uns chegam a postar desaforos e desabafos sobre o namoro, ou também a postagem contínua de fotos como se o namoro fosse um reality show, tudo isso parte do principio de que não falaríamos ou mostraríamos esses assuntos em público, essa exposição demonstra duas coisas, a primeira a já citada vontade de aparecer, a segunda, uma espécie de demonstração de status, a pessoa faz essas coisas com a intenção de dizer pra si e pros outros que é “especial”, do mesmo modo como agem as crianças naquele típico dizer: “olha o que eu tenho e você não tem”, como se esses namorados quisessem dizer: “olhem pra mim, tenho um (a) namorado (a) e vocês não”, ou também “olhem como sou amada (o), sou especial.”

A demonstração pública de afeto pelo companheiro é justa, mas tem que se haver a consciência de que linha entre o que é justo e belo e o que é egoísta e ridículo é muito tênue, você pode colocar-se - e pior ainda - colocar seu cônjuge ou namorado (a) numa situação ridícula. Aliás, todos os casos acima em que as pessoas agem por tentar chamar a atenção, elas chamam a atenção sim mas fazem papel de ridículos, mesmo que não se comente com a pessoa que diz a maioria acha que eles estão se expondo ao ridículo criando estas situações, a única pessoa que não percebe – ou não quer perceber – que está se fazendo de ridícula é a própria que posta.

Estes são os casos mais recorrentes, mas também vemos alguns em menor escala, mas que devemos prestar atenção para não cairmos neles. Um exemplo é muito bom ver o apostolado cristão [3] crescer nas redes sociais, mas não podemos usar isso para nos engrandecer, vemos situações onde pessoas postam citações ou textos de santos para dar um ar de que são mais entendidos no assunto ou que estão num grau de santidade mais “elevado” que a média, fazem isto algumas vezes até para começar discussões – principalmente se for um assunto polêmico – para poderem se vangloriar de serem entendedores do assunto, ou para fazerem pirraça mesmo, São Josemaria Escrivá dizia que um dos sinais da falta de humildade é “insinuar na conversa palavras de louvor próprio ou que dêem a entender a tua honradez, o teu evangelho ou habilidade, o teu prestígio profissional...;” [4], isto chega ao cúmulo quando uma pessoa posta uma foto pessoal dando a entender-se como exemplo de santidade, e normalmente elas fazem isto de modo velado, insinuando de alguma forma que seu comportamento é virtuoso.

Também sobre este assunto, mas de forma contrária, há o contra-testemunho através de postagens, uma pessoa que se diz cristã, mas que posta coisas totalmente contrárias a valores cristãos, alguns exemplos destes casos, o rapaz que se diz cristão mas compartilha postagens de mulheres semi-nuas, ou a moça que se diz cristã mas que posta fotos de si mesma com roupas indecentes, ou em qualquer caso de pessoas que postam músicas em que falam-se de valores que são contrários ao Evangelho, o escritor G.K. Chesterton dizia: "Uma palavra estúpida de um membro da Igreja faz mais estrago que cem palavras estúpidas de pessoas de fora da Igreja," [5]  do mesmo modo acontece com nossas postagens, uma postagem estúpida de membros da Igreja faz mais estragos do que cem postadas por pessoas de fora.
Enfim, nestes e semelhantes casos a questão não é somente deixar de postar essas coisas, mas sim de buscar a conversão pessoal.

Para terminar, ligamos ao dito agora acima sobre a conversão pessoal, de uma maneira mais ou menos latente o que postamos na internet é um reflexo de nossa personalidade, de nossa vida interior, a solução para estes problemas mostrados acima não é somente deixar de postar coisas fúteis e com isso dar um ar de pessoa sensata enquanto a vida pessoal é toda desregrada, devemos antes tratar de nossa conversão, pois só assim poderemos viver uma vida em paz, aquela paz que não vai embora em meio as adversidades, muitas pessoas até postam esses problemas e carências em público até por uma falta de esperança, pois estavam buscando o sentido da vida de forma errada, e sem um lugar onde buscar auxílio demonstraram seus problemas no primeiro lugar onde lhes parecia ser possível encontrar ajuda, mas como vimos acima, não é demonstrando em público dessa forma tão exposta como nas redes sociais que encontraremos o auxílio necessário.

Quando batalhamos pela santidade Deus nos dá os meios necessários para resolvermos nossos problemas, nós teremos um sentido a ser buscado na vida, e com isso agiremos de forma mais sensata e procuraremos auxílio no lugar e momento adequados, e diminuiremos em nós o poder do egoísmo. E as redes sociais podem até ser um destes meios onde podemos nos aproximar de Deus se soubermos usar de forma correta, podemos encontrar muitos amigos que vivem a mesma fé, compartilhar nossas experiências e nos enriquecermos com a dos outros, conseguirmos material de estudo e formação sobre os assuntos da Igreja e tantos outros benefícios, a questão é saber usar de uma forma moderada e sensata.

Um conselho final, inspirado no método Consagração total a Virgem Maria ensinado por São Luís de Montfort, onde ele nos ensina a entregarmos tudo a Nossa Senhora para que Ela faça tudo por nós, experimente perguntar-se se o que você anda postando nas redes sociais agradaria a Nossa Senhora, mas faça isso de uma forma sincera, “será que o que eu posto na internet tem alguma serventia pra mim e para os outros, será que Nossa Senhora está gostando?”, pense, reflita, você saberá o que fazer, só se é feliz agradando a Deus e só se agrada a Deus ouvindo o que Nossa Senhora pede.

Que a Virgem Santíssima, que foi sempre sábia e sensata sempre nos guarde e nos livre de todo o mal.

Tiago Martins

[1] Imitação de Cristo – “Livro I - cap. VIII”
[2] Para saber mais sobre o assunto, acesse este link: “A diferença entre ser carinhoso ou um bobão no relacionamento”.
[3] Para saber mais sobre o assunto, acesse este link: "Santa Teresinha e o apostolado pela internet"
[4] São Josemaria Escrivá - “Sulco, 263”
[5] Artigo “A Igreja Católica e Conversão” da Sociedade Chesterton Brasil

quarta-feira, 6 de março de 2013

Como viver um namoro cristão – 2ª Parte


por Pe. Thomas Morrow

Transcrição: Blog Mater Dei

Pôr-se de acordo antes
            No entanto, você não deve pensar somente em si. Num mundo supersexualizado, deve pensar na outra pessoa.
            A primeira coisa é penar como vai compartilhar afeto durante o namoro. Já expusemos uma série de meios, mas a questão é como convencer o outro desde o princípio.
            Vocês devem começar por pôr-se de acordo sobre o que se poderiam chamar de saídas amistosas. Ou seja, só saírem juntos uma vez por semana, mais ou menos durante três meses, sem que haja beijos. (Nota do blog: Sobre o assunto de beijos no namoro veja o que o Pe. Thomas Morrow diz neste mesmo livro clicando neste link → “Sobre os beijos no tempo de namoro”). Um abraço limpo, sim, mas sem palavras ternas, nem mão dadas, nem anéis de compromisso. Se a pessoa aceita, será um bom começo. Talvez você não tenha ainda a garantia de que ele ou ela entende essa proposta prudente; ou veja que parece concordar no início, mas, uma vez iniciado o namoro, perde o freio. Por conseguinte, é preciso que você esclareça bem o que pretende.
           
Imaginemos um jovem e uma moça em que esta deseje manter um relacionamento caso no namoro. Se o rapaz se mostra desconcertado, deve expor-lhe amavelmente seu critério: “Só manifestaremos o afeto entre nós mediante abraços. Os beijos, muito ternos, mas só na face. Nada de beijos como nos filmes”.
            Se ele exita, pode sugerir-lhe: “Por que não pensa um pouco? Não há pressa”. Se vê com toda a clareza que o rapaz não está de acordo, pode dizer-lhe educadamente: “Muito bem. Foi bom que tivéssemos esta conversa antes de começarmos. Agradou-me muito sua amizade”. Ela ter-se-á salvado de uma prolongada luta pela sua castidade e talvez de um mau casamento. Se for ele quem faz a proposta de um namoro casto e ela quem reclama uma maior atividade física, quem deve cortar é ele.
            Não é um pouco incômodo propor isto no começo do namoro? Sem dúvida, mas é preferível fazê-lo no princípio e não depois de um incidente infeliz. Eu recomendo encarecidamente que se ponham as coisas claras desde o início. Assim cada qual saberá exatamente a que se ater.

Basta estar de acordo?
            Geralmente, é o homem que se acomoda à ética da mulher, mas nem sempre. Em qualquer caso, não basta estar de acordo. Não é simplesmente por sair com um cristão praticante que se vive em estado de graça. É necessário crer no Evangelho e procurar viver como um seguidor de Cristo. Quem se julga virtuoso só porque definiu um programa de castidade vive num mundo de sonhos. Seguir Cristo significa trazer o Evangelho por dentro, e não apenas estabelecer determinadas restrições externas. Significa que se está diante de um desejo de Cristo e que é por Ele que se quer seguir esse caminho.

É possível mudar?
            A resposta é categoricamente “sim”. O demônio pode fazer-nos pensar. “Depois do que você fez, não poderá viver castamente; não seja hipócrita pretendendo que os outros vivam assim”. Haverá melhor testemunho da tristeza de uma vida viciada em sexo do que o daquele que se libertou dessa escravidão e experimentou a liberdade dos filhos de Deus? A graça faz realmente de nós uma nova criatura em Cristo? (2 Cor 5, 17). Portanto, a resposta a quem quer nos faça essa pergunta é: – “Sim: você pode viver castamente, e também pode chegar a ser santo”.
            Pensemos em Santo Agostinho, que viveu durante quinze anos com a amante antes de pôr fim à “cruel escravidão da luxúria” e encontrar a paz e a felicidade no Senhor Jesus – e também a santidade! Houve outros como Santa Margarida de Cortona, como veremos, e São João de Deus. Alguns dos mais fervorosos defensores da castidade tinham sido no passado seus maiores infratores.

A graça
            Como já vimos, não se pode viver castamente sem a ajuda da graça, de uma graça abundante. É por isso que numerosos jovens católicos solteiros vêm formando grupos com a finalidade de se ajudarem a viver a castidade e de conseguirem uma profunda vida espiritual. Muitos deles rezam diariamente o terço, assistem à Missa mesmo em dias de semana e lêem livros de espiritualidade. Alguns fazem meia hora diária de oração diante do Santíssimo Sacramento. Não só são capazes de viver castamente, como descobriram a maravilha de cultivar uma íntima relação pessoal com Cristo. Aprenderam, como Santo Agostinho, que os “nossos corações estão inquietos enquanto não descansam Nele”.

Sem transigências
            Durante o namoro, é necessário manter o propósito de preservar a fidelidade a Deus. Os grandes naufrágios costumam iniciar-se por descuidos e transigências em pequenas coisas. É necessário perguntar-se sem parar: “Que faria Jesus? E Maria?” Se você tem vida de oração, verá como o aconselham.
            Peça concretamente ao Senhor na sua oração que o ajude a viver uma vida casta. Peça-o depois de receber a Sagrada Comunhão, que é o momento de maior intimidade com o Senhor e o melhor meio de obter sua ajuda. Como dizia Santa Teresa de Jesus, “depois de comungar, cuidemos de não perder tão boa oportunidade de negociar com Deus. A Divina Majestade não está acostumada a pagar mal a hospedagem, se encontra um bom acolhimento”. E como diz o Catecismo, “os noivos são chamados a viver a castidade na continência. Nesse tempo de prova, hão de fazer uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem um ao outro das mãos de Deus...” [1]

Ideias praticas
             Um dos obstáculos que dificultam uma vida casta é o tédio. Eu sempre animo as pessoas que me procuram em busca de direção espiritual a fazer alguma coisa que as distraia todas as semanas. É preciso procurar algum entretenimento: um esporte como tênis, vôlei, o futebol ou o basquete, velejar, jogar cartas, ler um livro apaixonante, ver um bom filme..., qualquer atividade de oxigenar-se. Sentir-se entediado na vida é converter-se no primeiro candidato à tentação e ao pecado.
            Um homem entediado anda à busca de novos estímulos, e é muito provável que os encontre
na armadilha da pornografia ou em outros vícios que conseguirão excitá-lo. O tédio causado por falta de entretenimento pode levar não só a atar-se ao vício do sexo, como também a depressão. E então a pessoa está tão deprimida que lhe falta energia para pensar num passatempo que a distraia. Cai num círculo vicioso. Como combatê-lo? Programando algumas distrações semanais limpas, boas, saudáveis e entretidas. A vida será muito mais equilibrada e não precisará desesperadamente de um estímulo sexual ou de um amor destrutivo!

Em resumo
            O primeiro passo para a castidade é educar o apetite e descobrir a verdade sobre a verdadeira sexualidade e a felicidade que comporta. Isto requer uma completa conversão do coração, e a convicção de que só temos a ganhar com isso, pois as vantagens são evidentes: é viver em estado de graça, sob a razão e não sob os instintos animais; é tratar a namorada como uma pessoa que merece amor; é construir durante o namoro amores de amizade, carinho e ágape, de modo que cheguem a ser hábitos à hora de casar-se. Uma vez que você mesmo esteja convencido, já pode convencer a sua namorada ou ela a você. Propor o programa de “só afeto” e mantê-lo com firmeza é fazer o que é reto e deixar que o mundo se reorganize depois da sua decisão. Não o lamentará.
            Os casais que adotaram essa conduta acharam-na sumamente refrescante e lançaram os alicerces de um casamento saudável.
           
Como diz João Paulo II em Amor e Responsabilidade, “a castidade é um virtude difícil, que demanda tempo para ser adquirida; é preciso aguardar os seus frutos e a alegria de amar que ela deve trazer. Mas é a verdadeira via, a infalível, para essa alegria”.
            Lembre-se: o que procuramos não é a castidade em mesma, mas o Reino. A castidade é muito importante, mas não é o mais importante. O mais importante é cultivar uma vida de oração, uma vida sacramenta, uma relação tão profunda de amor com Deus que nos facilitará viver castamente.

[1] Catecismo da Igreja Católica, n.2350

Pe. Thomas Morrow – “Namoro Cristão em um mundo supersexualizado” – Ed. Quadrante, pg. 77 a 82

Leia a primeira parte deste artigo clicando aqui: Como viver um namoro cristão

Recomendamos muitíssimo a leitura deste livro, como você percebeu, este conteúdo foi de grande ajuda para a sua caminhada de fé, principalmente nas questões sobre namoro santo e matrimônio, você pode adquirir este livro clicando neste link: Namoro Cristão em um mundo supersexualizado.
Se este conteúdo lhe ajudou, compartilhe-o com aqueles que você quer bem, ajude outros a ver a beleza e os frutos de felicidade que nascem na vida de quem vive um autêntico namoro cristão

Como viver um namoro cristão


por Pe. Thomas Morrow

Transcrição: Blog Mater Dei

            É realmente possível viver um namoro cristão no século XXI. É possível viver a castidade evangélica sem uma luta cotidiana crispada e dolorosa. É possível viver um autêntico namoro cristão mesmo que não se tenha feito assim no passado.
            Para começar, estudemos a virtude da castidade. Segundo São Tomás de Aquino e Aristóteles, a castidade é a moderação do apetite sexual de acordo com a reta razão. Em outras palavras, é o domínio que a razão exerce sobre o apetite sexual. [1]
            Não se trata somente de regular o comportamento, que poderia ser uma manifestação de autodomínio, mas do autêntico desejo de controlar a conduta sexual. Observe-se também que a norma é a “reta razão”, quer dizer, a razão em conformidade com o eterno amor de Deus, não uma razão mundialmente difundida que considera razoável qualquer sexualidade que evite doenças ou gravidezes indesejadas.

Como viver castamente
            Como crescer na virtude da castidade de modo a vivê-la habitualmente e com alegria?
            A castidade é um fruto do Espírito Santo, e só se obtém com esforço e uma oração constante. Os frutos de uma árvore aparecem depois das folhas e das flores, e o mesmo acontece com os frutos do Espírito Santo. Exigem um cuidadoso cultivo com a ajuda da graça de Deus. Para começar a viver castamente, requer-se uma profunda vida interior. Quinze minutos de meditação diária, mais a assistência frequente à Missa e a recepção dos sacramentos, são fundamentais para todo aquele que deseje viver essa virtude.

O convencimento próprio
            Além da Missa e dos demais sacramentos, podem-se utilizar diversos meios que contribuam para aproveitar a graça sacramental. Comecemos por observar, com São Tomás de Aquino e Aristóteles, que o apetite sexual parece gozar de vida própria. Não escuta apenas a razão, mas também a imaginação e os sentidos. Se quero levantar uma mão, digo-lhe que se mova e move-se, mas se o meu apetite sexual se sente atraído por algo ilícito, devo dizer-lhe alguma coisa mais do que simplesmente “pare”, porque pode ser muito impetuoso.
            Não faço o bem que quero – diz São Paulo -, mas o mal que não quero. […] Deleito-me na lei de Deus segundo o homem interior, mas sinto nos meus membros outra lei que luta contra a lei do meu espírito e me escraviza à lei do pecado que está nos meus membros. Pobre de mim! (Rom 7,19.23.24)
            Portanto, é preciso encontrar o modo de convencer o apetite sexual a obedecer a razão e não os sentidos ou à imaginação.

Dominar os sentidos e a imaginação
            O apetite escuta os sentidos. É necessário, portanto, que sejamos cuidadosos com o que olhamos ou contemplamos. Ver filmes explicitamente pornográficos ou concentrar a atenção em pessoas do sexo oposto vestidas provocadoramente é um veneno quando se vem lutando por viver a castidade. Pior ainda é deixar-se levar pela curiosidade pelas páginas da web, pois a pornografia banaliza o sexo, apresentando-o como mera diversão e reduzindo a mulher (ou o homem) a um simples instrumento de prazer. Dificilmente se poderão evitar os pecados sexuais se se contemplam continuamente cenas sexualmente explícitas.
            A imaginação é outro fator de perigo. Quando percebemos um pensamento impuro, tentemos substituí-lo por outro sadio, tal como um jogo de futebol, um pôr-do-sol maravilhoso, etc. Também podemos seguir o conselho de São João Vianney: fazer o sinal da cruz para afastar a tentação, ou pronunciar repetidamente o nome de Jesus, como aconselhava Santa Catarina de Sena. Um pensamento impuro não consentido não é pecaminoso, mas passa a sê-lo no momento em que consentimos nele. Como nos advertiu o Senhor, podemos pecar tão gravemente com o coração como o corpo.

Os valores da castidade
            Alguns propõe que se exerça o controle sexual de um modo voluntarista: que se reprima o apelo do sexo com um “não” enérgico e despótico. Desse modo, como aponta João Paulo II em Amor e Responsabilidade, o apetite sexual passa a refugiar-se no subconsciente, à espera da primeira ocasião de fraqueza para explodir num estado de atividade sexual. É que vemos em pessoas que se contêm durante várias semanas para depois caírem na farra, e repetirem o ciclo uma vez e outra.
            A inteligência deve lidar “politicamente” com o apetite, defendendo as vantagens da castidade sobre o prazer sexual sacrificado. A inteligência deve convencer-se de que, nos braços do sexo, jamais conseguirá ser plenamente feliz. A razão deve trabalhar insistentemente para converter para convencer o coração a verdade. Não basta saber o que é bom e o que é mau. Para sobrevivermos castamente neste mundo, a nossa mente e o nosso coração devem estar completamente convencidos de seu benefício.
           
O primeiro desses benefícios é o dom mais valioso: a nossa relação pessoal de amor com Cristo. Violar livre e conscientemente a castidade destrói essa relação, fonte de felicidade e o único caminho de salvação. E destruí-la significa pagar um alto preço por uns breves momentos de prazer.
            Quando se opta pela castidade, vive-se com dignidade de quem se sabe imagem e semelhança de Deus. E assim se ganham forças para viver sob a razão, e não a mercê dos desejos e impulsos, como os animais.
            Quem se abstém da atividade sexual manifesta a sua capacidade de valorizar a outra pessoa em toda a sua grandeza, e não como um mero objeto de prazer. O sexo é um tesouro no armazém das virtudes. Além disso, abre caminho para muitos valores, ou pelo menos reforça-os; concretamente, como vimos atrás, reforça o amor de doação (ágape), a amizade e o carinho, que são  os amores dos casais e que, portanto, deveriam converter-se em hábitos durante o namoro. De tal modo que, ao chegar o momento do matrimônio e entrarem nem jogo as relações sexuais, esses outros amores, mais fundamentais que o sexo, se convertam quase numa segunda natureza.

O excesso de álcool
            O autocontrole deve desempenhar o papel de pai para o apetite sexual até que este adquira uma educação razoável e a pessoa passe a ter a cabeça e o coração unidos, de modo a poderem ir em busca dos mais nobres valores.
            Um dos grandes destruidores desse autocontrole é o excesso de álcool. Muitas pessoas se envolvem em problemas terríveis por este motivo. Se você tem a esperança de viver a virtude da castidade, deveria propor-se a nunca tomar mais que um copo. Eu fiz o propósito de não beber enquanto estivesse na universidade e isso trouxe-me um enorme benefício. Se você não tomou igual decisão, ao menos seja muito cuidadoso com o álcool e, evidentemente, com as drogas, que podem dar cabo a sua vida. Nenhum cristão verdadeiro brincaria com essas coisas sabendo que destroem o autocontrole, e o autocontrole é necessário para se conseguir a paz da castidade.

[1] “A castidade significa a integração harmônica da sexualidade na pessoa e por isso, na unidade interior do homem no seu corporal e espiritual...” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2337)

Pe. Thomas Morrow – “Namoro Santo em um mundo supersexualizado” – Ed. Quadrante, pg. 73 a 77

Leia a continuação do artigo neste link: Como viver um namoro cristão - 2ª Parte

Recomendamos muitíssimo a leitura deste livro, como você percebeu, este conteúdo foi de grande ajuda para a sua caminhada de fé, principalmente nas questões sobre namoro santo e matrimônio, você pode adquirir este livro clicando neste link: Namoro Cristão em um mundo supersexualizado.
Se este conteúdo lhe ajudou, compartilhe-o com aqueles que você quer bem, ajude outros a ver a beleza e os frutos de felicidade que nascem na vida de quem vive um autêntico namoro cristão

sábado, 2 de março de 2013

O sorriso de Ratzinger


Estava eu a esperar pelo início da ultima audiência geral do [ainda] Papa Bento XVI e pensado em como seriam valorosas suas palavras, mas o que me encantou tanto quanto suas palavras foi ver seu semblante sorridente, diferente do visto em dias atrás, que demonstrava um grande cansaço, - principalmente depois do anúncio de sua renúncia - via-se agora a sua imensa alegria por ver ali a "Igreja viva" como ele mesmo ressaltou em suas palavras. Vimos durante todo o seu magistral pontificado um homem que ama Nosso Senhor Jesus Cristo acima de tudo, dentre tantos modos em que ele demonstrava este seu amor, um deles é que isto se refletia claramente em seu semblante, vimos nele um sorriso de um santo.

Isso tudo me fez pensar no quanto ele foi sempre atacado pelos inimigos da Igreja, e uma das principais acusações - ainda mais enquanto ainda era o Prefeito da  Congregação para Doutrina da Fé - é de que era uma pessoa "carrancuda", fria e insensível, pelo seu comportamento forte e sério frente as questões doutrinais. Mas a Providência, para o nosso bem de toda a Igreja o conduziu ao trono de Pedro e essa imagem - que muitos acreditavam ser verdadeira - caiu em sua primeira aparição como Papa, um Papa sorridente e humilde, que em poucos minutos destruiu toda a falsa imagem que haviam montado dele.

Os inimigos da Igreja ficaram confusos "e agora, o que fazer?", ele sempre foi um super teólogo, o único modo de lhe tirarem crédito era inventar uma falsa imagem dele, mas cada vez mais os fiéis o amavam, por além de ver sua entrega a Igreja, suas palavras, viam nele a cordialidade e serenidade de um santo, acho que o maior exemplo disso foram as Jornadas Mundiais da Juventude, ver como os jovens amam o Papa, e isso ficou eternizado num grito da JMJ de Madri em 2011, "esta es la juventud del Papa", toda uma geração de jovens que tem o Sr. Ratzinger como grande exemplo de homem de fé, que ouviu e guardou suas palavras, e esta semente plantada por ele dará gigantescos frutos no futuro da humanidade, uma geração que saberá que armas usar contra a ditadura do relativismo reinante em nossos tempos.

O acusavam de ser tímido, ele mostrou que timidez não é defeito, mas sim uma característica de comportamento e que quando nos entregamos sinceramente o serviço de Deus Ele se encarrega de nos conduzir adaptando nossas potencialidades a missão que devemos cumprir.

Outro exemplo de sua grandiosidade, e que vimos de perto, foi quando ele veio ao Brasil e a mídia se organizou para acusá-lo de "retrógrado que não sabia pastorear os fiéis", isso tudo caiu por terra rapidamente, principalmente após vermos o carinho com que tratou os membros da Fazenda da Esperança, no encontro com os jovens e ver como o povo ficava de vigília na entrada do mosteiro no qual ele ficou hospedado.

Bento XVI é um santo, em todas suas ações ele deixou resplandecer seu amor a Deus e sua busca pela verdade, com essas poucas palavras quis somente mostrar um dos aspectos que demonstraram isso, a conclusão a que chego e uso isso para que sirva de exemplo pra todos nós é que ele foi assim, cordial, solicito, paciente nas tribulações não para gerar uma imagem diferente do que o acusavam, mas ele foi assim porque ele é assim, ele é um homem que busca a verdade, e não há verdade sem caridade, como ele mesmo disse "a caridade sem verdade cai no sentimentalismo" [1], ele nunca foi um sentimentalista tentando criar uma falsa simpatia, tentando parecer "bonzinho", uma dentre tantas palavras que se pode aplicar a ele é sinceridade, o sorriso de Ratzinger sempre nos transmitiu sinceridade, sempre se mostrou ser verdadeiro, o sorriso de quem ama a Deus acima de tudo e por isso ama de verdade os outros, ama o próximo por amor a Deus.

Muitos que estiveram com ele relatam como seu semblante transmitia paz, serenidade e lucidez de uma forma muito intensa, a maioria de nós só o vimos por fotos e vídeos, mas sei que tivemos sempre esta mesma sensação. No sorriso dos santos vemos um traço da Beleza Divina, no sorriso de Joseph Ratzinger vimos o sorriso de um santo.

Pedimos a intercessão da Virgem Santíssima que sempre o guarde nessa nova jornada, e que possamos ser fiéis a Nosso Senhor como Bento XVI sempre o foi.

Tiago Martins

[1] Encíclica Deus Caritas Est

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A diferença entre ser carinhoso ou um bobão no relacionamento

Dias através vi um sujeito postar num grupo de uma rede social uma frase dessas bem melosas, e comentando que se estivesse namorando diria isso a ela. No momento pensei, “se esse sujeito dissesse isto para uma mulher, ela pensaria: “que coisa fofa, mas não sei se o queria para ser pai dos meus filhos um dia.””

Você pode estar pensando: “mas como assim ele sabe o que uma mulher estaria pensando a respeito desse rapaz, se seria um bom pai?”, é simples, é a Lei Natural, por mais que as revoluções modernas tentem destruir os bons valores, lá no fundo da alma sempre buscamos o sentido final de cada coisa, há algo cravado em nós que nos mostra a direção em cada situação, e o sentido do namoro é o conhecimento da outra pessoa para verem se poderiam se casar um dia e a preparação para o mesmo, e um dos sentidos do casamento é a criação dos filhos, no fundo toda mulher que tem vocação ao matrimônio busca um bom esposo e pai para seus filhos, assim como um homem busca uma boa esposa e mãe para seus filhos.

Este é um problema recorrente que vemos em muitos relacionamentos, e também entre aqueles que estão no “tempo de espera”, pessoas confundirem o carinho - que é necessário – com outras atitudes sentimentalóides e imaturas, isto ocorre com ambos os sexos, mas nessa postagem vamos focar mais em como este problema afeta os homens, mostrar que quando o homem não sabe dosar suas atitudes que a principio seriam de carinho, as direcionando de forma errada acabam o tornando um verdadeiro bobão, o frustrando e também sua companheira.

E o que isso tem a ver com a tal frase melosa do início do texto, que faria a moça desacreditar do rapaz? Para expor melhor minha ideia vou partir de um principio apresentado pelo Pe. Paulo Ricardo de Azevedo na vídeo-aula “Masculinidade: O que está havendo com os homens de Deus?”, dentre outras coisas ele diz que existem 3 características básicas que o homem deve ter para exercer bem a paternidade, e consequentemente a  masculinidade, ele deve ser provedor, mestre e protetor.

Se formos sinceros, refletirmos bem – e desde já aconselho muito a assistirem a este vídeo dito acima – se analisarmos a realidade sem preconceitos, e principalmente observarmos os casais que vivem bem, sabemos que isso é uma verdade, todo homem deve batalhar para ser o principal provedor da família, ele deve também ser aquele que tem o primeiro encargo da disciplina e do ensino, ele é o mestre, mas não mestre ditador, é mestre porque serve toda a sua família, ele conduz, e deve assumir também o seu papel de protetor da família, ele dá a vida pela proteção da família, sendo que estes dois últimos são os que já estão mais latentes na época de namoro, e no fundo, toda mulher quer um homem assim, que a conduza e proteja.

Analisando estes pontos vemos a diferença entre a verdadeira demonstração de amor e carinho e essas outras atitudes sentimentalóides que não levam a nada, o carinho sempre cura, às vezes o carinho é até uma correção fraterna, o carinho é proteger, é aconselhar, é ouvir, é dizer sim belas palavras, mas que não sejam fúteis, ao contrário, palavras sentimentalistas funcionam somente como anestesia, um encanto, e isso não cura, isto é sinal de falta de amor, pois onde há amor há cura.

São Paulo diz na carta aos Efésios: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (cf. Ef 5, 25), Cristo amou a Igreja dando a sua vida por ela, assim também a maior demonstração de amor de um homem acontece quando ele se entrega, toma atitudes que demonstrem que faria o máximo pra proteger aquela que Deus colocou ao seu lado, e sejamos
sinceros, sentimentalismos não tem nada a ver com entrega, com sacrifício, por isso disse no início que se uma mulher visse um homem com palavreado assim poderia até achar “bonitinho” mas pensaria muitas vezes em querer este homem como seu marido, pais dos seus filhos, pois a vida matrimonial irá requerer muitos sacrifícios, poemas floridos podem até ter seu encanto, mas isto não sustenta o dia-a-dia de casados, no fundo elas querem alguém que as proteja, que cuide delas, e não um poeta meloso.

Vemos também outros dois problemas, na maioria absoluta dos casos quem é adepto dessa linguagem sentimentalista a usa para mascarar a sua indolência, ele não quer fazer sacrifícios, quer viver uma vida “light”, isso liga-se ao fato de outras tantas mulheres gostarem de homens assim, e isso se dá por dois motivos, o primeiro é porque ela também quer uma vida “light” e não procura um bom homem porque sabe que este sabendo da responsabilidade que tem tentará ser um instrumento da conversão pessoal dela, mas ela não quer mudar de vida, o outro motivo, do porque certas mulheres gostam desses bobões sentimentais, é que elas podem mandar neles, todos conhecemos esse tipo de mulher mandona, elas não gostam de homens sérios porque o orgulho delas as aferroa todas as vezes que tem que obedecê-los em alguma situação necessária, mas como os bobões não tem pulso, elas podem mandar a vontade, um relacionamento assim é uma bomba que está sempre a explodir pois os dois estão vivendo características que são contrárias a essência do seu gênero, o homem que deveria ser forte está sendo um bobo, a mulher que deveria agir com ternura está sendo uma ditadora.

É a força masculina que não deixa que a ternura feminina se torne fraqueza e é a ternura da mulher que não deixa que a força masculina se torne ignorância, se as pessoas – sejam em que estado de vida estiverem, solteiros, namorando ou casados – não se converterem, não buscarem aquilo que é próprio da natureza deles terão uma grande chance de se tornarem frustrados, as coisas só dão certo quando buscamos o sentido delas.

Um adendo antes do término, este tipo de palavreado pode causar outros males enormes, elogios exagerados a uma mulher são um veneno para sua alma.
Todos temos fraquezas provenientes do pecado original, e essas fraquezas atacam nossos sentidos de formas mais ou menos acentuadas de acordo com o gênero, do mesmo modo que os homens têm uma tendência maior a cair na tentação de olhar para o corpo feminino de forma impudica, as mulheres tem uma tendência maior a caírem no que elas ouvem, então, quanto mais elogios maior a chance de se envaidecerem-se ou caírem em "conversas fiadas".

Por isso, elogiar exageradamente uma mulher causa-lhe um mau na mesma proporção que causa a um homem ser exposto a visão de uma mulher vestida indecentemente, as duas situações são intoxicações espirituais, pois os provocam em pontos que são frágeis. Ver a beleza é um bem, ouvir um elogio é um bem, mas por causa das nossas tendências todo exagero nos cega. Quem verdadeiramente se preocupa com o outro não o coloca em situações que provoquem suas fraquezas, e ao contrário, busca ajuda em Deus para auxiliar o outro a vencê-las.
Cuidado com o que diz e com o modo como lida com o que você ouve.
"Ria-se dos elogios que as pessoas lhe façam, e repasse-os todos a Deus!" São Pe. Pio

Para terminar, uma comparação é sempre boa para esclarecer nossos pensamentos, então deixo uma reflexão, para as mulheres pensarem em qual das duas situações queriam viver, e para os homens, em qual das duas sua consciência mostra que é a correta. A primeira, o rapaz dá mil presentes, centenas de declarações melosas, dezenas de promessas megalomaníacas, mas, num momento de dificuldade da moça ele se esquiva de ajudá-la, se esconde do problema, a segunda, um rapaz nem diz tantas coisas, presenteia sim, mas com equilíbrio, promete o que pode cumprir pra aquele momento da vida, e acima de tudo, a moça pode contar com ele pra todos os momentos porque ele demonstra isso com suas atitudes de provedor, mestre e protetor. Pense bem, será que tipo de homem as mulheres gostariam de encontrar? E, que tipo de homem os rapazes deveriam estar predispostos a ser? A resposta já está aí na sua consciência, você já descobriu a diferença entre o que é ser carinhoso ou um bobão no relacionamento.

Pedimos a intercessão da Sagrada Família e do Glorioso São Rafael Arcanjo que conduzam todos aqueles que querem ter um namoro santo, e os que já vivem o compromisso do namoro ou do sacramento do Matrimônio.

Tiago Martins

Para saber mais, acesse os links abaixo:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...