sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Em defesa de São Sebastião e de seu verdadeiro legado

Todos os anos, no mês de Janeiro, quando vai se aproximando da festa de um dos mais

gloriosos santos da história da Santa Igreja, acontece sempre uma coisa que infelizmente parece ter virado rotina. Uma enxurrada de ofensas é despejada contra o glorioso mártir celebrado no dia 20: São Sebastião.

Grupos que incentivam a prática homossexual sempre que possível o usam como um símbolo, um ícone. Estes grupos alegam que o santo era homossexual praticante e que na época a Igreja não condenava atos desta natureza. Recentemente, em 2011, na Parada Gay de São Paulo, alguns modelos nus de vestiram como o santo para promover uma campanha de preservativos. Ataques como este são cada vez mais aceitos pelas pessoas como algo normal, mas os verdadeiros católicos não podem aceitar tais injúrias. Não apenas São Sebastião foi atacado na ocasião, mas muitos outros santos. Por quê?

É simples. A Igreja Católica tem a coragem de por o dedo na ferida e anunciar a Palavra de Deus sem medo. Isto é algo que constrange aqueles que não aceitam nossa Doutrina, e muitos deles resolvem atacar as coisas que mais gostamos, como é o caso de São Sebastião.

Jamais foi comprovado que São Sebastião tinha relações homossexuais, e tenho a firme certeza que nunca irão comprovar nada, pelo simples fato deste grande homem não ter feito coisas alguma deste gênero. Dizem que o reverenciam como um ícone por ser constantemente representado em figuras e imagens exibindo, quase nu, um corpo forte. Pois as pessoas que caluniam este santo deveriam por a mão na consciência e perceber a gravidade do que estão dizendo com suas falsas acusações.

Provavelmente São Sebastião deveria ter sim força física, pois era um soldado romano e necessitava dela para desenvolver seu trabalho. Mas, como se convertera ao cristianismo, se negou a perseguir e torturar seus irmãos na fé e até os protegia, o que lhe fez ser condenado à morte, transpassado por flechas. Tenho a plena convicção de que ele certamente não gostaria de sofrer este suplício estando quase nu. Talvez tenha estado semi-nu para reparar as vestes cada vez mais indecentes das pessoas e as modas que cada vez apelam mais para um erotismo desenfreado e ameaçador.

O verdadeiro exemplo que este mártir quis nos deixar é jamais renegar a fé em Jesus Cristo, mas defendê-la até mesmo até a morte. Quis nos dar um exemplo de amor aos seus irmãos, quando não os aceitou perseguir. Deve-se lembrar de São Sebastião por isso. Inventar calúnias a respeito dele é algo tão abominável que clama por justiça aos Céus.

Parece que esses ataques ao santo, assim como a outros, como Sérgio e Baco que já defendemos neste blog, na verdade nada mais são que um ataque a toda a Santa Doutrina. O verdadeiro seguidor de Cristo é católico por fé consiente, não por conveniência. Não devemos jamais escolher o que devemos seguir, pois nossa fé seria tola e uma perda de tempo. Devemos seguir a Doutrina de Cristo sem exceções.

São Sebastião, herói da fé católica; rogai por nós!

João Carlos Resende

domingo, 15 de janeiro de 2012

Se você quer ser respeitada, respeite-se!

Seja uma mulher decente, não se vista, dê olhares ou se comporte como uma
v.... para depois não vir com chavões prontos dizendo que "todos os homens te tratam como um objeto". Não se pode cobrar respeito quando não há nem o respeito próprio.


Não provoque. A psiques masculina e feminina são diferentes, não é questão de tara, mas algo natural da constituição física e psicológica dos dois, uma situação que para mulher é normal para um homem pode ser atrativa.

Usando uma comparação - um tanto grosseira, mas muito válida - que li certa vez, poderíamos dizer que a mulher "esquenta" como um ferro de passar roupas, aos poucos, enquanto que o homem poderíamos comparar a uma lâmpada que se acende ao comando automático do interruptor. Não provoque a libido de um homem, a maioria das situações em que há falta de respeito – principalmente com palavras - a explosão começou com um estopim aceso por você.

Mas acima de questões físicas ou psicológicas existe aquela para qual devemos olhar primeiro, o ser humano é imagem e semelhança de Deus, seu corpo deve ser respeitado e o primeiro a respeitá-lo deve ser seu próprio dono, se ele mesmo não o faz fica difícil que os outros o respeitem.

As vezes saímos na rua e os lugares parecem mais açougues a céu aberto de tanta carne exposta, só com a graça de Deus conseguimos vencer as tentações da concupiscência dos olhos, e como veremos nas palavras abaixo, todo aquele que é causa de queda para os outros será cobrado por isso.

Enquanto escrevia essas palavras li essa frase na internet:"Você precisa ser mulher pra levar os homens pra Deus e não pra levá-los pro inferno" (Fernanda Soares),[1] ela mostra uma realidade mais triste ainda, quando mulheres cristãs, que freqüentam as igrejas dão esse mau exemplo, pra isso deixarei as palavras de um santo, o mais sábio de todos:

"Se a mulher casada se enfeita para agradar ao marido, pode fazê-lo sem pecado. Mas as que não têm marido nem os querem ter e vivem em celibato, não podem, sem pecado, querer agradar aos olhos dos homens para lhes excitar a concupiscência, porque isso seria incentivá-los a pecar. Se, pois, se enfeitarem com essa intenção de provocar os outros à concupiscência, pecam mortalmente. Se o fizerem, porém, por leviandade, ou mesmo por um desejo vaidoso de aparecer, nem sempre será pecado mortal, mas às vezes venial. Diga-se o mesmo, aliás, a respeito dos homens."
(Santo Tomás de Aquino) [2]

As palavras de Santo Tomás não deixam nenhuma dúvida de qual a vontade de Deus com relação ao pudor, seja para as mulheres quanto para os homens, mas as mulheres tem um papel especial nisso tudo, e para exemplificar uso as palavras da escritora Alice Von Hildebrand: “A mulher é, de um modo muito particular, a guardiã da pureza, e no mundo no qual vivemos, o mundo das perversões e desastres sexuais, talvez possamos dizer que isso ocorre porque as mulheres falharam em sua missão em defesa da pureza.” [3]

Homens e mulheres tem missões especais que Deus escolheu, o que não exime o outro de também batalhar, mas a mulher tem a especial missão de ser a guardiã da pureza, poder-se-ia escrever uma Suma de argumentos sobre isso, mas podemos resumir em um só:
Maria. Ela é mulher, puríssima, castíssima e Imaculada, a grande guardiã do pudor e da modéstia, exemplo e molde para todos, e principalmente para as mulheres.

Lembremos da Canção de Fátima: “Vesti com modéstia, com muito pudor, olhai como veste, a Mãe do Senhor.” [4] que Ela nos guie a Deus, nos mostre sua vontade, mostre-nos o valor sagrado que a missão de cada um tem, especialmente dê à graça as mulheres para que se vistam como mulheres, parem de se espelhar em exemplos da mídia que as tratam como objetos, e que com isso também ajude a nós homens a vencermos as tentações.

Tiago Martins da Silva

Fontes: (Clique sobre o número)

[1] Fernanda Soares, pregadora da Comunidade Canção Nova.
[2] São Tomás de Aquino, Suma Teológica. II-II, q.169, a.2.
[3] Drª Alice Von Hildebrand, “A Missão Religiosa da Mulher”.
[4] Canção “a 13 de Maio”.

Memes católicos: Contra-Revolução

Vai encarar?

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E se seu filho fosse gay?




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Tiago Martins da Silva



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Seguindo os Magos do Oriente


De todos os trechos contidos nas Sagradas Escrituras podemos destacar em especial um

que possui significado todo especial para aqueles que crêem verdadeiramente que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus. Este trecho foi narrado por São Mateus em seu Evangelho, no capítulo 2, versículos de 1 a 12. A passagem diz respeito a magos que seguiram desde o Oriente uma estrela que os conduziu até o local onde haveria nascido o Messias.

A Tradição católica enumerou em três os magos e lhes chama de Baltazar, Melchior e Gaspar. Segundo a mesma Tradição estão hoje sepultados em uma urna de ouro, na Catedral de Colônia, na Alemanha. Teriam presenteado Cristo com 3 dotes: ouro, incenso e mirra, que, respectivamente, significam que Jesus é o maior dos reis, é o maior sacerdote e também ali lembraram que Ele haveria de passar pela sepultura, pois a mirra era um perfume usado para banhar os cadáveres.

Outra coisa que a Tradição sempre afirmou é que um era negro, um amarelo e o outro branco, simbolizando os três continentes de que se tinham conhecimento: a África, a Ásia e a Europa. Isto pode nos significar que Jesus não é um Deus de um determinado grupo, mas é o Deus de todos. E Ele traz esta lição também para nós; a sua Igreja é de todos que estejam em comunhão com Ele, na pessoa de seu Vigário, o Papa.

Os Magos do Oriente são para nós exemplos de coragem, humildade e amor a Deus. Certamente eram de lugares muito distantes de Belém, onde nasceu o Salvador, e, por isso, devem ter enfrentado uma longa jornada até a casa onde o Messias se encontrava. Na época as estradas eram repletas de ladrões, animais e outros perigos, o que nos faz concluir que era necessária muita coragem para enfrentar tal desafio. Sua humildade foi algo sem igual, uma vez que eram homens cheios de ciência e sabedoria, e se curvaram para adorar o Rei de Israel, o dono de toda a ciência e sabedoria. E amavam a Deus, pois certamente enfrentaram muitas zombarias ao dizerem que iriam atrás de um Menino em um lugar tão distante. Apenas o amor poderia levá-los até Belém.

E o mais interessante, em minha humilde opinião, é que uma estrela os guiava. Penso que Deus quis com isso nos mostrar que Ele próprio guia quem O quiser encontrar. Bento XVI diz que “muito se discutiu sobre o tipo de estrela que guiou os Magos. Pensa-se numa conjunção de planetas, numa Supernova, ou seja, uma daquelas estrelas inicialmente muito débeis que, na sequência duma explosão interna, irradia por algum tempo um imenso esplendor, num cometa, etc. Deixemos que os cientistas continuem esta discussão. A grande estrela, a verdadeira Supernova que nos guia é o próprio Cristo. Ele é, por assim dizer, a explosão do amor de Deus, que faz brilhar sobre o mundo o grande fulgor do seu coração [1].

Mas Deus é Bom Pai e sempre nos alerta sobre os riscos que corremos. Este Herodes que nos mostra o Evangelho ainda hoje se faz presente entre nós. É alguém revestido de falsidade, de sujidade. Ora, o Messias veio salvar Israel e Herodes era de lá, mas não aceitou o Cristo. Num outro contexto é possível intuir que o Senhor nos mostra que sempre haverá “Herodes” e mais “Herodes” dentro da Igreja, que fingem quererem adorar e servir ao Messias, mas na verdade só querem espalhar sangue inocente. Deus quis aí mostrar que aqueles que estavam com a Verdade haveriam de enfrentar loucos sanguinários, sedentos pelo poder e por status. É por isso que aqueles que estão com o Cristo não devem reclamar das perseguições, pois Deus nunca escondeu de nós que elas viriam.

Esse Deus é tão amoroso que sempre avisa-nos, nos mais diversos “sonhos”, qual o caminho a seguir, para que nossas vidas e, principalmente, nossas almas sejam poupadas das garras destes “Herodes”. Os “Herodes” de hoje, tais quais o de ontem, podem querer ainda descontar sua ira em cima de mais inocentes, mas Deus é bondoso, justo e misericordioso, e eleva estes inocentes a glória, assim como aconteceu com os meninos que Herodes mandou matar em Belém. O tempo passa e a máscara destes Herodes cai. Devemos, pois, tomarmos cuidado e pedir a Deus a graça de não nos tornarmos mais um destes “Herodes” que insistem em bagunçar a vida da Igreja.

Exemplo que temos a seguir é dos Magos, que apesar de serem ricos e sábios não hesitaram momento algum em seguir um sinal de Deus. E além de tudo, foram humildes e se prostraram diante de um Menino pobrezinho, nascido em um curral. Assim devemos fazer, jamais nos achando maior que o próprio Deus, que se revela sempre nas pequenas coisas; ontem em um bebê, hoje em um doente ou em uma criança.

João Carlos Resende

[1] SANTA MISSA NA SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR, Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Aprendendo lições valiosas com São José

De fato um dos santos mais venerados pelos católicos é São José, esposo de Maria. Seu

nome aparece poucas vezes nos Evangelhos e simplesmente não há nenhuma fala atribuída a ele pelos autores dos Livros Sagrados. Mas porque isto acontece? Seria São José um homem com deficiência na fala? Seria um simples carpinteiro sem importância na história da salvação? Porque não é atribuída nenhuma fala a este santo tão venerado?

As surpresas que Deus tem para seu povo são mesmo muitas e neste caso parece que podemos notar mais uma, pois é tão simples a razão da falta de suas falas; São José era humilde e aqueles que possuem esta virtude pouco falam. Este era um homem que não falava, mas fazia e dava bons exemplos; era repleto de virtudes.

As Sagradas Escrituras ignoram o seu nascimento, sua morte e muitos outros fatores de sua vida. Os evangelistas o fizeram não por descuido; de modo algum. Eles o fizeram por inspiração divina. Sim, Deus quis mostrar como se porta uma pessoa humilde: ela chega sem fazer barulho, aparece apenas nas horas difíceis e sai calada. São José apareceu apenas nos momentos de dificuldades do Menino Jesus e da Virgem Maria; quando ela ficou grávida sem estar casada, na viagem para Belém, na fuga de Herodes e na perca no Templo de Jerusalém. E mesmo assim sem pronunciar uma única palavra. Tudo isto por odiar aparecer mais que o próprio Deus.

O homem era tão humilde que apesar de estar no direito de entregar Maria, segundo os costumes da época, por ela estar grávida sem ser casada preferiu abandoná-la em silêncio.

Também conta a Tradição da Igreja que ele quis a despedir em silêncio pois mesmo não entendendo a situação, ele sabia que era Maria era tão santa que era mais credível ela estar grávida por uma forma que ninguém entendia do que ela ter se maculado, no fundo José sabia que Aquela a quem lhe deram como esposa não era uma simples mulher, era a Mulher.

Que lição de caridade! Não fazer escândalo, ponderar todos os pontos e agir com prudência, não fazer barulho e provocar uma revolução como muitos fazem, mas se calar e dar o silêncio como resposta.

José era um homem firme, que amava seu Deus e queria cooperar com Ele para a salvação das almas. Ao ser avisado em sonho que a gravidez de Maria aconteceu pela ação do Espírito Santo, o guarda providente da Sagrada Família foi forte o suficiente para enfrentar o preconceito da sociedade, acolher Maria e declarar Jesus como filho seu. José não temeu a luta, ao contrário, foi forte e decidido. Certamente foi muito caluniado pelas pessoas de sua cidadezinha, mas era humilde e se calou.

Preferiu deixar que o tempo mostrasse ao mundo quem era aquele Menino que ele custodiava em vez de criar picuinhas. Ele sabia muito bem que a santidade exige a perseguição e mesmo sendo o chefe da Sagrada Família, protetor do menino Jesus e esposo da Santíssima Virgem Maria com ele não seria diferente. E nem queria que fosse, pois sua humildade seria uma falsa contradição.

O zelo pelas coisas de Deus o consumia. Após Herodes decretar a morte dos meninos de Belém aquele carpinteiro humilde de Nazaré não hesitou em seguir as ordens do Anjo e fugir para uma terra distante, com outros costumes e tradições. Certamente, na calada de uma noite fria, sem temer perigo algum, pois sabia que Deus estava com ele, abandonou tudo para zelar pelo seu próprio Deus, que também era membro de sua família. E hoje as pessoas não fazem nenhum sacrifício para o bem da Igreja e os pais não protegem seus filhos. Deveriam se espelhar mais em São José...

O que falar então de seu reencontro com o Senhor? Após perder o Menino Jesus no Templo, em uma Jerusalém repleta de peregrinos e desconhecidos, infectada por salteadores, José não deu seu Menino Deus como perdido; foi atrás Dele e mesmo O procurando 3 dias sem êxito não desanimou de ir ao encontro do Senhor e O encontrou, pois Este permite que os persistentes O encontrem. Homem persistente este José, o carpinteiro de Nazaré.

Mas o que mais chama a atenção no exemplo de vida que nos deixou é que não foi hipócrita e não vestiu a carapuça da falsidade. Caros leitores, qual homem mereceria maior glória que São José? Quem mais poderia receber o imenso privilégio de ser o chefe da Sagrada Família? Creio que ninguém teria mais direito que ele. Mas José era repleto das mais apreciáveis virtudes e não procurou glória em momento algum. Poderia se gabar todo momento de seu “cargo”, mas não fez isto, pois a humildade transbordava em seus olhos.

Não fingiu em momento algum ser uma pessoa que não era. Apesar de ser uma das mais importantes pessoas da historia da salvação, se rebaixou e se portou como um simples carpinteiro e não como o Patrono da Igreja que hoje é. Seria uma benção de Deus se aprendêssemos com este santo a permitir que a humildade guie nossas ações e nossas palavras.

São José, “protegei, ó guarda providente da divina família, o povo eleito de Jesus Cristo. Assisti-nos do alto do Céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, contra o poder das trevas. E assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas de seus inimigos e de toda adversidade. “ Assim seja.

João Carlos Resende
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