sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Você quer realmente um namoro casto?

“Que bela é a santa pureza! Mas não é santa nem agradável a Deus, se a separamos do amor. O amor é a semente que crescerá e dará frutos saborosíssimos com a rega que é a pureza. Sem amor, a pureza é infecunda, e as suas águas estéreis convertem as almas num lamaçal, num charco imundo, donde saem baforadas de soberba.” São Josemaria Escrivá


Graças a Deus vemos crescer o número de pessoas com vontade de viver um relacionamento casto, mas com a nossa fraqueza incitada pelo pecado original sempre inventamos desculpas pra viver um namoro com a intenção de ser casto, mas que na prática não é tão casto assim. 

Existem várias questões a ser tratadas sobre o assunto, mas algumas delas são de suma importância e são as que serão tratadas aqui, essas questões giram em torno de um fundamento básico para se ter um relacionamento casto, é a nossa disposição ao sacrifício e vontade de proteger o outro para que ele não caia em pecado, a abrir mão de certos prazeres e caprichos próprios de vaidade se eles forem ocasião de pecado.

Deste modo podemos formular duas perguntas básicas que o casal ou os solteiros que querem viver um namoro casto devem-se fazer e refletir bastante para verem se realmente estão querendo um relacionamento limpo, a primeira tem a ver com a modéstia e o pudor, não há a mínima possibilidade de um relacionamento ser casto se o casal não se porta - no modo de se vestir e agir - de forma modesta, pois a falta de pudor provoca situações de pecado. 

A segunda questão tem a ver com certas formas de carinho que acontecem no namoro que se tornam ilícitas por também colocar o casal em ocasião próxima de pecado. Antes de colocar as questões, como este é um assunto bastante amplo e discutido, ao final do texto deixarei alguns links referentes aos assuntos abordados, recomendo e gostaria muito que lessem a fim de um melhor entendimento sobre assuntos que são de tão importância, isso lhes esclarecerá muitas dúvidas que podem surgir após a leituras destas questões.

A primeira é: Você mudaria o seu modo de vestir-se? Sabendo que certas roupas são provocantes, que incitam o olhar, você abriria mão de usá-las trocando-as por roupas modestas a fim de proteger o outro de não cair no pecado do olhar? Quem provoca gera um pensamento impuro no outro, e isso é o estopim para uma ação do mesmo modo.

"A modéstia não diz respeito somente ao exterior, porque a maneira com que nos vestimos é um sinal do nosso interior. É um sinal de que não precisamos ficar nos "atirando" visualmente para os rapazes, na esperança de ganhar sua atenção. Tenha certeza que nós temos o poder de fazer as cabeças se voltarem para nós. Mas também temos o poder de fazer os corações se voltarem para nós. Podemos procurar conduzir esses corações para o paraíso ou para nós mesmas. Mas quando fazemos a atenção deles se voltar para as partes do nosso corpo, estamos convidando-os a nos "amar" pelas coisas erradas. " Cristalina Evert [1]


E a segunda: Você abriria mão de ter beijos íntimos até o casamento? Sabendo que este tipo de beijo sempre provoca a libido e conseqüentemente coloca o casal em ocasião próxima de pecado - o que já é um pecado em si - você abriria mão de tê-los para proteger seu (ua) namorado (a)?

"Outro tema que costuma passar por alto é a situação de um homem e de uma mulher que, sentados no carro, se beijam - "só isso, carinhosamente" - durante um bom tempo. Além a tentação de cair num pecado sexual, aqui há um problema. O propósito do namoro é chegar a conhecer a outra pessoa para ver se seria conveniente casar-se com ela. os beijos prolongados não ajudam a alcançar esse objetivo. Geralmente, faz-se isso por ser agradável, não para se chegar a uma descoberta interpessoal. De modo que, ainda que os beijos prolongados não provoquem excitação (o que poderia ser caso para uma consulta médica), são contraproducentes para o namoro. São pelo menos um pecado contra a virtude da prudência.[...] Pôr-se voluntariamente em perigo de pecar já é um pecado.' 
Pe. Thomas Morrow [2]

Bem lá no fundo você sabe que o que está escrito acima é verdade, então reflita: Quem ama de verdade quer proteger o outro e faz os sacrifícios necessários para que ele não caia em pecado. Você faria estes sacrifícios pelo bem do outro? Quem não está disposto a fazer sacrifícios no namoro não terá forças para suportar os sacrifícios que a vida matrimonial pedirá no futuro.

Que a Virgem Santíssima e o Glorioso São José, seu casto esposo nos conduzam a termo neste caminho, pois ele só vale a pena se o objetivo for a maior Glória de Deus.

Links recomendados sobre as questões acima:

Parresía “Pudor e Modéstia”, do Pe. Paulo Ricardo de Azevedo.

 Tiago Martins

[1] Trecho do livro "Pure Womanhood" (Pura Feminilidade) de Crystalina Evert, San Diego, Ed. Catholic Answers, 2008.

[2] Retirado do livro: Namoro Cristão em um mundo supersexualizado, Pe. Thomas Morrow 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Psicologia comparada do homem e da mulher



Se quisermos ajudar a juventude a evitar as surpresas oriundas da ignorância, é preciso fazer-lhe conhecer a psicologia própria do homem e da mulher.

Não pretendemos afirmar que os sexos sejam essencialmente diferentes um do outro. O homem e a mulher assemelham-se estranhamente, nesse sentido que ambos são dotados de inteligência, vontade e liberdade, possuem um e outro uma consciência moral, e seria falsear sua natureza atribuir, por exemplo, a sensibilidade e a inteligência intuitiva unicamente ao sexo feminino e a força física e inteligência discursiva unicamente ao masculino. Existem mulheres fisicamente mais fortes que o homem e, por outro lado, há elementos masculinos cuja sensibilidade é mais aguçada que da mulher. Todavia, no conjunto, cada um dos sexos define-se por qualidades específicas e os dotes de um são complementares aos do outro.

O homem demonstra ordinariamente maior força muscular do que a mulher. Eis porque é mais facilmente empreendedor e audacioso: é por natureza combativo, estimulado pelos obstáculos. Assim sendo, é constituído para comandar, com risco de abusar do poder para dominar e impor sua vontade. Ressaltam-se, de pronto, os excessos decorrentes dessas disposições naturais. É o egoísmo brutal, o orgulho, o esquecimento ou o desprezo dos direitos do próximo, principalmente dos da mulher.

O abuso é tanto mais fácil que a mulher amorosa curva-se docilmente às exigências daquele que ama. Isto não significa que a mulher seja o ser fraco, incapaz de se dirigir e defender, como comprazeram-se a pintá-la os antifeministas**. Diariamente dá provas de força de caráter, e se é muscularmente mais fraca do que o homem, mostra-se muitas vezes mais resistente e capaz de suportar a fadiga e o sofrimento da existência. Porem, porque vive mais pelo coração, recebe mais facilmente as influências e considera os acontecimentos através de sua repercussão sobre os sentimentos.

Quando um homem não tem a animá-lo um verdadeiro ideal e elevada generosidade, a mulher torna-se uma presa fácil para seu egoísmo. Sabemos como são freqüentes os abusos da autoridade masculina em certos meios. Sob pretexto de que é o mestre, impõe suas vontades sem preocupação das regras morais. O número de mulheres literalmente exploradas pelo egoísmo do marido é muito maior do que se pensa. À mulher cabem todos os trabalhos, as responsabilidades, e de um modo geral os piores encargos pesam sobre ela. Que não possa dispor durante todo o dia de um só momento para si não é pensamento que preocupe o marido, e quando a vê doente, esgotada, mostra-se surpreendido, sem contudo considerar-se responsável.

E todavia a força só foi dada ao homem para que seja protetor da mulher, para manter o moral da família e ajudar a cada um dos membros na prática do bem. Longe de alardear seu poder, o homem deve aprender a refrear as exigências de seu egoísmo a partilhar com a mulher das preocupações da vida familiar e, até mesmo, de certos serviços domésticos, quando necessário.

A mulher, sendo a guarda do lar, orienta, naturalmente, sua inteligência para as questões que interessam a vida familiar. Mas daí pode resultar uma tentação, a de se enclausurar no circulo dos serviços rotineiros, que a levariam a abandonar certos deveres inerentes à vida social da família e a de se deixar absorver pelas preocupações de cada dia ao ponto de descuidar dos interesses gerais. Por amor dos seus, ela se arrisca ou a mimar demais os filhos ou a aceitar passivamente as idéias do marido, quiçá contrárias à moral. Talvez porque sua inteligência seja mais intuitiva do que dedutiva, a mulher rege pelo silêncio aos argumentos do marido que ama. Muitas jovens, ansiosas por se formarem uma personalidade antes do casamento, uma vez casadas, ficam como que inibidas e, por assim dizer, fundidas na personalidade mesmo insignificante do marido.

Daí resulta, para o homem, uma tentação de abuso à qual sucumbirá frequentemente. Se estiver cônscio de suas responsabilidades, longe de se aproveitar dessa disposição de espírito, protegerá a mulher, em vez de explorar em benefício próprio a fraqueza feminina, ajudará sua companheira e, sendo preciso, conduzi-la-á a manter e desenvolver uma personalidade moral.


No decorrer da vida cotidiana, a mulher geralmente demonstra menos atividade e iniciativa do que o homem, mas possui maior resistência e energia; é mais perseverante, fiel e paciente naquilo que empreende. Eis porque, quando esclarecida e dotada de vontade, triunfa mais do que o homem na educação dos filhos, auxiliado, como é, pela sua intuição das tendências e dos caracteres, pela paciência e tenacidade. Assim sendo, sua influência torna-se mais penetrante e, muitas vezes, mais duradoura que a do pai. O homem contenta-se frequentemente em governar o filho; a mãe conquista-lhe a confiança, influenciando mais profundamente sua alma. Portanto o homem deve vigiar e nunca diminuir a autoridade da mãe, como tantas vezes o faz por ciúme. Seu dever é apoiá-la na sua obra de educadora.

Se existe um fato surpreendente, é o homem não ter ainda compreendido que sua natureza, menos sensível do que a da mulher, obriga-o a um domínio especial sobre as tentações sexuais, cujo resultado seria conferir-lhe uma responsabilidade particular diante das regras da moral e da castidade conjugal. O homem deveria estar sempre apto a vencer, para nunca exigir uma união que só poderia ser satisfeita ao preço de uma falta ou desonestidade. Mais senhor de sua sensibilidade, compete-lhe ser bastante forte para resistir, ao mesmo tempo, às suas próprias tentações e às da mulher, mais confusas, porém talvez, por isto mesmo, mais perigosas. Se o homem se considera mais tentado do que a mulher, não é tanto por questão de natureza, como pela consagração de um abuso. Persuadiu-se de que sua força física explica e justifica todas as exigências sexuais, ao passo que esta lhe impõe um dever especial de domínio próprio e proteção à natureza feminina, mais propensa à confiança e ao abandono.

É fácil tirar conclusões dessas observações. A primeira revela-nos que o homem só compreenderá a natureza feminina na medida em que, sendo o senhor de seus instintos, tiver influência sobre o coração da esposa, lhe der prova de que é capaz de dominar seus sentidos e, finalmente, amá-la pelas suas qualidades e não unicamente pelos prazeres que ela lhe proporciona. A segunda, é que comete um abuso de autoridade toda vez que se serve de sua força para exigir da mulher a satisfação de desejos contrários à moral. Infelizmente, são freqüentes os casos em que o homem exerce sobre a companheira uma verdadeira tirania sexual. Muitos lares conheceriam menos desacordos íntimos, se a força masculina fosse colocada ao serviço de um maior domínio próprio.


A educação dos filhos só é possível pelo acordo dos pais. Eles têm igual autoridade, embora esta se exerça por meios diferentes. O homem, mais senhor de sua sensibilidade, talvez consiga, melhor do que a mulher, despertar no filho o sentimento de justiça. Porém o carinho feminino saberá suscitar mais profundamente os sentimentos do coração. Para essa obra difícil, que deve ser complementar e não contraditória, Deus dá a cada um qualidades específicas que se combinam, graças ao amor comum que ambos dedicam ao filho. A aplicação das sanções, mais particularmente da alçada do pai, exige um grande controle; a educação do coração supõe o exercício habitual do carinho materno.

Mais amorosa que o homem e naturalmente mais fiel, a mulher dispõe de graça e encanto destinados a salvaguardar o marido das tentações externas. Faltando-lhe estes atrativos, multiplicam-se as tentações para o homem, e muitas vezes, porque sua esposa não mais procura agradá-lo, o marido vem a desertar o lar conjugal.

A graça feminina pode, por outro lado, aliás, tornar-se um perigo. Se a mulher pretende tirar daí motivo de vaidade, despertará olhares indiscretos e cairá facilmente na futilidade. Ainda que um marido mal orientado encontrasse nos sucessos da esposa motivo de amor-próprio, seria em detrimento da intimidade e união dos corações.

Embora a natureza do homem seja mais fria que a da mulher, é preciso não se concluir logo que ele seja necessariamente egoísta. Há manifestações femininas de carinho que nascem de um violento desejo de satisfação pessoal. Se o homem deve ser bastante psicólogo para dar à esposa as provas de carinho de que ela necessita, a mulher deve esforçar-se por penetrar no pensamento do marido a fim de compreendê-lo.

A inteligência do homem é mais positiva, calculadora, objetiva. A da mulher mais espontânea e intuitiva. Cabe a esses dois valores entenderem-se mutuamente para melhor se ajudarem. Se a inteligência feminina é mais intuitiva é porque inclina-se espontaneamente para o amor do qual é, por natureza, a guardiã. A mulher descobre, quase sem raciocínio, os sentimentos que podem favorecer o amor ou prejudicá-lo. Seu modo de compreender não é inferior ao do homem, é diferente. As funções e responsabilidades são outras. Alguns filósofos julgam que a inteligência intuitiva é superior à discursiva.

Dessas diferenças intelectuais podem, facilmente, surgir incompreensões. O homem é tentado a julgar-se superior à mulher, e esta inclinada a crer que o homem não sabe amar. Um pouco de boa vontade e esforços mútuos para se compreenderem fariam facilmente desaparecer essas pretensas oposições. Seria preciso, ainda, que a mulher se deixasse penetrar pela razão positiva do homem, e que este procurasse entender as intuições da natureza feminina. Estas, de ordem sentimental, impedirão, muitas vezes, o homem de cometer atos que muitas vezes fechariam seu coração às exigências da piedade e da bondade; a ponderada razão masculina ajudará a mulher a verificar a objetividade de seus sentimentos.

O espírito feminino é tentado a confundir o amor com as emoções da sensibilidade. A mulher julga que deixou de amar, quando não mais as sentir. É uma tentação perigosa contra a qual deverá precaver-se.

O homem, menos sensível, acredita, facilmente, que lhe basta cumprir seu dever de proteção e ser fiel à mulher para lhe testemunhar seu amor. Esquece muito depressa que a sensibilidade feminina é uma flor delicada que é preciso cultivar sempre.

A boa compreensão entre o homem e a mulher é um compromisso perpétuo. Se a esposa pretende acompanhar o marido sob pretexto de que tem necessidade de sua presença constante, logo o cansará. Por pouco que exerça sobre ele seu domínio, sua tirânica afeição privará o marido de toda iniciativa e atividade pessoal. Se o marido for dotado de uma personalidade vigorosa, abandonará facilmente a mulher e dela se desapegará. Se, por outro lado, se mostrar indiferente e distraído, não se dando ao trabalho de dedicar-lhe uma parte de seu tempo, se não souber entendê-la para compreendê-la, provocará insensivelmente na esposa um sentimento de solidão que pode, então, em tristeza e em tristes separações. Assim a diversidade das naturezas explica-se pela diversidade dos encargos. Seria vão e odioso procurar definir a superioridade do homem e da mulher. Com efeito, não é possível decidir qual das duas funções, a de proteger ou a de manter a união dos corações, é a mais sublime.


*em “A educação do pudor e do sentimento, Jean Viollet, pp.150-3

** Como livro foi escrito em 1925 o termo "antifeminista" provavelmente não teria o mesmo emprego que usamos hoje, que é o da sadia luta contra o feminismo, movimento este que deturpa a verdadeira essência feminina, creio que o sentido do termo usado pelo autor nesta época se referia a ações que depreciavam as mulheres. Nota do administrador deste blog.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Santa Teresinha e o apostolado pela internet


A primeira vez em que ouvi falar que Santa Teresinha do Menino Jesus era padroeira das missões achei um tanto estranho já que ela havia vivido toda sua vida religiosa dentro de um convento, e a imagem que temos de missionários é a daquele do que parte para terras longínquas. Mas com o tempo, conhecendo mais sobre sua vida, e ainda mais depois de ler seu livro autobiográfico "História de uma Alma" percebi o quão grande foi a sabedoria da Igreja ao proclamá-la padroeira das missões - ao lado de São Francisco Xavier -, era tanto o seu amor por Deus, amor este que entre outros modos se demonstrava pela ardente oração pelos missionários e uma gigante vontade e disposição a enfrentar os sacrifícios para que se fosse a vontade de Deus ela mesma ir para terras longínquas que ela se tornou uma missionária sem sair do interior do Carmelo.

“Não obstante a minha pequenez, quereria iluminar as almas como os Profetas, os Doutores, sentia a vocação de ser Apóstolo... Queria ser missionário, não apenas durante alguns anos mas queria tê lo sido desde o princípio do mundo e continuar até à consumação dos séculos. Mas acima de tudo, ó meu amado Salvador, quereria derramar o sangue por Vós até à última gota.” [1]

Nesta presente postagem queremos fazer uma comparação, nos espelhando em Santa Teresinha podemos ter um norte no modo de agir em nosso apostolado pela internet, apostolado este que é uma grande graça em nossos dias, do mesmo modo que Santa Teresinha mudou o mundo sem sair do Carmelo podemos ajudar muitas almas evangelizando dentro de nossa casa.

Graças a Deus temos visto com o advento da internet um crescente número de sites, blogs e páginas de redes sociais especializado no apostolado católico, ainda mais pelo incentivo do Santo Padre Bento XVI: “todos os que utilizam as novas tecnologias da comunicações, especialmente os jovens, a fazê-lo de uma forma positiva” e a “dar-se conta do grande potencial desses meios para construir laços de amizade e solidariedade que possam contribuir para um mundo melhor”. [2]

Isso é um grande bem para a Igreja, é uma forma da boa informação chegar com maior velocidade ao povo, mas como o ser humano tem a natureza decaída logo também neste campo encontramos muitos erros, sendo por exageros de um lado ou desleixamento pelo outro sempre há apostolados se importando mais com a opinião pessoal do que com o propagação da Sã Doutrina Católica, que deveria ser o objetivo central dos mesmos.

Voltando a comparação, atentemos ao modo apostólico de Santa Teresinha agir e coloquemos isso em prática também no nosso apostolado pela internet, com certeza gerará muitos frutos. Primeiramente, a oração, mais vale uma oração sincera do que um ativismo sem sentido, mais vale um pequeno trabalho com reta intenção do que um apostolado "famoso", mas que se torne pessoal. Também, rezar antes de agir, pedir a Deus as luzes e discernimentos necessários para tal trabalho, pensar em como aquilo seria de proveito para as almas, Santa Teresinha já nos dá um grande conselho nesta questão, que não façamos nada sem antes nos recomendarmos a Virgem Santíssima: - "Eu nunca aconselho nada a ninguém sem antes recomendar-me à Virgem Santíssima. Ela é que faz que as palavras que digo tenham eficácia nos que as ouvem.", pois quando entregamos tudo a Nossa Senhora, Ela entrega tudo ao seu Filho Jesus, e é esse o objetivo final de todo apostolado, "Tudo para a maior Glória de Deus".

É esta então a primeira e mais importante recomendação, ser uma pessoa de oração, aberta a vontade de Deus, que dialoga com Ele, como diz o Papa Bento: "A primeira condição para se falar de Deus e falar com Deus", [3] o nosso apostolado será reflexo da nossa vida espiritual. Tenhamos a humildade, a sinceridade e a boa vontade que Santa Teresinha teve ao estar aberta aos movimentos que o Espírito Santo lhe sugeria e teremos um apostolado frutuoso, tanto no campo virtual como no usual pois também se já vemos frutos no apostolado virtual não podemos ficar somente nele desdenhado do apostolado que podemos fazer em nossa paróquia.

Outra questão, o modo como apresentamos a doutrina católica, termos o discernimento que neste ambiente aberto todos os tipos de pessoas poderão ver o que publicamos, pessoas com níveis sociais, culturais e de catequese diferentes, e principalmente, de diferentes níveis de conversão, pessoas que talvez ainda não tiveram o primeiro chamado a Cristo, outras que estão no início e outros mais avançados, isto é de grande importância no modo de agir, e a regra para usar as palavras certas de modo que seja compreensível a todos é usar o bom senso, sabemos que há muitos apostolados específicos, com públicos específicos, mas de um modo geral temos sempre que pedir a Deus as luzes necessárias para que o que fizermos sirva de algum modo para o bem da Igreja.

No livro “História de uma alma” ela comenta que enquanto era mestra de noviças aprendeu a ter discernimento quanto ao modo de tratar cada noviça, pois cada uma tinha uma personalidade diferente, umas ela tinha que tratar com mais doçura, outras com mais severidade, isto também nos serve de exemplo para nos esforçarmos ainda mais a termos uma linguagem equilibrada, pois não teremos a chance de saber que tipo de personalidade tem as pessoas que estão nos lendo.

Santa Teresinha sempre usou uma linguagem muito equilibrada, terna na maioria das vezes, mas também forte quando era necessária, assim deve ser o nosso modo de agir também, primeiro mostrar a beleza dos valores católicos, isso atrairá pessoas de boa vontade, pessoas estas que até poderiam estar sem rumo pelo fato de ninguém as ainda ter mostrado esses valores corretamente, mas também sabermos ter uma linguagem forte quando for preciso, mostrar o erro também é um ato de caridade, como diz o Pe. Paulo Ricardo: "Só há real amor pelo bem quando se tem equivalente ódio pelo mal", [4] mas sempre primeiramente mostrando a beleza da doutrina cristã, depois, se for necessário, criticar os erros, com isso fica menor o risco de cairmos em discussões vazias, um dos grandes problemas que atrapalham o apostolado pela internet, principalmente em redes sociais.

Vemos que a ternura e a força são virtudes e necessariamente temos que usá-las, mas também vemos os seus vícios contrários, sentimentalismo e a grosseria, estes são verdadeiras doenças que agem neste meio, devemos ter muito cuidado para não cairmos neles. 

É até fácil verificar as pessoas e apostolados com estes vícios, primeiro vemos o sentimentalista naquelas questões onde é apresentado algum ensinamento da Igreja que é tido como "pesado" e que requer sacrifícios pessoais maiores, ele logo responde "ah, o que importa é o que está no coração", ou também, quando um pregador de boa fala, que é famoso,  - mas que só ensina heresias - é criticado, eles também vem com aquela conversa "ah, mas ele fala tão bonito..." e coisas afins. O grosseiro é aquele que esbraveja contra tudo, xinga todos que são contrários a opinião dele, na verdade ele quer ser o seu próprio Papa, não está nem aí pra o que a Igreja ensina, é um rebelde enrustido que se camufla atrás da boa fama da Igreja. Não preciso me alongar na descrição porque quem acompanha o apostolado pela internet conhece bem esses tipos.

Santa Teresinha nunca agiria desse modo, muitas pessoas tem uma imagem errada dela, a taxando de sentimentalista por ela usar um linguajar florido, mas isto é falta de leitura de seus escritos, quem teve a graça de poder ler - principalmente no dito livro autobiográfico que desde já recomendo leitura indispensável a todo católico – verá que sua escrita era muito terna, mas nunca sentimentalista, por outro lado também, nunca imaginaríamos ela dizendo um xingamento, pois sabia que a ofensa pessoal só afasta as pessoas, e ainda mais, pelo seu tamanho amor a Virgem Santíssima, isto não condiz com o comportamento de um filho ou filha da Santíssima Mãe do Céu. Como santa que foi, sempre teve uma filial submissão a Igreja, nunca agindo como certos apostolados revolucionários - sejam confessos ou enrustidos - que querem que sua opinião seja mais importante do que a do Magistério da Igreja.

Para concluir, lembro um detalhe interessante que muitos já devem ter observado, há um bonito costume já entra a maioria dos blogs e sites católicos que é de postar imagens de santos em suas laterais e colocá-los como santos protetores do apostolado, se observamos veremos que uma média de 70 % destes tem Santa Teresinha do Menino Jesus como patrona, acho que nisso percebemos que o que foi dito acima já foi observado pela maioria das pessoas que fazem apostolado pela internet, que a “flor de Lisieux” será uma grande intercessora e exemplo para seus apostolados, fazendo que um pequeno trabalho torne-se “uma chuva de rosas” e bênçãos pela internet.

Poderíamos dizer que Santa Teresinha é um dos grandes exemplos de como devemos agir em nosso apostolado pela internet porque ela não se importou com o tamanho da obra, mas se importou em fazer tudo pra Deus, tendo uma vida de oração os frutos aparecem em nossas atividades usuais, fazendo dessa forma qualquer trabalho gerar frutos. 

Ela sempre foi contemplativa, terna e forte, e nunca ativista, sentimentalista ou grosseira, além de pedir a sua intercessão, devemos nos espelharmos em seu exemplo, nos esforçarmos para agir assim, deste modo faremos um um frutuoso apostolado pela internet. Ela mudou o mundo sem sair do Carmelo, nós podemos ajudar muitas almas mundo a fora fazendo um apostolado mesmo estando dentro de nossa casa.

"Então, com a maior alegria da minha alma arrebatada, exclamei: Ó Jesus, meu amor! Encontrei finalmente a minha vocação. A minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, e este lugar, ó meu Deus, fostes Vós que mo destes: no coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o amor; com o amor serei tudo; e assim será realizado o meu sonho." [5]

 Peçamos Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face que ilumine todos os nossos apostolados, que tudo seja feito para a maior honra e Glória de seu amado Esposo Jesus e de sua Santa Mãe Maria!

Tiago Martins

[1] Santa Teresinha - "História de uma Alma"
[5] Santa Teresinha - "História de uma Alma"





quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Modéstia, pudor e lógica – Sobre o uso de “roupas de banho”


É uma incoerência gigantesca uma mulher se dizer devota e usar um biquíni. Esta "vestimenta" deixa a mostra pernas, barriga, costas, parte dos seios e das nádegas, ou seja, a mulher está praticamente nua, sendo assim objeto explícito de tentação para o olhar masculino. Serve-se a Deus ou a seus caprichos próprios e é nessas horas que vemos a quem a pessoa serve.

"O pudor é modéstia. Inspira o modo de vestir. Mantém o silêncio ou certa reserva quando se entrevê o risco de uma curiosidade malsã. Torna-se discrição." [1]

Tanto é imoral que quando foi lançado as únicas mulheres que aceitaram ser modelos para tal foram strippers, e mesmo assim hoje vemos tantas mulheres ditas devotas de Nosso Senhor e de sua Santa Mãe o usando: somente as strippers (!!) aceitaram fazer a divulgação desta peça na ocasião do seu lançamento, numa época em que mesmo as modelos liberadas se recusaram a fazer a publicidade dele. E hoje, uma mãe de família, uma católica, uma devota de Nossa Senhora, faz pior do que a stripper Micheline Bernardini e usa-o tranquilamente nas praias e piscinas, entre amigos e estranhos.” [2]

Dizer que o biquíni é um traje compatível com uma mulher que quer viver os valores cristãos é tanta falta de bom senso que nem seria necessário comentar, mas esqueçamos por um minuto nossos caprichos vaidosos e pensemos: Uma mulher não sairia na rua usando calcinha e sutiã, não ficaria nestes trajes na frente de qualquer pessoa. Pois é, a única diferença que há da sua roupa intima normal do dia-a-dia para um biquíni é o material do qual é feito, as partes expostas do seu corpo são as mesmas, a mulher está quase nua. Então, se é anormal mostrar certas partes do corpo em outros locais porque numa praia seria normal? Lá no fundo da consciência qualquer um percebe isso, mas muitos tentam enganar a si mesmos com desculpas esfarrapadas mas esquecem-se - ou fazem de desentendidos - que Deus vê a sua consciência e pedirá conta dos seus atos.


Complementando, outra "roupa de banho" normalmente usada é o maiô, podemos usar os mesmos argumentos, a única diferença deste para o primeiro é que este cobre a barriga e algumas vezes as costas, mas ele deixa a mostra as pernas e as nádegas, e esta segunda tem uma conotação sexual explícita para o olhar. Se o pudor consiste “na recusa de mostrar aquilo que deve ficar escondido”, [3] creio que é de bom senso a opinião de que as nádegas são uma parte que deve ficar escondida.

Qualquer um com boa vontade percebe que o exposto acima é verdade, então o argumento contrário que alguns colocam é o seguinte: "Mas se for assim, nós nunca poderemos ir a praia/piscina para nos divertirmos"? Ou também "Está fazendo muito calor,  e estes locais são os melhores para irmos e neles precisamos usar essas "roupas". Eu respondo: O que é um tempo de divertimento perante da vida eterna? Existem dezenas e dezenas de outros divertimentos mais sadios, então arriscar colocar os outros em situação de pecado só por causa de um tempinho de divertimento não á atitude de uma pessoa que busca sinceramente ser caridosa com o próximo, ou por exemplo, uma mulher que não consegue fazer sacrifícios pela modéstia e o pudor porque sente que isso aumentará a sua sensação de calor não está preparada para viver os sacrifícios que a maternidade lhe pedirá.

Quantos santos tem histórias de sacrifícios para se livrar das tentações, então se queremos ser santos por inteiro devemos também fazer sacrifícios, quem ama pensa antes no bem do próximo do que no seu, ou como diria o Pe. Paulo Ricardo: "a mulher não deve achar que a sua visão sobre si mesma é padrão para o modo de se vestir modestamente, o padrão deve ser que ela analise se a sua vestimenta provoca o olhar masculino, antes de pensar em si mesma ela deve pensar em ser caridosa com o seu próximo". [4]

Falando em ser "santos por inteiro", deixo uma pequena indagação ao leitor, ela por si só valeria mais do que qualquer tipo de argumentação, creio que a maioria das pessoas conhecem a famosa citação de Santa Teresinha do Menino Jesus: " Meus Deus! Não quero ser santa pela metade! ", então, você imaginaria uma mulher com a índole de Santa Teresinha usando uma vestimenta dessas? No seu íntimo você já respondeu a pergunta. Então, você quer ser santa ou santo por inteiro mesmo? Se sim, já sabe como proceder.

Que a Virgem Santíssima, Mãe Castíssima e Pura, conduza-nos por este mundo infestado de modas pagãs, preservando-nos dos perigos e ensinando as suas filhas diletas qual é o modo de vestir que a agrada a Nosso Senhor Jesus.

Tiago Martins

[1] Catecismo da Igreja Católica §2522

[2] Luciana Lachance – “1946: O ano em que lançaram o biquíni”. Fonte Aqui.

[3] Catecismo da Igreja Católica §2521

[4] Vídeo: "Parresía: Pudor e Modéstia". Fonte: Aqui

[5] Santa Teresinha do Menino Jesus - "História de Uma Alma", pg 42- Ed. Paulus


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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

As dificuldades do homem para se viver a castidade


Viver a castidade é uma batalha para ambos os sexos, mas homem e mulher têm certos aspectos diferentes quanto a sua sexualidade, fazendo com que cada um tenha algumas dificuldades mais específicas, o presente texto discorre sobre algumas dificuldades típicas do homem e tenta com isso servir como base de alerta para os perigos e também para alavancar o animo nessa jornada.

É sabido que o homem é atraído pelo olhar mais facilmente que a mulher, fazendo que seja um grande motivo de queda, por isso este é o assunto mais falado quando tange as dificuldades do homem que quer viver a castidade, e é sim uma grande dificuldade mesmo, mas neste texto falaremos disso num segundo momento, em primeiro plano colocaremos algo que é pouco falado, mas que muitos – senão todos – já viveram e irão se identificar com as situações, mas no fim veremos que esta situação apesar de dificultosa serve como sinal de que estamos no caminho certo.

A situação é a seguinte, o incentivo nos fortalece e a crítica nos abate se nós não a sabermos contorná-la, o homem que tenta viver a castidade sempre será criticado, - pela frente ou pelas costas – de antiquado, retrógrado e tal, mas ele sofre uma coisa a mais, a título de comparação, quando uma mulher se esforça por viver as virtudes da castidade, do pudor e da modéstia ela é chamada de retrógrada, careta e coisas afins. O homem, quando tenta viver essas virtudes, além de ser chamado das mesmas coisas ainda recebe os adjetivos de fresco, afeminado, gay, etc.

 E também o contrário, quando ele diz que as mulheres deveriam se vestir mais decentemente, quando cobra que elas deveriam se preocupar com os detalhes, -(leia sobre neste link) - para não se vestirem indecentemente é até chamado de tarado, pois a resposta é quase sempre essa: "Não tem nada demais nisso, você é que está com o "olhar sujo" e vendo coisa onde não tem".

Repare como são dois ataques de lados opostos para uma mesma atitude, a atitude se batalhar pela castidade, é complicado lidar com esses ataques, mas daí poderemos tirar uma boa lição que nos dará força. O escritor G.K. Chesterton diz no seu livro “Ortodoxia” que um dos motivos que o fez se converter ao Cristianismo foi perceber que os cristãos eram criticados por grupos diferentes de tomarem atitudes opostas, por um lado eram acusados de pacifistas, por outro acusados de guerreiros sanguinários, sendo que os cristãos sempre tomaram as mesmas atitudes. Chesterton reparou que o problema não estava com o Cristianismo, mas sim com aqueles que opinavam sobre o Cristianismo, eram eles que estavam com a visão torta, pois se os cristãos sempre tomavam as mesmas atitudes, ou seja, sempre foram cristãos, então não podiam ser ao mesmo tempo coisas completamente opostas

Assim também podemos fazer a comparação neste caso sobre a castidade, se um homem está tomando certas atitudes para viver a castidade e é acusado de fresco por uns e de tarado por outros, é sinal de que o problema não está com ele, mas sim com o observador. 

Sempre seremos fracos e por causa do pecado original temos a tendência a buscar o que é mais fácil, mas quando entramos nessa batalha incomodamos os preguiçosos que não querem batalhar, são os que ainda abraçam o mundo e nos acusam de frescos e os que se mascaram de cristãos mas ainda são do mundo, estes são os que dizem que “estamos vendo coisa demais” quando fazemos certos alertas. Mas as críticas não importam, se lutamos por Nosso Senhor e incomodamos é sinal de que estamos no caminho certo.

"As zombarias e chalaças de teus companheiros imundos compreendem-se muito bem. A tua presença é molesta aos que se esponjam no esterquilínio. E como olham esses salafrários com tanta raiva para quem não quer deitar-se junto com eles no muladar! A rã, ainda que esteja sentada num tronco, salta sempre para o charco, pois só ali é que se sente à vontade. Talvez conheças esta velha máxima: Sunt, a quibus vituperari laudari est: há certas censuras que para nós são o maior louvor. E podes crer que, se o asno injuria a rosa, é porque esta não usa ferraduras. "[1]

Passando ao segundo assunto, sobre o olhar, acho que não há palavras melhores que estas para explicar: "Por toda a parte - pessoas na rua, outdoors, espetáculos, jornais, revistas, livros, moda feminina, Internet - há uma agressão contínua à castidade, uma estimulação artificial e massiva da fisiologia, da simples genitalidade, sem o menor contexto de grandeza e amor."[2]

Se disséssemos que cada tentação ao olhar é como se fosse um tiro, diríamos que o dia-a-dia é um verdadeiro fuzilamento. Ingênua ou maliciosamente 99% das mulheres se vestem de forma indecorosa, ingenuidade das que acham que homens vêem beleza na sensualidade e se vestem assim para tentarem parecer belas, mas a sensualidade esconde a beleza, se por um lado o homem é muito atraído pelo olhar por outro ele tem muito aguçada a capacidade de perceber o caráter feminino pelo modo que ela se porta, pelos gestos, modo de falar e principalmente pelo modo de se vestir, todas merecem respeito, mas se querem ser respeitadas, demonstrem isso, não se pode querer um cavalheiro ao lado quando não se porta como uma dama. 
Se foram ensinadas erradamente sobre o que é verdadeira beleza é outra história, mas elas estão servindo para a queda na tentação do olhar para muitos homens, e infelizmente muitas vezes em ambientes de igreja.

“A mulher é, de um modo muito particular, a guardiã da pureza, e no mundo no qual vivemos, o mundo das perversões e desastres sexuais, talvez possamos dizer que isso ocorre porque as mulheres falharam em sua missão em defesa da pureza.” [3]

Ainda tem as que se vestem assim por malícia, estas são como demônios que usam de sua beleza para servir a Lúcifer, não é exagero dizer isto, leia o capítulo 25 do Livro de Eclesiástico para confirmar, pois toda obra infernal é assim, usar de um dom de Deus para a maldição de outros, sabendo que aquilo está errado usam o dom da beleza para seduzir para pecados contra a castidade. A Onisciência Divina que tudo sabe julgará se a atitude foi de cada uma foi por ingenuidade ou malicia, o que não tira o grau de culpatibilidade que cada situação tem.

Para completar, creio que estas sejam as duas grandes dificuldades na questão sobre a luta pela castidade, pois todas estão ligadas de um certo modo a estas, primeiro o olhar, pois ele estimula a imaginação, a memória e os outros sentidos do corpo, segundo, as criticas infundadas, que por muitas vezes nos abatem durante a jornada. Mas nos dois casos devemos saber que primeiramente devemos ir a Deus, devemos vigiar, mas antes orar, contar com a intercessão da Virgem Santíssima, Mãe Castíssima, e do Glorioso São José, exemplo de castidade para os homens. Que Eles nos guardem e nos protejam das tentações do olhar e façam que saiamos ainda mais reforçados quando vierem as criticas, pois como foi dito acima, quando lutamos pelo Reino de Deus e somos criticados, é sinal de que estamos no caminho certo.

Tiago Martins

[1] Dom Tihamér Tóth - Fonte: Aqui
[2] Adaptacão de trechos do livro de Pe. Francisco Faus: Autodomínio. Elogio da temperança  Fonte: Aqui
[3] Alice von Hildebrand – Fonte: Aqui

Leia mais sobre o assunto nestes links abaixo:

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Os 3 tipos de Revolucionários


A maioria absoluta das pessoas cresceu sendo ensinada que ser revolucionário é algo bom, que é legal, que pessoas assim tem "atitude". Mas quando temos a graça de saber o que é realmente a ideologia revolucionária percebemos que á algo demoníaco, pois tudo nela afasta-nos de Deus. A tão aclamada Revolução tem sempre como raiz a revolução do homem contra Deus.

Esta postagem tem como objetivo mostrar os 3 tipos básicos de revolucionários, você claramente perceberá um desses tipos ao seu redor, e talvez até se perceba dentro dessa mentalidade pois estamos num ambiente tão infectado que é como que se fossemos peixes num oceano revolucionário. Para maiores esclarecimentos sobre como reconhecer este mal aconselho veementemente a visualização do vídeo "Os perigos da mentalidade revolucionária" e num segundo momento, para maior conhecimento o curso "Revolução e Marxismo Cultural", ambos do Pe. Paulo Ricardo de Azevedo. Como dissemos aqui relataremos os 3 principais tipos:

1º tipo: O Bobinho. Nunca leu nenhum dos autores revolucionários, só ouviu dizer na escola em programas de TV que ser revolucionário é legal. É comum vê-los em grupos que gostam de se dizer "os descolados", que tem atitude e coisas afins. Normalmente é uma pessoa ingênua, com boa vontade, mas que foi lubridiado, no fundo ele tem a vontade de buscar valores nobres e até por isso sua conversão é mais fácil. Quando é alertado quanto aos males do pensamento revolucionário, - principalmente quando lhes é apresentado fatos históricos -, mesmo que não mude logo num primeiro instante  fica "com uma pulga atrás da orelha" porque percebe que o que pensava anteriormente pode estar errado, e este incomodo é o primeiro passo para a conversão.

Quanto a questões da fé, são muito encontrados nesse encontro de jovens "animadinhos", onde o que vale é a festa e as palavras que mexem com a emoção. São presa fácil para pregadores que apresentam um falso "Jesus Revolucionário", isto mina sua fé e se não forem alertados é um dos motivos - se não o maior - para que abandonem a Igreja muito facilmente , e é neste alerta que também percebemos seu nível de boa vontade, quando lhes é apresentado algo mais sólido os que querem encontrar o verdadeiro Jesus se interessam, os que querem ficar na mesma mediocridade inventam mil desculpas para continuar do mesmo modo.

2º tipo: O Abobado. Também nunca leu nenhum autor revolucionário, ou se leu foi muito pouco. É um rebelde sem causa, gosta de usar camisas do Che Guevara, montar greves sem noção e usar algum tipo de droga. É facilmente reconhecido por pronunciar a palavra "burgueses" 10 vezes a cada minuto, fazer militância aberta pela esquerda e quase sempre está usando visual hippie, rastafari, hindu ou qualquer outra coisa do gênero. Xingam o capitalismo de toda forma, se dizem "os socialistas natos" mas são vagabundos que vivem à custa dos pais. Raramente os verá em ambientes de igreja, e quando aparecem são relacionados a grupos ligados a Teologia da Libertação, são aqueles que esbravejam quanto a tudo que é tradicional, vão pra igreja de bermuda, camiseta, usando um anel de tucum e querem tocar pandeiro e triângulo na hora da Missa.

3º tipo: Os abobantes. Eles são perigosos, pois conhecem toda a ideologia revolucionária, de Marx a Gramsci. São eles que "abobam" a população, como sempre fizeram usam a mídia para propagar suas idéias, sempre conseguiram um grande controle principalmente sobre a TV e divulgação de livros. Como são poucos, é difícil de reconhecê-los, é necessário um certo estudo, como por exemplo pelo menos assistir ao curso do Pe. Paulo Ricardo referido acima. Mas tem como principais bases o repúdio a tudo quanto é tradicional, daí o seu tamanho ódio a Igreja Católica, a única instituição que ainda tem forças para lutar contra essa corja infernal em escala mundial. Eles fogem de qualquer tipo de debate de idéias pois no fundo sabem que isso faria com que seus "discípulos" perdessem a confiança neles, o revolucionário pensa ao contrário, no seu mundo não existe lógica, a lógica são eles mesmos que inventam, por exemplo, um sujeito desse critica o Papa num canal de informação,  ele nunca responderá a uma pessoa que tente defender o Papa pois discutir com um "papista" é entrar na lógica "burguesa", é entrar no sistema de debates, sistema de debates este que é considerado algo retrógrado para os revolucionários, eles fogem de tudo que possa lembrar o conservadorismo.

Este ataque faz parte de outra estratégia deles, o "patrulhamento ideológico", eles atacam o líder para que o grupo se enfraqueça, quando se fala mau do líder, até que a mentira seja desfeita as pessoas mais fracas do grupo ficam desconfiadas, no fundo eles querem derrubar essas pessoas mais fracas, sabem que o líder é forte e não cairá, um dos frutos malignos desses ataques são a "criação" de novos bobinhos e abobados, que são os mais fracos e que se deixam mais facilmente se levar pelas mentiras revolucionárias.

Devemos nos proteger, pois por causa do pecado original somos inclinados a procurar as coisas mais fáceis, e é isso a mentalidade revolucionária, uma espécie de emancipação da busca pelo que não é o mais nobre, e com isso se não nos vigiarmos caímos muito fácil em qualquer um dos grupos. Em qualquer caso recomendo estes conselhos do Pe. Paulo Ricardo:

Primeiro, "com revolucionário não se discute, a gente os desmascara", eles nunca irão entrar num debate de idéias, - principalmente e o 2º e o 3º grupo - devemos mostrar a eles que sabemos que estão mentindo e mostrar aos outros que toda essa mentalidade é danosa, ensinando e principalmente mostrando os exemplos de que onde essa mentalidade se instalou com mais força maior foi o dano para as pessoas.

Segundo, "não julgue as pessoas pelo que dizem de si mesmas, mas pelo o que elas combatem", sendo eles mentirosos facilmente enganam os outros falando que fazem obras maravilhosas para humanidade, mas devemos julgá-los pelo que eles combatem, se eles combatem os valores tradicionais é sinal de que são mentirosos, por exemplo, dizem amar os pobres - o que é uma coisa boa - por um lado, mas pelo outro atacam a Igreja, a família, são a favor do aborto e coisas assim, é sinal de que estão combatendo valores perenes, combatendo valores que nos levam pra Deus.

Fiquemos atentos, mas acima de tudo entreguemos essa batalha nas mãos de Nosso Senhor, e de sua Mãe Santa Maria e do Arcanjo São Miguel, não basta vigiar, antes de tudo é preciso orar, nós somos apenas pequenos soldados que batalham pelo Reino dos Céus, no fim é Deus quem vence, e com Ele a vitória está certa mesmo que pelos nossos olhos e fé fraca as coisas estejam parecendo irrecuperáveis. Avante, vamos Batalhão Sagrado!

A tática da Contra-Revolução:

“Ação Individual: Esta ação deve ser feita antes de tudo na escala individual. Nada mais eficiente que a tomada de posição contra-revolucionária franca e ufana de um jovem universitário, de um oficial, de um professor, de um sacerdote sobretudo, de um aristocrata ou de um operário influente em seu meio. A primeira reação que obterá, será por vezes de indignação. Mas se perseverar por um tempo que será mais longo ou menos, conforme as circunstâncias, verá pouco a pouco aparecerem os companheiros.” [Plinio Correa de Oliveira. Revolução e Contra-Revolução - Parte II, V, 1, A]

Tiago Martins




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A diferença entre ingenuidade e inocência


Nesta postagem veremos que há uma diferença entre a ingenuidade e a inocência, o sentido da mesma é fazer com que sempre nos lembremos dessa diferença primordial, pois inúmeras vezes queremos justificar nossos erros e de outros dizendo que foi algo feito inocentemente e por isso estamos excluídos de culpa, é lógico que o grau de culpabilidade depende de várias questões e uma delas é a consciência da maldade do ato que se está fazendo, mas a presente postagem tem como objetivo mostrar em termos práticos como inocência e ingenuidade são coisas diferentes e daí percebermos como não podemos ficar nos escondendo da responsabilidade de nossas ações.

A maioria das pessoas confunde – ou/e se faz de confuso - nestes dois termos, e isto é um erro, pois a inocência é uma virtude enquanto que a ingenuidade não é. O primeiro ponto onde vemos a diferença é com questão a Lei Natural impressa por Deus no ser humano, aquele sentido natural de diferenciar o certo do errado, a inocência faz com que  pessoa acerte no seu discernimento enquanto a ingenuidade sempre tende ao lado errado, sempre tende a ação com negligência, está aí a primeira distinção, ingenuidade e negligência são irmãs gêmeas, a ingenuidade é uma ação negligente mascarada de inocência.

Sendo a inocência uma virtude ela gerará força de vontade contra as tentações e as cruzes da vida, o inocente sempre será mais forte que o ingênuo. Pode ser que tenhamos em mente de que os inocentes são fracos, mas há exemplos cabais de que é o contrário, e os mais claros são Nosso Senhor Jesus e sua Mãe Santa Maria, os foram os grandes inocentes, sem malicia alguma e também os mais fortes. Um exemplo também que podemos admirar a todo momento é o Santo Padre Bento XVI, olhamos para seu rosto tão candido e inocente, mas alguém duvida do tamanho da força que este homem tem?

Agora vamos a 2 exemplos práticos de histórias que vemos ao montes no dia-a-dia e poderemos ver ainda mais de perto a diferença entre ingenuidade e inocência.

O primeiro é o da mocinha ingênua que se deixa enganar por um cafajeste, como bem diz a frase, ela “se deixa enganar”, o instinto de proteção própria existe em todas as pessoas mostrando o que é certo e errado, ainda mais em questões morais. O que acontece é que quando a consciência está pesada mostrando que o ato a ser feito é errado a pessoa começa a mentir pra si mesma porque pensa que aquela sensação de prazer momentânea pode ser um bem maior, mas passada a situação e com as dores na alma providas como conseqüência dos atos tenta mascarar a situação dizendo que agiu inocentemente e foi enganada. Não! Inocentemente não, ela agiu ingenuamente, no fundo sabia das conseqüências e agiu com negligência, e como foi visto acima, aí está a diferença, a ingenuidade está sempre ligada a ação negligenciada.

Mais um exemplo de que situações como a de cima não podem ser caracterizadas como inocentes, a inocência lhe daria forças para lutar contra a tentação e não se entregaria, o exemplo a seguir é o mais claro possível – e serve de exemplos  pra todo tipo de situação -  é a história de Santa Maria Goretti que sofreu uma tentativa de estupro e lutou contra o agressor preferindo a morte a entregar-se, se essa inocência lhe deu forças, não podemos chamar de inocente uma moça que se entrega com próprio consentimento. Acrescento que essa afirmativa de aviso é para os dois gêneros, pois o homem e a mulher tem culpa na ação por sua negligência, e também que o “entregar-se” não se conta apenas o ato da relação sexual designa – neste exemplo-  todo tipo de pecado contra a castidade.

O outro caso que vemos muito, o bom garoto que começa a andar com um grupo de “amigos” para se sentir mais enturmado, mais popular, só que este grupo tem comportamentos ímpios e o garoto que antes tinha uma boa índole termina por praticar os mesmos atos. Segue-se o mesmo exemplo acima, quando se pratica um mal nunca é por inocência, a ação do garoto foi ingênua, foi negligente, pois quando se convive com uma pessoa ou grupo logo se percebe seu comportamento, só se segue ao lado dos mesmos quando se tem vontade, ele viu um bem aparente – no exemplo, a busca pela popularidade – e não quis ver que poderiam vir conseqüências ruins como por exemplo o cumprimento de uma pena por delito cometido, as ações foram por ingenuidade e nunca por inocência.

Podemos também contar como exemplo, se é oferecido a um garoto um certo status para que ele pratique um ato mau e ele o recusa mostra que não é ingênuo, pois sabe que isso acarretará um mau maior a ele, ele não foi ingênuo, foi inocente, foi forte.

Creio que com os exemplos práticos acima poderemos repensar bem nossos conceitos do que é a inocência e a ingenuidade, principalmente para quando formos fazer nossos exames de consciência não mentirmos para nós mesmos e fugir de nossas responsabilidades para com os outros e principalmente com Deus,  empre teremos que lutar contra o Mal, ser inocente é mesmo com as tentações preferir o Bem, ser ingênuo é entregar-se ao mal e mentir pra si mesmo que aquilo é um bem.

Que a Virgem Santíssima, a mais bela, pura e inocente das criaturas sempre guie nossas ações para que sejamos menos indignos de nos chamarmos de discípulos do seu Filho, QueEle sempre nos dê a graça de sermos inocentes.


Tiago Martins

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Qual o sentido do namoro?


por Arindal Zanon

Todo namoro antes dos 15 anos é nocivo. Priva os dois da duração da primeira juventude, são recém-nascidos da adolescência. A experiência tem mostrado que todo namoro prematuro dificilmente termina em casamento. "A não ser em romances".
Já que, na época oportuna, uma namorada purifica, embeleza o comportamento sexual, como um rapaz deve namorar?

Dou um lema: namorar sempre com o intuito de encontrar a esposa. Este lema cria tudo que o namoro precisa para ser benéfico e afasta tudo o que pode vicia-lo.

Defino, portanto, "NAMORAR" como procurar a esposa desde cedo, sem agonia, sem coerção, sem oficialismo, sem safadeza. Namorar é procurar a companheira, a mãe de seus filhos. Quando se encara o namoro dessa maneira, tudo nele ganha um sentido nobre, um sabor diariamente novo, uma afeição funcional, porque sabota qualquer tentativa de exploração. O rapaz que cultiva tal perspectiva do namoro nunca namorará "para passar o tempo", "para brincar" ou só "porque os outros namoram".

Fonte: Aqui

Leia mais sobre o assunto em:
As tentações do "tempo de espera" no namoro.
Sobre os beijos no tempo de namoro


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bem lá no fundo elas só queriam se casar...

Bem lá no fundo elas só queriam se casar... Todo homem nasce para ser pai, toda mulher nasce para ser mãe. Uns são chamados a serem somente pais espirituais sendo na vida sacerdotal ou religiosa, outros além espirituais são chamados a serem pais biológicos através do sacramento do matrimônio, e é sobre o segundo caso que falaremos aqui.

Isso é algo que está no coração de cada um, um desejo compreensível e inexplicável ao mesmo tempo de encontrar um companheiro para dividir a própria vida, de alguém que complete o que em nós falta e a quem também podemos completar. No fundo, é um desejo de encontrar a Deus pois só Ele pode nos saciar, e só é sadia toda relação daqueles que entendem isso, que um deve ser instrumento de Deus na vida do outro.

Vivemos numa sociedade onde por todos os lados os ímpios tentam esfacelar esses valores taxando-os como retrógrados e antiquados, mas, o que eles não percebem - ou não querem perceber - é que esses são valores perenes, a sede por Deus e por fazer aquilo que é certo está cravada na alma de cada um, lutar contra esses valores é pisar na própria consciência.

Dizem acertadamente que o olhar é a janela da alma, e como as mulheres são mais sensíveis conseguem transparecer melhor seu interior através desse olhar. Vê-se nos olhares de muitas os estilhaços dessa batalha, de um lado o seu interior buscando coisas sublimes, de outro o mundo com suas seduções, umas se entregaram a derrota,outras andam com um pé em cada mundo, ambas com olhos maliciosos. Mas há um outro tipo em que vemos a mulher forte, são olhos carentes, esperando por algo, esperando por alguém, mas não há sinais de desistência no brilho desse olhar, percebe-se que elas sabem que mesmo com dificuldades há algo nobre a se buscar, algo que vem do seu interior, bem lá no fundo, elas só queriam se casar.

Querem se casar pois sabem que será dentro do sacramento do matrimônio que irão se realizar, por mais que tenham sido erradamente educadas por contra-valores a sua natureza própria chama mais alto, sabe primeiramente que é ao lado de um homem que se sentirá amparada e norteada, toda mulher tem dentro de si uma princesa presa na torre de um castelo precisando ser resgatada por um cavaleiro armado, ele é quem vai matar o dragão que a impedia de chegar a certos lugares que ela não teria condições de ir sozinha. Todo homem também tem dentro de si esse cavaleiro, mas em muitas vezes é preciso que a mulher se abra a querer receber essa ajuda, quando ela se fecha no egoísmo e quer se tornar "independente" corre o risco de passar a vida toda na solidão de sua torre.

"Amar é não albergar senão um pensamento: viver para a pessoa amada, não se pertencer a si mesmo, estar submetido, venturosa e livremente, com a alma e o coração, a uma vontade alheia - e ao mesmo tempo própria." [1]

Querem se casar também pois é ali dentro da união entre os dois que nascerão os filhos, e é nessa nobre função de esposa e mãe que  será o cume de sua realização, o cuidar é próprio do amor, marido e esposa cuidam um dos outros e de seus filhos no matrimônio, mas o cuidar materno é algo especial, tanto é que Deus quis ter uma Mãe pra cuidar Dele aqui na Terra. 

A sociedade quase obriga as mulheres a trabalharem fora hoje em dia, mas se repararmos bem essa obrigação está mais ligada a imposição de uma espécie de "status feminista" do que a busca de um bem em si, uma prova disso é que se perguntarmos a qualquer mulher em sã consciência se ela se sente mais realizada e feliz quando está trabalhando fora ou cuidando dos filhos, do marido e da casa, com certeza a resposta será a segunda opção. Se o bem maior está no cuidar da família em sua parte "interna" é dever de todo casal fazer o máximo de esforço possível para que a mulher possa ter condições de trabalhar somente em casa. 

Não entendo mulheres casadas que dizem "quero ser independente do meu marido", no casamento os dois dependerão um do outro, quem diz uma afirmativa dessa não está pronta para se casar. Quando ela não fecha-se no egoísmo e percebe a sublimidade da missão materna não se importa em fazer sacrificíos pois sabe que é ali naquele ambiente que será feliz, e não uma felicidade qualquer, será aquela que só tem aqueles que se abriram a vontade de Deus.

Esses olhos são carentes, mas não são mortos, nunca desistirão. A felicidade está onde Deus as quer, está onde podem se doar, está em ser esposas e mães. Bem lá no fundo, elas só queriam se casar pois sabem onde serão felizes. E nós homens queremos nos casar com essas mulheres fortes.

"Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras." [2]

Jesus, Maria e José, protegei-nos no combate.

Tiago Martins

[1] São Josemaria Escrivá
[2] Papa Bento XVI
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