quinta-feira, 27 de setembro de 2012

As dificuldades do homem para se viver a castidade


Viver a castidade é uma batalha para ambos os sexos, mas homem e mulher têm certos aspectos diferentes quanto a sua sexualidade, fazendo com que cada um tenha algumas dificuldades mais específicas, o presente texto discorre sobre algumas dificuldades típicas do homem e tenta com isso servir como base de alerta para os perigos e também para alavancar o animo nessa jornada.

É sabido que o homem é atraído pelo olhar mais facilmente que a mulher, fazendo que seja um grande motivo de queda, por isso este é o assunto mais falado quando tange as dificuldades do homem que quer viver a castidade, e é sim uma grande dificuldade mesmo, mas neste texto falaremos disso num segundo momento, em primeiro plano colocaremos algo que é pouco falado, mas que muitos – senão todos – já viveram e irão se identificar com as situações, mas no fim veremos que esta situação apesar de dificultosa serve como sinal de que estamos no caminho certo.

A situação é a seguinte, o incentivo nos fortalece e a crítica nos abate se nós não a sabermos contorná-la, o homem que tenta viver a castidade sempre será criticado, - pela frente ou pelas costas – de antiquado, retrógrado e tal, mas ele sofre uma coisa a mais, a título de comparação, quando uma mulher se esforça por viver as virtudes da castidade, do pudor e da modéstia ela é chamada de retrógrada, careta e coisas afins. O homem, quando tenta viver essas virtudes, além de ser chamado das mesmas coisas ainda recebe os adjetivos de fresco, afeminado, gay, etc.

 E também o contrário, quando ele diz que as mulheres deveriam se vestir mais decentemente, quando cobra que elas deveriam se preocupar com os detalhes, -(leia sobre neste link) - para não se vestirem indecentemente é até chamado de tarado, pois a resposta é quase sempre essa: "Não tem nada demais nisso, você é que está com o "olhar sujo" e vendo coisa onde não tem".

Repare como são dois ataques de lados opostos para uma mesma atitude, a atitude se batalhar pela castidade, é complicado lidar com esses ataques, mas daí poderemos tirar uma boa lição que nos dará força. O escritor G.K. Chesterton diz no seu livro “Ortodoxia” que um dos motivos que o fez se converter ao Cristianismo foi perceber que os cristãos eram criticados por grupos diferentes de tomarem atitudes opostas, por um lado eram acusados de pacifistas, por outro acusados de guerreiros sanguinários, sendo que os cristãos sempre tomaram as mesmas atitudes. Chesterton reparou que o problema não estava com o Cristianismo, mas sim com aqueles que opinavam sobre o Cristianismo, eram eles que estavam com a visão torta, pois se os cristãos sempre tomavam as mesmas atitudes, ou seja, sempre foram cristãos, então não podiam ser ao mesmo tempo coisas completamente opostas

Assim também podemos fazer a comparação neste caso sobre a castidade, se um homem está tomando certas atitudes para viver a castidade e é acusado de fresco por uns e de tarado por outros, é sinal de que o problema não está com ele, mas sim com o observador. 

Sempre seremos fracos e por causa do pecado original temos a tendência a buscar o que é mais fácil, mas quando entramos nessa batalha incomodamos os preguiçosos que não querem batalhar, são os que ainda abraçam o mundo e nos acusam de frescos e os que se mascaram de cristãos mas ainda são do mundo, estes são os que dizem que “estamos vendo coisa demais” quando fazemos certos alertas. Mas as críticas não importam, se lutamos por Nosso Senhor e incomodamos é sinal de que estamos no caminho certo.

"As zombarias e chalaças de teus companheiros imundos compreendem-se muito bem. A tua presença é molesta aos que se esponjam no esterquilínio. E como olham esses salafrários com tanta raiva para quem não quer deitar-se junto com eles no muladar! A rã, ainda que esteja sentada num tronco, salta sempre para o charco, pois só ali é que se sente à vontade. Talvez conheças esta velha máxima: Sunt, a quibus vituperari laudari est: há certas censuras que para nós são o maior louvor. E podes crer que, se o asno injuria a rosa, é porque esta não usa ferraduras. "[1]

Passando ao segundo assunto, sobre o olhar, acho que não há palavras melhores que estas para explicar: "Por toda a parte - pessoas na rua, outdoors, espetáculos, jornais, revistas, livros, moda feminina, Internet - há uma agressão contínua à castidade, uma estimulação artificial e massiva da fisiologia, da simples genitalidade, sem o menor contexto de grandeza e amor."[2]

Se disséssemos que cada tentação ao olhar é como se fosse um tiro, diríamos que o dia-a-dia é um verdadeiro fuzilamento. Ingênua ou maliciosamente 99% das mulheres se vestem de forma indecorosa, ingenuidade das que acham que homens vêem beleza na sensualidade e se vestem assim para tentarem parecer belas, mas a sensualidade esconde a beleza, se por um lado o homem é muito atraído pelo olhar por outro ele tem muito aguçada a capacidade de perceber o caráter feminino pelo modo que ela se porta, pelos gestos, modo de falar e principalmente pelo modo de se vestir, todas merecem respeito, mas se querem ser respeitadas, demonstrem isso, não se pode querer um cavalheiro ao lado quando não se porta como uma dama. 
Se foram ensinadas erradamente sobre o que é verdadeira beleza é outra história, mas elas estão servindo para a queda na tentação do olhar para muitos homens, e infelizmente muitas vezes em ambientes de igreja.

“A mulher é, de um modo muito particular, a guardiã da pureza, e no mundo no qual vivemos, o mundo das perversões e desastres sexuais, talvez possamos dizer que isso ocorre porque as mulheres falharam em sua missão em defesa da pureza.” [3]

Ainda tem as que se vestem assim por malícia, estas são como demônios que usam de sua beleza para servir a Lúcifer, não é exagero dizer isto, leia o capítulo 25 do Livro de Eclesiástico para confirmar, pois toda obra infernal é assim, usar de um dom de Deus para a maldição de outros, sabendo que aquilo está errado usam o dom da beleza para seduzir para pecados contra a castidade. A Onisciência Divina que tudo sabe julgará se a atitude foi de cada uma foi por ingenuidade ou malicia, o que não tira o grau de culpatibilidade que cada situação tem.

Para completar, creio que estas sejam as duas grandes dificuldades na questão sobre a luta pela castidade, pois todas estão ligadas de um certo modo a estas, primeiro o olhar, pois ele estimula a imaginação, a memória e os outros sentidos do corpo, segundo, as criticas infundadas, que por muitas vezes nos abatem durante a jornada. Mas nos dois casos devemos saber que primeiramente devemos ir a Deus, devemos vigiar, mas antes orar, contar com a intercessão da Virgem Santíssima, Mãe Castíssima, e do Glorioso São José, exemplo de castidade para os homens. Que Eles nos guardem e nos protejam das tentações do olhar e façam que saiamos ainda mais reforçados quando vierem as criticas, pois como foi dito acima, quando lutamos pelo Reino de Deus e somos criticados, é sinal de que estamos no caminho certo.

Tiago Martins

[1] Dom Tihamér Tóth - Fonte: Aqui
[2] Adaptacão de trechos do livro de Pe. Francisco Faus: Autodomínio. Elogio da temperança  Fonte: Aqui
[3] Alice von Hildebrand – Fonte: Aqui

Leia mais sobre o assunto nestes links abaixo:

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Os 3 tipos de Revolucionários


A maioria absoluta das pessoas cresceu sendo ensinada que ser revolucionário é algo bom, que é legal, que pessoas assim tem "atitude". Mas quando temos a graça de saber o que é realmente a ideologia revolucionária percebemos que á algo demoníaco, pois tudo nela afasta-nos de Deus. A tão aclamada Revolução tem sempre como raiz a revolução do homem contra Deus.

Esta postagem tem como objetivo mostrar os 3 tipos básicos de revolucionários, você claramente perceberá um desses tipos ao seu redor, e talvez até se perceba dentro dessa mentalidade pois estamos num ambiente tão infectado que é como que se fossemos peixes num oceano revolucionário. Para maiores esclarecimentos sobre como reconhecer este mal aconselho veementemente a visualização do vídeo "Os perigos da mentalidade revolucionária" e num segundo momento, para maior conhecimento o curso "Revolução e Marxismo Cultural", ambos do Pe. Paulo Ricardo de Azevedo. Como dissemos aqui relataremos os 3 principais tipos:

1º tipo: O Bobinho. Nunca leu nenhum dos autores revolucionários, só ouviu dizer na escola em programas de TV que ser revolucionário é legal. É comum vê-los em grupos que gostam de se dizer "os descolados", que tem atitude e coisas afins. Normalmente é uma pessoa ingênua, com boa vontade, mas que foi lubridiado, no fundo ele tem a vontade de buscar valores nobres e até por isso sua conversão é mais fácil. Quando é alertado quanto aos males do pensamento revolucionário, - principalmente quando lhes é apresentado fatos históricos -, mesmo que não mude logo num primeiro instante  fica "com uma pulga atrás da orelha" porque percebe que o que pensava anteriormente pode estar errado, e este incomodo é o primeiro passo para a conversão.

Quanto a questões da fé, são muito encontrados nesse encontro de jovens "animadinhos", onde o que vale é a festa e as palavras que mexem com a emoção. São presa fácil para pregadores que apresentam um falso "Jesus Revolucionário", isto mina sua fé e se não forem alertados é um dos motivos - se não o maior - para que abandonem a Igreja muito facilmente , e é neste alerta que também percebemos seu nível de boa vontade, quando lhes é apresentado algo mais sólido os que querem encontrar o verdadeiro Jesus se interessam, os que querem ficar na mesma mediocridade inventam mil desculpas para continuar do mesmo modo.

2º tipo: O Abobado. Também nunca leu nenhum autor revolucionário, ou se leu foi muito pouco. É um rebelde sem causa, gosta de usar camisas do Che Guevara, montar greves sem noção e usar algum tipo de droga. É facilmente reconhecido por pronunciar a palavra "burgueses" 10 vezes a cada minuto, fazer militância aberta pela esquerda e quase sempre está usando visual hippie, rastafari, hindu ou qualquer outra coisa do gênero. Xingam o capitalismo de toda forma, se dizem "os socialistas natos" mas são vagabundos que vivem à custa dos pais. Raramente os verá em ambientes de igreja, e quando aparecem são relacionados a grupos ligados a Teologia da Libertação, são aqueles que esbravejam quanto a tudo que é tradicional, vão pra igreja de bermuda, camiseta, usando um anel de tucum e querem tocar pandeiro e triângulo na hora da Missa.

3º tipo: Os abobantes. Eles são perigosos, pois conhecem toda a ideologia revolucionária, de Marx a Gramsci. São eles que "abobam" a população, como sempre fizeram usam a mídia para propagar suas idéias, sempre conseguiram um grande controle principalmente sobre a TV e divulgação de livros. Como são poucos, é difícil de reconhecê-los, é necessário um certo estudo, como por exemplo pelo menos assistir ao curso do Pe. Paulo Ricardo referido acima. Mas tem como principais bases o repúdio a tudo quanto é tradicional, daí o seu tamanho ódio a Igreja Católica, a única instituição que ainda tem forças para lutar contra essa corja infernal em escala mundial. Eles fogem de qualquer tipo de debate de idéias pois no fundo sabem que isso faria com que seus "discípulos" perdessem a confiança neles, o revolucionário pensa ao contrário, no seu mundo não existe lógica, a lógica são eles mesmos que inventam, por exemplo, um sujeito desse critica o Papa num canal de informação,  ele nunca responderá a uma pessoa que tente defender o Papa pois discutir com um "papista" é entrar na lógica "burguesa", é entrar no sistema de debates, sistema de debates este que é considerado algo retrógrado para os revolucionários, eles fogem de tudo que possa lembrar o conservadorismo.

Este ataque faz parte de outra estratégia deles, o "patrulhamento ideológico", eles atacam o líder para que o grupo se enfraqueça, quando se fala mau do líder, até que a mentira seja desfeita as pessoas mais fracas do grupo ficam desconfiadas, no fundo eles querem derrubar essas pessoas mais fracas, sabem que o líder é forte e não cairá, um dos frutos malignos desses ataques são a "criação" de novos bobinhos e abobados, que são os mais fracos e que se deixam mais facilmente se levar pelas mentiras revolucionárias.

Devemos nos proteger, pois por causa do pecado original somos inclinados a procurar as coisas mais fáceis, e é isso a mentalidade revolucionária, uma espécie de emancipação da busca pelo que não é o mais nobre, e com isso se não nos vigiarmos caímos muito fácil em qualquer um dos grupos. Em qualquer caso recomendo estes conselhos do Pe. Paulo Ricardo:

Primeiro, "com revolucionário não se discute, a gente os desmascara", eles nunca irão entrar num debate de idéias, - principalmente e o 2º e o 3º grupo - devemos mostrar a eles que sabemos que estão mentindo e mostrar aos outros que toda essa mentalidade é danosa, ensinando e principalmente mostrando os exemplos de que onde essa mentalidade se instalou com mais força maior foi o dano para as pessoas.

Segundo, "não julgue as pessoas pelo que dizem de si mesmas, mas pelo o que elas combatem", sendo eles mentirosos facilmente enganam os outros falando que fazem obras maravilhosas para humanidade, mas devemos julgá-los pelo que eles combatem, se eles combatem os valores tradicionais é sinal de que são mentirosos, por exemplo, dizem amar os pobres - o que é uma coisa boa - por um lado, mas pelo outro atacam a Igreja, a família, são a favor do aborto e coisas assim, é sinal de que estão combatendo valores perenes, combatendo valores que nos levam pra Deus.

Fiquemos atentos, mas acima de tudo entreguemos essa batalha nas mãos de Nosso Senhor, e de sua Mãe Santa Maria e do Arcanjo São Miguel, não basta vigiar, antes de tudo é preciso orar, nós somos apenas pequenos soldados que batalham pelo Reino dos Céus, no fim é Deus quem vence, e com Ele a vitória está certa mesmo que pelos nossos olhos e fé fraca as coisas estejam parecendo irrecuperáveis. Avante, vamos Batalhão Sagrado!

A tática da Contra-Revolução:

“Ação Individual: Esta ação deve ser feita antes de tudo na escala individual. Nada mais eficiente que a tomada de posição contra-revolucionária franca e ufana de um jovem universitário, de um oficial, de um professor, de um sacerdote sobretudo, de um aristocrata ou de um operário influente em seu meio. A primeira reação que obterá, será por vezes de indignação. Mas se perseverar por um tempo que será mais longo ou menos, conforme as circunstâncias, verá pouco a pouco aparecerem os companheiros.” [Plinio Correa de Oliveira. Revolução e Contra-Revolução - Parte II, V, 1, A]

Tiago Martins




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A diferença entre ingenuidade e inocência


Nesta postagem veremos que há uma diferença entre a ingenuidade e a inocência, o sentido da mesma é fazer com que sempre nos lembremos dessa diferença primordial, pois inúmeras vezes queremos justificar nossos erros e de outros dizendo que foi algo feito inocentemente e por isso estamos excluídos de culpa, é lógico que o grau de culpabilidade depende de várias questões e uma delas é a consciência da maldade do ato que se está fazendo, mas a presente postagem tem como objetivo mostrar em termos práticos como inocência e ingenuidade são coisas diferentes e daí percebermos como não podemos ficar nos escondendo da responsabilidade de nossas ações.

A maioria das pessoas confunde – ou/e se faz de confuso - nestes dois termos, e isto é um erro, pois a inocência é uma virtude enquanto que a ingenuidade não é. O primeiro ponto onde vemos a diferença é com questão a Lei Natural impressa por Deus no ser humano, aquele sentido natural de diferenciar o certo do errado, a inocência faz com que  pessoa acerte no seu discernimento enquanto a ingenuidade sempre tende ao lado errado, sempre tende a ação com negligência, está aí a primeira distinção, ingenuidade e negligência são irmãs gêmeas, a ingenuidade é uma ação negligente mascarada de inocência.

Sendo a inocência uma virtude ela gerará força de vontade contra as tentações e as cruzes da vida, o inocente sempre será mais forte que o ingênuo. Pode ser que tenhamos em mente de que os inocentes são fracos, mas há exemplos cabais de que é o contrário, e os mais claros são Nosso Senhor Jesus e sua Mãe Santa Maria, os foram os grandes inocentes, sem malicia alguma e também os mais fortes. Um exemplo também que podemos admirar a todo momento é o Santo Padre Bento XVI, olhamos para seu rosto tão candido e inocente, mas alguém duvida do tamanho da força que este homem tem?

Agora vamos a 2 exemplos práticos de histórias que vemos ao montes no dia-a-dia e poderemos ver ainda mais de perto a diferença entre ingenuidade e inocência.

O primeiro é o da mocinha ingênua que se deixa enganar por um cafajeste, como bem diz a frase, ela “se deixa enganar”, o instinto de proteção própria existe em todas as pessoas mostrando o que é certo e errado, ainda mais em questões morais. O que acontece é que quando a consciência está pesada mostrando que o ato a ser feito é errado a pessoa começa a mentir pra si mesma porque pensa que aquela sensação de prazer momentânea pode ser um bem maior, mas passada a situação e com as dores na alma providas como conseqüência dos atos tenta mascarar a situação dizendo que agiu inocentemente e foi enganada. Não! Inocentemente não, ela agiu ingenuamente, no fundo sabia das conseqüências e agiu com negligência, e como foi visto acima, aí está a diferença, a ingenuidade está sempre ligada a ação negligenciada.

Mais um exemplo de que situações como a de cima não podem ser caracterizadas como inocentes, a inocência lhe daria forças para lutar contra a tentação e não se entregaria, o exemplo a seguir é o mais claro possível – e serve de exemplos  pra todo tipo de situação -  é a história de Santa Maria Goretti que sofreu uma tentativa de estupro e lutou contra o agressor preferindo a morte a entregar-se, se essa inocência lhe deu forças, não podemos chamar de inocente uma moça que se entrega com próprio consentimento. Acrescento que essa afirmativa de aviso é para os dois gêneros, pois o homem e a mulher tem culpa na ação por sua negligência, e também que o “entregar-se” não se conta apenas o ato da relação sexual designa – neste exemplo-  todo tipo de pecado contra a castidade.

O outro caso que vemos muito, o bom garoto que começa a andar com um grupo de “amigos” para se sentir mais enturmado, mais popular, só que este grupo tem comportamentos ímpios e o garoto que antes tinha uma boa índole termina por praticar os mesmos atos. Segue-se o mesmo exemplo acima, quando se pratica um mal nunca é por inocência, a ação do garoto foi ingênua, foi negligente, pois quando se convive com uma pessoa ou grupo logo se percebe seu comportamento, só se segue ao lado dos mesmos quando se tem vontade, ele viu um bem aparente – no exemplo, a busca pela popularidade – e não quis ver que poderiam vir conseqüências ruins como por exemplo o cumprimento de uma pena por delito cometido, as ações foram por ingenuidade e nunca por inocência.

Podemos também contar como exemplo, se é oferecido a um garoto um certo status para que ele pratique um ato mau e ele o recusa mostra que não é ingênuo, pois sabe que isso acarretará um mau maior a ele, ele não foi ingênuo, foi inocente, foi forte.

Creio que com os exemplos práticos acima poderemos repensar bem nossos conceitos do que é a inocência e a ingenuidade, principalmente para quando formos fazer nossos exames de consciência não mentirmos para nós mesmos e fugir de nossas responsabilidades para com os outros e principalmente com Deus,  empre teremos que lutar contra o Mal, ser inocente é mesmo com as tentações preferir o Bem, ser ingênuo é entregar-se ao mal e mentir pra si mesmo que aquilo é um bem.

Que a Virgem Santíssima, a mais bela, pura e inocente das criaturas sempre guie nossas ações para que sejamos menos indignos de nos chamarmos de discípulos do seu Filho, QueEle sempre nos dê a graça de sermos inocentes.


Tiago Martins

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Qual o sentido do namoro?


por Arindal Zanon

Todo namoro antes dos 15 anos é nocivo. Priva os dois da duração da primeira juventude, são recém-nascidos da adolescência. A experiência tem mostrado que todo namoro prematuro dificilmente termina em casamento. "A não ser em romances".
Já que, na época oportuna, uma namorada purifica, embeleza o comportamento sexual, como um rapaz deve namorar?

Dou um lema: namorar sempre com o intuito de encontrar a esposa. Este lema cria tudo que o namoro precisa para ser benéfico e afasta tudo o que pode vicia-lo.

Defino, portanto, "NAMORAR" como procurar a esposa desde cedo, sem agonia, sem coerção, sem oficialismo, sem safadeza. Namorar é procurar a companheira, a mãe de seus filhos. Quando se encara o namoro dessa maneira, tudo nele ganha um sentido nobre, um sabor diariamente novo, uma afeição funcional, porque sabota qualquer tentativa de exploração. O rapaz que cultiva tal perspectiva do namoro nunca namorará "para passar o tempo", "para brincar" ou só "porque os outros namoram".

Fonte: Aqui

Leia mais sobre o assunto em:
As tentações do "tempo de espera" no namoro.
Sobre os beijos no tempo de namoro


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bem lá no fundo elas só queriam se casar...

Bem lá no fundo elas só queriam se casar... Todo homem nasce para ser pai, toda mulher nasce para ser mãe. Uns são chamados a serem somente pais espirituais sendo na vida sacerdotal ou religiosa, outros além espirituais são chamados a serem pais biológicos através do sacramento do matrimônio, e é sobre o segundo caso que falaremos aqui.

Isso é algo que está no coração de cada um, um desejo compreensível e inexplicável ao mesmo tempo de encontrar um companheiro para dividir a própria vida, de alguém que complete o que em nós falta e a quem também podemos completar. No fundo, é um desejo de encontrar a Deus pois só Ele pode nos saciar, e só é sadia toda relação daqueles que entendem isso, que um deve ser instrumento de Deus na vida do outro.

Vivemos numa sociedade onde por todos os lados os ímpios tentam esfacelar esses valores taxando-os como retrógrados e antiquados, mas, o que eles não percebem - ou não querem perceber - é que esses são valores perenes, a sede por Deus e por fazer aquilo que é certo está cravada na alma de cada um, lutar contra esses valores é pisar na própria consciência.

Dizem acertadamente que o olhar é a janela da alma, e como as mulheres são mais sensíveis conseguem transparecer melhor seu interior através desse olhar. Vê-se nos olhares de muitas os estilhaços dessa batalha, de um lado o seu interior buscando coisas sublimes, de outro o mundo com suas seduções, umas se entregaram a derrota,outras andam com um pé em cada mundo, ambas com olhos maliciosos. Mas há um outro tipo em que vemos a mulher forte, são olhos carentes, esperando por algo, esperando por alguém, mas não há sinais de desistência no brilho desse olhar, percebe-se que elas sabem que mesmo com dificuldades há algo nobre a se buscar, algo que vem do seu interior, bem lá no fundo, elas só queriam se casar.

Querem se casar pois sabem que será dentro do sacramento do matrimônio que irão se realizar, por mais que tenham sido erradamente educadas por contra-valores a sua natureza própria chama mais alto, sabe primeiramente que é ao lado de um homem que se sentirá amparada e norteada, toda mulher tem dentro de si uma princesa presa na torre de um castelo precisando ser resgatada por um cavaleiro armado, ele é quem vai matar o dragão que a impedia de chegar a certos lugares que ela não teria condições de ir sozinha. Todo homem também tem dentro de si esse cavaleiro, mas em muitas vezes é preciso que a mulher se abra a querer receber essa ajuda, quando ela se fecha no egoísmo e quer se tornar "independente" corre o risco de passar a vida toda na solidão de sua torre.

"Amar é não albergar senão um pensamento: viver para a pessoa amada, não se pertencer a si mesmo, estar submetido, venturosa e livremente, com a alma e o coração, a uma vontade alheia - e ao mesmo tempo própria." [1]

Querem se casar também pois é ali dentro da união entre os dois que nascerão os filhos, e é nessa nobre função de esposa e mãe que  será o cume de sua realização, o cuidar é próprio do amor, marido e esposa cuidam um dos outros e de seus filhos no matrimônio, mas o cuidar materno é algo especial, tanto é que Deus quis ter uma Mãe pra cuidar Dele aqui na Terra. 

A sociedade quase obriga as mulheres a trabalharem fora hoje em dia, mas se repararmos bem essa obrigação está mais ligada a imposição de uma espécie de "status feminista" do que a busca de um bem em si, uma prova disso é que se perguntarmos a qualquer mulher em sã consciência se ela se sente mais realizada e feliz quando está trabalhando fora ou cuidando dos filhos, do marido e da casa, com certeza a resposta será a segunda opção. Se o bem maior está no cuidar da família em sua parte "interna" é dever de todo casal fazer o máximo de esforço possível para que a mulher possa ter condições de trabalhar somente em casa. 

Não entendo mulheres casadas que dizem "quero ser independente do meu marido", no casamento os dois dependerão um do outro, quem diz uma afirmativa dessa não está pronta para se casar. Quando ela não fecha-se no egoísmo e percebe a sublimidade da missão materna não se importa em fazer sacrificíos pois sabe que é ali naquele ambiente que será feliz, e não uma felicidade qualquer, será aquela que só tem aqueles que se abriram a vontade de Deus.

Esses olhos são carentes, mas não são mortos, nunca desistirão. A felicidade está onde Deus as quer, está onde podem se doar, está em ser esposas e mães. Bem lá no fundo, elas só queriam se casar pois sabem onde serão felizes. E nós homens queremos nos casar com essas mulheres fortes.

"Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras." [2]

Jesus, Maria e José, protegei-nos no combate.

Tiago Martins

[1] São Josemaria Escrivá
[2] Papa Bento XVI

domingo, 2 de setembro de 2012

Contra a "Animolatria"


Dizer que um ser humano tem maior dignidade que um animal não é dizer que um animal não tenha dignidade, é somente colocar os valores numa justar ordem. Um ser humano é dotado de espírito, intelecto, vontade e liberdade, atributos que um animal não tem. Isso faz com que um ser humano valha mais do que TODOS os animais juntos.

Quando alguém não dá valor a si mesmo e aos outros começa a achar que animais têm mais valor que uma vida humana, no seu egoísmo ela não quer amar pessoas - pois sabe que isso gera uma responsabilidade imensamente maior do que cuidar de um animalzinho - daí ela precisa idolatrar os mesmos. 

Uma pessoa que ama um ente querido daria a vida por ele, mas será que alguém daria a vida por um animal de estimação? Na hora da decisão entre a vida e a morte é que medimos os valores das pessoas.

“O homem foi criado para louvar a Deus, Nosso Senhor, prestar-Lhe reverência e servi-Lo e, fazendo isto, salvar a sua alma. As outras coisas na terra foram criadas por causa do homem e para ajudá-lo na consecução do fim, para o qual foi criado”. [1] 

Tiago Martins

[1] Santo Inácio de Loyola.


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