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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O exercício do dom de si (Práticas concretas para a busca da santidade na vida cotidiana)

O exercício do dom de si 


Pe. Joseph Schrijvers

Quando a alma de boa vontade se doou a Deus, estão lançados os alicerces do seu edifício espiritual. Só falta construir, isto é, renovar constantemente essa disposição. É o exercício do dom de si, que se pratica com a mesma simplicidade, com a mesma serena mansidão com que a alma interiormente livre cumpre seus deveres.

Logo pela manhã, ao despertar, a alma eleva-se a Deus, oferece-lhe todo o seu ser e pede-Lhe que disponha dela como lhe aprouver. Este ato substitui longas orações. É uma aceitação amorosa de tudo o que vier a acontecer no dia, seja doce ou amargo, agradável ou penoso. É uma alegre disposição de tudo fazer e sofrer para agradar a Deus.
A alma esforça-se por manter-se tranquilamente nessa disposição essencial e repete de tempos em tempos o seu oferecimento. Assim recolhida em Deus, entrega-se à oração e ao trabalho segundo as exigências de seu estado.
Durante seus afazeres, permanece senhora de si, agindo sem frouxidão e sem precipitação, não se deixando dominar pelo frenesi de acabar de pressa, nem pela vontade de conquistar estima alheia, nem pelo prazer que encontra na sua ocupação.

Já não se pertence mais, é inteiramente do seu Senhor, também não pertence aos outros, nem se deixa escravizar pelo seu trabalho, pois este não é um fim, mas apenas um meio. Inicia as suas ocupações sem paixão, continua-as com toda a paz, termina-as sem pressas, sabendo que, depois desse trabalho outros virão. Para acalmar a sua impaciência, repete muitas vezes: “Enquanto executo esta tarefa, não devo cumprir outra; enquanto estiver aqui pela vontade de Deus, não sou obrigado a estar em outro lugar.”

Inteiramente senhora de si, executa de coração livre os seus deveres, uns após os outros, e esta liberdade interior permite-lhe empreender com mente clara a atenção contínua, sem fatiga ou precipitação, sem desânimo ou preguiça.

Os homens verdadeiramente ativos são os que menos o aparentam. Os agitados, os apressados, não fazem quase nada. Começam, mas não acabam. Após o trabalho, ficam com o coração inquieto, o espírito oprimido e incapaz de pensar em Deus. A alma simples, pelo contrário, imita Deus, parece sempre em repouso e está sempre ativo.

Assim, a alma prossegue em seus trabalhos diários armada do seu ato de doação. Repete-o em cada ação que realiza, a cada dificuldade que surge, a cada sofrimento que lhe sobrevém, a cada alegria ou desgosto que experimenta. Tem o seu modo próprio de resistir as tentações e de afastar as distrações. Mal se apresentam, não as afugenta diretamente, como se fossem moscas, mas despreza-as contentando-se em repetir: “Senhor, auxiliai-me.” Um gesto de amor, eis a sua resposta às sugestões do demônio. Aliás, não será tentada por muito tempo: o inimigo sabe que cada tentação provoca um novo impulso do coração de Jesus.
Da mesma forma, acolhe por um simples ato de amor as contrariedades, as cruzes, os sofrimentos de cada dia. Por mais opressivos que sejam, os contratempos nada mais fazem do que provocar atos de amor.

O descanso não interrompe o seu relacionamento com Deus. Distrai-se com o coração livre, pois sabe que Deus quer que descanse. Nunca se abandona a uma alegria vã e desmedida. Tudo nela é moderado. Diverte-se como a criança sob o olhar materno. Só recorda-se de que Deus está nela, que a vê e que ama.

Toma as refeições com inteira liberdade de espírito, sem se preocupar com a qualidade do cardápio. Porventura não lhe vem tudo das mãos de Deus? Só dá atenção a esse bom Pai que ama ternamente, e não se preocupa com o resto.

Enfim, chegada a noite e concluídos os trabalhos do dia, enquanto adormece, ainda murmura uma palavra de abandono, mais comovido, mais profundo, se possível, para reparar as faltas cometidas e suprir as omissões do dia. Depois adormece em paz, sob o olhar do seu Senhor, que vela por ela.

Pe. Joseph Schrijvers – retirado do livro “O dom de si – vida de abandono em Deus”


P.S.: O sub-título entre parênteses foi acrescentado na edição feita pelo blog. Ajude a compartilhar, leve esta profunda e eficaz mensagem para mais pessoas, os menores atos feitos com boa vontade geram frutos gigantescos para a maior Glória de Deus.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Um bom exame de exame de consciência para nós católicos:

"Vejo-te, cavalheiro cristão (dizes que o és), beijando uma imagem, mascando entre dentes umas oração vocal, clamando contra os que atacam a Igreja de Deus..., e até frequentando os Santos Sacramentos.


Mas não te vejo fazer um sacrifício, nem prescindir de certas conversas... mundanas (podia, com razão, aplicar-lhes outro qualificativo), nem ser generoso com os inferiores...- nem com a Igreja de Cristo! -, nem suportar uma fraqueza do teu irmão, nem abater a tua soberba pelo bem comum, nem desfazer-te do teu forte invólucro de egoísmo, nem... tantas coisas mais!

Vejo-te... Não te vejo... - E tu... dizes que és um cavalheiro cristão? - Que pobre conceito fazes de Cristo!" 

São Josemaria Escrivá - "Caminho, pt. 683"


Se possível, passe a diante. Obrigado.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Oração a Nossa Senhora de Guadalupe

Oração a Nossa Senhora de Guadalupe


Perfeita, sempre Virgem Santa Maria,
Mãe do Verdadeiro Deus, por quem se vive.
Tu que na verdade és nossa Mãe Compassiva,
te buscamos e te clamamos.
Escuta com piedade nosso pranto, nossas tristezas.
Cura nossas penas, nossas misérias e dores.
Tu que és nossa doce e amorosa Mãe,
acolhe-nos no aconchego do teu manto,
no carinho de teus braços.
Que nada nos aflija nem perturbe nosso coração.
Mostra-nos e manifesta-nos a teu amado Filho,
para que Nele e com Ele encontremos
nossa salvação e a salvação do mundo.
Santíssima Virgem Maria de Guadalupe,
Faz-nos mensageiros teus,
mensageiros da Palavra e da vontade de Deus.

Envie esta oração a amigo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Novena da Assunção de Nossa Senhora

Novena da Assunção de Nossa Senhora
Festa dia 15 de Agosto

Oração para todos os dias:
Oh! Santíssima Virgem que, para vos preparardes para uma santa morte, vivestes em contínuos desejos da visão beatifica; fazei que se apartem de nós os desejos vãos das coisas caducas da terra. Ave-Maria.
Oh! Santíssima Virgem que, para vos preparardes para uma santa morte, suspirastes na vida por vos unirdes para sempre com vosso Filho; alcançai-nos que vivamos sempre fiéis ao mesmo Senhor até à morte. Ave-Maria.

Oh! Santíssima Virgem que, para morrer santamente, ajuntastes um imenso tesouro de méritos e virtudes; alcançai-nos a graça de conhecermos que só a virtude e a graça de Deus é a estrada que pode conduzir-nos à salvação. Ave-Maria.




quinta-feira, 13 de março de 2014

Um ano depois, quem é Francisco?



Hoje eu quero unir a minha voz à de tantas pessoas para agradecermos a Deus o primeiro ano de Pontificado do Papa Francisco.
Mas quem é Francisco?
Francisco é um dom para a Igreja hoje.
Francisco é o “resultado” da oração de milhões de católicos que há um ano pediam a Deus um novo Pontífice segundo o Coração de Cristo.


Francisco foi o consolo de Deus, depois do choque que todos nós levamos com o anúncio de que nosso sempre amado Bento XVI iria renunciar.
Francisco é a prova de que Bento XVI agiu impulsionado por Deus quando decidiu renunciar. Bento hoje vive tranquilo, pois vê que a Igreja continua em boas mãos.
Francisco é o Papa que fala mais com gestos que com palavras.
Francisco é uma pregação constante, que nos lembra que muitas vezes nos perdemos em coisas supérfluas.
Francisco é sinônimo de sair de si mesmo, de ir ao encontro do outro, de ir às periferias existenciais. 

Francisco é sinônimo de alegria do Evangelho, vivido com radicalidade, pregado com clareza e profundidade.
Francisco é Pastor supremo de uma Igreja de portas abertas, com confessionários funcionando, de uma Igreja que é mãe e não uma alfândega de Sacramentos.
Francisco é um antídoto contra o pessimismo, o derrotismo, as quaresmas sem páscoa, as caras de vinagre...
Francisco é um chicote contra as fofocas, os maus juízos, o carreirismo, o exibicionismo.

Francisco quer padres pastores, não funcionários. 
Francisco quer padres misericordiosos, não rigoristas nem laxistas.
Francisco é um eco de misericórdia, de compaixão, de bondade.
Francisco é um brado contra o mundanismo, fora e dentro da Igreja.
Francisco é um açoite contra a idolatria do dinheiro e do poder.
Francisco se incomoda e se sente ofendido quando o apresentam ideologizado, deturpado.

Francisco é o rosto que Cristo quer hoje para a Sua Igreja.
Francisco, enfim, é a imagem de Cristo, Bom Pastor, que nos ama, nos conhece, e dá, aos poucos , sua vida por nós.
Por isso, hoje nós dizemos: Senhor, obrigado por tudo que nos destes, quando nos destes Francisco.

*Reitor do Seminário da Imaculada Conceição da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney - Campos dos Goytacazes - RJ


Fonte: Clique aqui

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

É realmente necessário que eu vá a uma praia para me entreter?


“Quanto à santa pureza, nunca tenhas em conta de demasiada toda e qualquer precaução. Santo Afonso de Ligório

Este artigo é uma opinião pessoal, mas pautada em critérios sérios, gostaria que o leitor tivesse pelo menos a boa vontade em ler e refletir sobre os pontos colocados, e para ajudar na reflexão sobre os critérios deixarei ao final do texto mais alguns links de bons materiais sobre o assunto.

Então, passemos ao assunto, a pergunta título: É realmente necessário que eu vá a uma praia para me entreter? Estamos no verão, vemos a efervescência das pessoas falando sobre ir à praia, piscinas e afins, e desde já coloco que apesar do título falar em praia subtende-se todos os ambientes parecidos que se encaixam com o motivo da pergunta. Todos pensam nisso em função de se entreter, passar um tempo livre "arejando" a cabeça, se divertindo, e é óbvio que se entreter é algo lícito, faz bem à alma, a questão toda gira em torno do modo e lugar no qual temos este entretenimento, é neste ponto que quero chegar durante esta reflexão.

Pergunto novamente, é realmente necessário que eu vá à uma praia para me entreter? O mundo não se importa com critérios morais, com pudor, modéstia, castidade e outros, mas nós cristãos sim, pelo menos deveríamos. Então devemos ficar atentos a uma coisa: Hoje em dia 99% dos ambientes de praia são ambientes imorais, vamos ser sinceros, não há moralidade num lugar onde pessoas andam seminuas como se isso fosse a coisa mais normal do mundo.

Por mais que até nós nos precavêssemos, nos vestíssemos bem, os outros não fazem e isso nos coloca numa ocasião muito próxima de pecar, e que poderíamos evitar. Vou dar um exemplo muito claro, imagine um homem* que vá com uma roupa recatada a praia, mas lá vai se deparar com centenas, milhares, de mulheres seminuas, quanta tentação sofrerá, e será quase impossível não cair no pecado do olhar, e ele poderia ter evitado se não tivesse freqüentando este lugar.

Pode-se objetar que existem mulheres impudicas em todos os ambientes, que sofrerá tentação em todos os lugares, sim, mas, nem todos os ambientes são evitáveis, a pessoa não tem culpa se no trabalho, na fila do banco ou na calçada há uma pessoa sem pudor, e isso não fará com que ele tenha que ter menos responsabilidade em viver a castidade no olhar, desviando o olhar e o pensamento da situação, e principalmente pedindo auxílio a Deus, mas há situações evitáveis, como por exemplo, uma pessoa que queira viver a castidade nunca irá numa balada, sabe o que vai encontrar ali, e o que venho a colocar nesta postagem tem claramente a ver com isto, a praia é um local onde todo mundo sabe o que irá encontrar, e é evitável.

Evitável? Sim, como dissemos, as pessoas vão à praia para se entreter, mas ir a praia para se entreter não é necessário, temos que atentar a um critério, em tudo o que fazemos na vida há coisas necessárias e outras não necessárias, por exemplo, é necessário que eu coma pra sobreviver, mas não é necessário que eu coma certas comidas pra sobreviver, eu posso passar a vida inteira sem comer sorvete e isso não me mataria, comer sorvete não é necessário para meu organismo. Então, neste ponto respondemos a pergunta título: Não é necessário que eu vá à praia para me entreter, é necessário que eu tenha tempos de entretenimento, mas não é necessário que seja na praia, posso escolher outros locais e situações, e ainda mais neste caso, muito mais sadias. Ninguém morrerá se não for à praia, mas pode estar colocando por sua própria conta e risco a alma em perigo se for, e quem morrerá aos poucos nesta situação é a alma, pois para cair num precipício sempre há um primeiro passo.

Pode-se objetar que há praias e praias, umas desertas em certos horários, eu mesmo já vi exemplos de clérigos que procuram estes locais nestas condições, e também ambientes familiares de piscinas, entre outras coisas, mas como disse no início, isso tudo é uma opinião minha, mas ainda é muito forte o argumento de que a maioria absoluta das praias se tornou um ambiente imoral, e como posso me entreter em outras coisas muito mais sadias, me pergunto se vale a pena ir num local assim, e a minha consciência sempre diz não.

As vezes Deus permite que vejamos o inferno para nos impulsionar ao Céu, certa vez - por outro motivo que não o passeio - fui a cidade do Rio de Janeiro, uma pessoa convidou eu e mais duas para visitar a Praia de Copacabana, estava completamente lotada, a primeira coisa que veio a minha mente foi: "Isto é uma visão do inferno!!" . Se repararmos bem, a maioria absoluta das pinturas que vemos representando o inferno são de pessoas nuas e sofrendo, a maioria absoluta das praias tem essa visão, pessoas praticamente nuas e com divertimentos mundanos, e todo divertimento mundano esconde atrás de si um sofrimento sem esperança, sem Deus, um inferno.



Como disse, tudo o que escrevi é uma opinião minha, mas usei critérios sérios, o que peço é a sua boa vontade e que reflita sobre a pergunta do título, e principalmente sobre outras 3 perguntas: Estou disposto a renunciar a um divertimento, ainda mais quando sei que ele muito provavelmente irá ocasionar situações que desagradem a Nosso Senhor Jesus Cristo? E se a Virgem Santíssima estivesse ao meu lado, eu a levaria a um ambiente assim? E eu, será que não estou sendo também causa de perdição para outros com minhas roupas - ou falta delas? Faça estas perguntas a si mesmo, a sua consciência...

Termino o texto com um conselho de São Josemaria Escrivá, onde ele mostra o melhor modo de vivermos bem o nosso tempo de entretenimento:
Sempre entendi o descanso como afastamento do trabalho diário; nunca como dias de ócio. Descanso significa represar: acumular forças, ideias, planos... Em poucas palavras: mudar de ocupação, para voltar depois - com novos brios - à atividade habitual. [1]
Lembra-te com constância que colaboras na formação espiritual e humana dos que te rodeiam e de todas as almas - até aí chega a bendita Comunhão dos Santos -, em qualquer momento: quando trabalhas e quando descansas; quando se vê que estás alegre ou preocupado; quando na tua tarefa no meio da rua fazes a tua oração de filho de Deus e transcende exteriormente a paz da tua alma; quando se nota que sofreste - que choraste - e sorris.” [2]

Tiago Martins

Grifos nossos

*É óbvio que este exemplo também serve para as mulheres em relação aos homens.

Referências:
[1] São Josemaria Escrivá - Sulco, 514
[2] São Josemaria Escrivá - Forja, 846

Textos recomendados:

Modéstia, pudor e lógica – Sobre o uso de “roupas de banho”

 

1946: O ano em que lançaram o biquíni”

 

Biquíni, o Cristo Redentor e a Lógica.



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Coroinha de São Filipe Neri à Nossa Senhora

Coroinha de São Filipe Neri


Devoção Oratoriana à Santíssima Virgem
Mãe de Deus

Santo Afonso, em seu Glórias de Maria, conta que São Filipe tinha tão grande devoção à Nossa Senhora, que só lhe bastava pensar n'Ela e já tinha consolo. Exclamava que "não há meio mais poderoso para obter a graça de Deus que a devoção à Nossa Senhora".

 São Filipe dizia ainda que, para começarmos bem na vida espiritual, para perseverarmos e alcançarmos mais rapidamente a perfeição, é necessária a devoção à Santíssima Virgem. Por isso, recomendava, além do santo terço diário, a recitação da COROINHA DE NOSSA SENHORA, que ele mesmo compusera, por inspiração, para honrar os títulos mais belos de Maria: "Virgem e Mãe de Deus".

 "Nossa Senhora ama aqueles que a chamam por Virgem e Mãe de Deus."

São Filipe Neri

Clique nas imagens para ampliá-las







Visite a paróquia e adquira a sua!
Avenida São Lucas, 279 - Pq. São Lucas - São Paulo - SP
Tel: 2211-6817
 
Acesse e conheça mais sobre o Oratório de São Filipe Neri 

sábado, 28 de julho de 2012

Hino Pontifício - por Congregados Marianos

Hino Pontifício cantado por Congregados Marianos no Encontro Nacional da Juventude Mariana - Aparecida do Norte-SP, 21/07/2012.



Créditos da gravação: André Otani

Ó Roma eterna, dos Mártires, dos Santos,
Ó Roma eterna, acolhe os nossos cantos!
Glória no alto ao Deus de majestade,
Paz sobre a terra, justiça e caridade!
A ti corremos, Angélico Pastor,
Em ti nós vemos o doce Redentor.
A voz de Pedro na tua o mundo escuta,
Conforto e escudo de quem combate e luta.
Não vencerão as forças do inferno,
Mas a verdade, o doce amor fraterno!

Salve, salve Roma! É eterna a tua história,
Cantam-nos tua glória monumentos e altares!
Roma dos Apóstolos, Mãe e Mestra da verdade,
Roma, toda a cristandade o mundo espera em ti!
Salve, salve Roma! O teu sol não tem poente,
Vence, refulgente, todo erro e todo mal!
Salve, Santo Padre, vivas tanto mais que Pedro!
Desça, qual mel do rochedo,
A bênção Paterna!

sábado, 19 de maio de 2012

Modéstia, pudor e lógica

"O pudor preserva a intimidade da pessoa. Consiste na recusa de mostrar aquilo que deve ficar escondido." Catecismo da Igreja Católica §2521



Graças a Deus vemos em nossos dias um aumento no interesse dos fiéis em conhecer a beleza de que é viver as virtudes da modesta e do pudor segundo os ensinamentos da Igreja.

Como todo assunto complicado não tem respostas fáceis, alguns pontos sempre geram divergências ao serem tratados, é sobre isso que se trata este post, gostaria de deixar uma reflexão sobre 3 pontos que são sempre muito discutidos.
Todos os argumentos que serão apresentados poderiam se resumir nesta premissa: Em todos os momentos de sua vida esteja vestida de um modo em que você não se envergonharia se tivesse que receber a Virgem Maria. Usando deste bom senso, vamos desdobrar algumas coisas.

Me embasarei nos argumentos utilizados pelo Pe. Paulo Ricardo de Azevedo em seu vídeo "Parresía: Pudor e Modéstia", principalmente em 3 colocações dele, a primeira é o já citado parágrafo 2521 do CIC, a segunda é uma interessante reflexão que ele faz, onde ele diz que a mulher não deve achar que a sua visão sobre si mesma é padrão para o modo de se vestir modestamente, o padrão deve ser que ela analise se a sua vestimenta provoca o olhar masculino, antes de pensar em si mesma ela deve pensar em ser caridosa com o seu próximo. Creio que até por causa disso a minha opinião possa ajudar, como homem posso dizer que as mulheres não tem a mínima noção do quanto são naturalmente belas ao olhar masculino, quando elas se vestem de forma provocante acontece o mesmo efeito de que um remédio em excesso, remédio na dose certa é bom, mas em excesso vira overdose, a mulher que se veste para provocar perde o encanto e passa a ser vista como um objeto.

A terceira se refere a que no corpo existem partes com conotação sexual explicita, umas com conotação média e outras onde não há conotação sexual, no vídeo ele usa a nomenclatura para estas partes como sendo "desonestas, semi-honestas e honestas", não que a parte em si tenha algo "desonesto", mas são partes que pela fraqueza do pecado levam facilmente os outros a caírem na tentação do olhar. O título do post se refere a isso tudo, quando tratamos um assunto com bom senso, usando princípios lógicos e aceitamos a realidade as coisas ficam mais simples de serem entendidas, usando-se a lógica percebe-se melhor a realidade e daí fugimos mais facilmente de interpretações pessoais e compreendemos melhor a melhor maneira de vivermos as virtudes da modéstia e do pudor. Desde já recomendo muitíssimo que se assista ao vídeo do Pe. Paulo Ricardo citado acima.

"O pudor é modéstia. Inspira o modo de vestir. Mantém o silêncio ou certa reserva quando se entrevê o risco de uma curiosidade malsã. Torna-se discrição." Catecismo da Igreja Católica §2522

Então, vamos aos assuntos tão discutidos. O primeiro deles se refere a "roupa de banho", a roupa que se usaria para ir à praia, piscina e afins. O biquíni é tão imodesto que nem seria necessário comentar, mas já que algumas pessoas ainda defendem o uso... Uma mulher não sairia na rua usando calcinha e sutiã, não ficaria nestes trajes na frente de qualquer pessoa. Pois é, a única diferença que há da sua roupa intima normal do dia-a-dia para um biquíni é o material do qual é feito, as partes expostas do seu corpo são as mesmas, a mulher está quase nua. Então, se é anormal mostrar certas partes do corpo em outros locais porque numa praia seria normal? Isso se chama, no mínimo, incoerência.

A outra "roupa de banho" normalmente usada é o maiô, podemos usar os mesmos argumentos, a única diferença deste para o primeiro é que este cobre a barriga e algumas vezes as costas, mas ele deixa a mostra as pernas e as nádegas, e esta segunda tem uma conotação sexual explícita para o olhar. Se o pudor consiste “na recusa de mostrar aquilo que deve ficar escondido”, creio que é de bom senso a opinião de que as nádegas são uma parte que deve ficar escondida.

Qualquer um com boa vontade percebe que o exposto acima é verdade, então o argumento contrário que alguns colocam é o seguinte: "Mas se for assim, nós nunca poderemos ir a praia/piscina para nos divertirmos"? Eu respondo: O que é um tempo de divertimento perante da vida eterna? Existem dezenas e dezenas de outros divertimentos mais sadios, então arriscar colocar os outros em situação de pecado só por causa de um tempinho de divertimento não á atitude de uma pessoa que busca sinceramente ser caridosa com o próximo. Quantos santos tem histórias de sacrifícios para se livrar das tentações, então se queremos ser santos por inteiro devemos também fazer sacrifícios, quem ama pensa antes no bem do próximo do que no seu.

O segundo assunto é quanto aos decotes. Tecnicamente decote é qualquer abertura na blusa que deixe o colo descoberto, mas vulgarmente é chamado de decote a área aberta da blusa que chega a deixar parte dos seios a mostra. Como essa segunda parte é que tem relação direta com a modéstia é esta que será tratada. Achei muito interessante a argumentação apresentada neste texto (recomendo a leitura) no qual a autora recomenda que para que um decote seja decente a abertura não pode passar de um tamanho no qual nem que se a mulher tivesse que se abaixar deixaria os seios a mostra. Isto faz todo sentido porque para o olhar masculino esta é uma parte que tem conotação sexual.

A argumentação contrária normalmente apresentada a isso é uma das mais non sense que eu já vi, é a teoria do "meio-decote", segundo ela só decotes escandalosos seriam imodestos, se aparecesse só um "pouquinho", se não aparecesse muito não teria problema. Mas há sim um grande problema, junte atração natural, imaginação e pecado original e está aceso o estopim que pode levar a uma explosão maior. É o seguinte, mesmo que a abertura da roupa mostre apenas uma parte, pelo fato dela ter uma conotação sexual faz com que a imaginação comece a pensar no restante, isto também é citado no texto que recomendei acima. Você pode até estar pensando que o que eu disse acima é coisa de gente com alguma tara por falar da imaginação, não é isto, falo partindo do principio da atração natural que há do olhar masculino sobre o corpo feminino, incitar a imaginação do outro é colocá-lo numa situação perigosa que poderia ser evitada.

Outra coisa, já vi muitos comentários em sites, blogs e redes sociais a respeito, são pessoas dizendo que certas roupas mais decentes não são possíveis de se usar devido ao calor que elas provocam, esse assunto surge principalmente quando se fala em blusas de alça e decote. A resposta é simples, pode até parecer pesada mas é a verdade: Como uma pessoa que não agüenta fazer pequenos sacrifícios em favor da modéstia e do pudor por causa da temperatura poderá suportar os grandes sacrifícios que a sua vocação lhe pedirá? Isto é uma boa coisa para se refletir.

Uma questão que deixo para terminar este assunto: Uma pessoa só usa um roupa se quiser, ela não é obrigada a usar certa roupa, daí que ela escolhe o que mostrar ou deixar de mostrar por livre e espontânea vontade. Então, se uma mulher usa uma roupa que deixa a mostra parte dos seios não estaria ela querendo mostrar tal parte?

Passo ao terceiro assunto, e mais polêmico, creio que com a minha opinião a partir de agora serei incluído no hall of puritans por alguns. O assunto é o uso de calça pelas mulheres. Vou usar a seguinte premissa: Toda calça marca o corpo feminino, alguns vestidos/saias não marcam o corpo delas, logo sempre haverá vestidos/saias mais modestos do que qualquer calça. Toda calça - seja ela apertada ou mais folgada - delineia a forma dos órgãos genitais, das nádegas e das pernas da mulher, enquanto que vestidos ou saias modestos não fazem isto.

Como 99% das mulheres que cresceram pós-revolução sexual foram educadas de que a modéstia é uma coisa irrelevante e num ambiente onde a calça é colocada como uma veste normal para as mulheres dizer que o uso delas é pecado é muito perigoso, pois para algo ser pecado precisa que a pessoa tenha consciência que está fazendo um ato errado, e só Deus pode fazer esse juízo individual. Mas temos algumas coisas que o bom senso percebe, uma mulher que usa essas calças que parecem que foram "embaladas a vácuo" de tão apertadas as usa claramente para provocar o olhar masculino, esta é uma situação clara de pecado pois se está levando outro a pecar, independente se a pessoa teve formação religiosa ou não no fundo há uma lei natural que conduz ao bem, e esta mesma lei mostra que tentar o outro é um mal.

Partindo deste principio, se eu tivesse que falar sobre modéstia com alguma pessoa que ainda não teve a oportunidade de se formar, o assunto sobre as calças não seria o primeiro a ser tocado pela complexidade dessas questões que giram em torno dele, seria um assunto a ser tratado com pessoas que á tem uma certa noção melhor sobre modéstia.

A outra questão - acho que daí vem as maiores polêmicas- se dirige a um grupo mais restrito, que apesar de pequeno vem - graças a Deus - aumentando. É do grupo das moças que tiveram a oportunidade de se formar quanto a modéstia aprendendo dos ensinamentos da Igreja e dos santos. A minha indagação é a seguinte: Se na relação calças-vestidos-saias elas sabem o que é mais modesto porque ainda usam o "mais ou menos" modesto? Se sabem qual roupa tem maior chance de provocar o olhar masculino, usá-las é agir com negligência. Compreendo que há um processo natural de conversão pois é uma mudança entre dois mundos distintos, sei que leva um tempo de adaptação mas há de se pensar nesta questão com mais cuidado, sem um olhar apaixonado e atentando-se a realidade, e como disse Nosso Senhor "a quem muito foi dado muito será cobrado", a quem estiver lendo estas linhas, pense nisto.

O argumento normalmente usado contra esta exposição é falar da mudança natural da cultura, e que tratar a modéstia deste jeito é criar um "livro de regras" obrigando a mulher a quase se vestir com burcas. O Pe. Paulo Ricardo também fala nisto no vídeo, primeiro ele atenta que muitos usam isto como desculpa para não mudar, nós que vivemos no Ocidente vivemos numa cultura cristã, tudo o que é disseminado fora dos costumes cristãos é idéia revolucionária, anti-cristã. Muitos usam disso pra não mudar, dizendo que certos valores estão tão introduzidos na sociedade que não há mais como não segui-los.

Quanto chamar isto de “livros de regras”, a imagem postada logo ao inicio do texto quebra todo esse argumento, a moça está vestida modestamente com todos os requisitos mostrados aqui, dá pra perceber claramente que sua roupa não se parece nada com uma burca e ela está com uma beleza e elegância de uma forma com a qual nenhuma calça poderia fazer. Me lembro de uma outra palestra do Pe. Paulo Ricardo (neste link) no qual em uma parte ele comenta sobre modéstia, falando sobre véus, saias, calças e afins, ele pergunta aos homens presentes: "Você homens, preferem uma mulher de saia ou de calças?", a resposta é unânime: "Saias!!!". As saias e vestidos mostram a feminilidade delas enquanto as calças as masculinizam, todo homem sempre verá mais beleza numa mulher com um vestido ou saia modesto no que numa usando calças, pra quem não acredita, é só "fazer uma pesquisa". ;)

As vezes dá a impressão de que quando elas sabem o que é mais modesto mas ainda continuam usando o menos modesto o fazem por pura e simples vaidade, mas é só uma impressão, cada uma vai prestar conta individualmente a Deus por sua intenção. Vanitas vanitatum, et omnia vanitas.

Espero que minhas colocações tenham ficado claras, e antes terminar gostaria deixar um alerta, já que vivemos na era das redes sociais onde todos postam fotos de suas vidas pessoais na internet é mais um motivo para se ter cuidado, pensar ainda mais em vestir-se com modéstia para que suas fotos não sejam causa de queda para muitos.

Sei que haverá opiniões contrárias, como é normal, se alguém quiser comentar fique a vontade, isso será bom para o aprofundamento do tema, mas desde já faço um pedido, se for de opinião contrária exponha seus argumentos apontando um a um como coloquei, por favor não venha só me chamar de puritano, isso não é argumentação, o puritano é alguém que fugiu da realidade, como foi colocado acima todos os pontos foram explicados a partir de realidades muito concretas e perceptíveis, desde já, obrigado.

Como diz a clássica canção "...vesti com modéstia e grande pudor, olhai como veste a Mãe do Senhor". Peçamos a Nossa Senhora que nos conduza e nos ilumine nesta luta. Mãe Puríssima, rogai por nós!

Tiago Martins da Silva

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O suicídio do pensamento

Conhecer o trabalho do Pe. Paulo Ricardo, , G.K. Chesterton, entre outros, é descobrir que você vive num mundo que mais parece um manicômio a céu aberto. Você percebe que foi doutrinado a ser mais um desses loucos, mas também que há modos de ser sadio, e o primeiro passo em direção a sanidade é admitir que viveu como um louco até hoje.
Percebe também a cada dia que a luta pela sanidade é uma luta árdua e praticamente solitária, mas que vale a pena, que vale toda a pena do mundo, pois como disse Nosso Senhor, "... conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".


Santo Tomás de Aquino dizia: "A suprema felicidade está na contemplação da verdade", só de pode ser feliz quando se busca a Deus em todas as ações, buscando-se a verdade encontra-se Deus pois Ele é a verdade. Dessas premissas entenderemos um pouco melhor porque o homem moderno vive como um louco, porque ele está se suicidando mentalmente.

O homem é dotado de intelecto e vontade, - isso o distingue do restante dos animais, pois os animais agem por instinto - a ordem natural das coisas é que o homem aja primeiro com o intelecto, dentre duas opções ele deve avaliar qual lhe causaria um bem maior, quando ele escolhe o bem maior está usando a sua vontade da maneira correta, como por exemplo, um pai tem somente uma quantia X de dinheiro onde ele somente conseguiria comprar uma camisa de um time de futebol ou remédio de seu filho, quando ele avalia (intelecto) e escolhe (vontade) comprar o remédio, agiu com o intelecto e a vontade de uma maneira correta.

Quando intelecto e vontade agem ao mesmo fim o homem consegue agir com liberdade, pois só há liberdade quando a ação leva a um bem, liberdade e livre arbítrio são coisas diferentes, livre arbítrio é o direito de escolher entre duas coisas, liberdade é quando se escolhe o bem maior, o tal pai citado tinha o livre arbítrio de escolher entre escolher compra a camisa e o remédio, mas só atuou com sua liberdade escolhendo o bem maior, pois quando se escolhe algo se exclui as outras opções, ele só poderia ser livre para ser um pai agindo da forma que um pai deveria agir.

Mas o que essas afirmações sobre intelecto, vontade e liberdade têm a ver com o título do texto e a maluquice do mundo? Tem a ver que o mundo moderno inverteu a posição da ordem natural, vivemos sobre o "império da vontade", não importa mais avaliarmos a coisas, o que vale "é o que eu quero", importa "a minha opinião”, importa agir como uma criança mimada que quer tudo do jeito dela.

Todos nós já ouvimos o clássico jargão: "Não julguemos, eu tenho a minha opinião e você tem a sua e é isso que importa". Mas para o homem que ser um homem de verdade, que quer ser feliz - como diz na citação de Santo Tomás - o que vale é contemplar a verdade, e não a opinião pessoal, é essa felicidade a única coisa que vai te fazer ficar firme perante as dificuldades e não abrir mão dos seus valores, a felicidade da certeza do dever cumprido, de estar agindo pra Aquele que é maior do que tudo.

Nós matamos nosso intelecto, nos suicidamos mentalmente, não pensamos mais, e o pior, ainda atacamos aqueles que ainda pensam e querem nos ajudar a sair dessa "caverna" sem luz.
Se não pensamos não conseguimos mais avaliar o que é bom ou ruim antes de fazer uma escolha, se não há mais como escolher o que é o bem maior não conseguiremos ser livres, e no fim das contas nem vontade nós temos, pois a vontade escolhe o bem maior. Começamos a agir com instintos, como qualquer cachorro agiria, parando de pensar perdemos a noção da realidade, a realidade é aquilo que é mesmo que nós não queiramos que seja, agora preferimos a nossa opinião a verdade.

Um exemplo claro disso, os defensores do aborto, mesmo que eles não queiram acreditar na verdade um feto já é um ser humano e conseqüente um aborto voluntário é um assassinato, por mais que eles inventem milhares de sofismas, nunca poderão obstruir essa verdade. São loucos tentando levar toda uma sociedade a loucura.

Mas porque paramos de pensar? Porque paramos de pensar em Deus. Quando se pensa, se pensa em algo, se Deus é o Sumo Bem, pensar Nele e dirigir a Ele todas as nossas ações nos leva a escolhermos sempre o bem e conseqüentemente sermos livres, "a verdade vos libertará". O homem moderno não pensa em Deus, ou diz que pensa, mas é um deus inventado na sua cabeça, sua vontade não é a de Deus e sim a sua e do seu deus pessoal, e sua liberdade não mais existe, ele é refém do manicômio que ele mesmo criou.
Não somos humildes em aceitar a autoridade divina, e como soberba e loucura são irmãs gêmeas... agora ele anda por aí, todo cheio de orgulho, do mesmo modo que todo louco, se achando a pessoa mais sadia do mundo, ou você já viu algum louco que se sabe louco? Ele deixa o filho em casa queimando de febre e sai na pra desfilar com sua camisa nova.

O Pe. Paulo Ricardo dizia que a diferença entre um cristão e um pagão é o que “o cristão se sabe pecador e por isso pode lutar contra o pecado, o pagão não se sabe pecador e por isso não luta.” Vivemos num mundo pagão que nos doutrinou como loucos e quer que continuemos assim, e vai lutar com todas as forças pra nos manter de tal modo. Mas Nosso Senhor nos deixou sua Santa Igreja como farol nos apontando o caminho para a sanidade, para a verdade, para Ele. Como dizia Chesterton: “somente a ortodoxia católica faz o homem feliz, é como um muro colocado ao redor de um precipício onde podem brincar uma porção de crianças”.

Rezemos a Virgem Maria, Sede da Sabedoria, que sempre nos ilumine, mostre-nos a luz da Verdade e nos dê a graça de sermos humildes e obedecermos a esta luz.


P.S.: Essas reflexões foram feitas a partir da leitura do capítulo intitulado "O Suicídio do Pensamento" do livro "Ortodoxia" de G.K. Chesterton, por isso o título do post é homônimo.

Tiago Martins da Silva

domingo, 15 de janeiro de 2012

Memes católicos: Contra-Revolução

Vai encarar?

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E se seu filho fosse gay?




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Tiago Martins da Silva



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Católico “tradicional”?

Numa conversa fui questionado sobre o porquê me considero um “católico
tradicional”
. A resposta foi: Ser católico tradicional é ser obediente a Igreja, ser fiel a doutrina e aos ensinamentos do Magistério, na pessoa do Santo Padre o Papa, ser obediente ao Evangelho e a Sagrada Tradição, ou seja, viver a fé e a vida na Igreja do mesmo modo que Nosso Senhor quis.
Foi essa a minha resposta imediata, e pensando um pouco melhor cheguei à conclusão de que tudo que eu disse não é ser “católico tradicional”, é simplesmente ser católico. Mas então, por que e necessário se dizer “tradicional”?
É espantoso ver o grande numero de pessoas ditas católicas que permanecem alienadas ao que a Igreja ensina, a maioria por ter tido uma má formação catequética, mas que não pode ser usado como desculpa pois o bom senso mostra que certas coisas são profanações claras, que qualquer um consegue perceber.
Invencionices que geram uma gama de variados eventos que tiram o sentido real de uma Santa Missa, como colocar elementos inculturados nela e acrescentar títulos como sertaneja, do boiadeiro, carismática, de cura e libertação, do tropeiro, dentre outras aberrações. Quando indagados, muitos que participam desses eventos dizem que isso tudo é bonito, é cultural, é válido, pois atrai o povo da nossa realidade, que a Missa é algo “mecanizado” e coisas afins.
As diferenças culturais não são desculpa para manipulação da liturgia, como podemos ver neste vídeo, a Igreja tem por característica a unidade, para se haver unidade deve se haver ponto de união, na questão litúrgica como em todos os outros o ponto em comum é a obediência ao Magistério.
Precisa-se ter fé para entender o que é uma Santa Missa, a renovação do sacrifício de Cristo, por isso ela nunca é algo mecanizado, pois é a doce rotina de vermos a infinitude do Amor de Deus que se rebaixa e vem até nós.
No fundo essa desobediência a Igreja é orgulho, vontade de querer impor sua opinião, é sinal de falta de fé e má vontade.
Pedimos a Deus que as coisas mudem, para que quando nos perguntarem que religião professamos e respondermos que somos católicos, que não precisemos nos designar como “tradicionais”, mas que vejam a imagem de Cristo em nós, que todos que estamos na Santa Igreja sejamos exemplo para o mundo, sabendo que somos fracos e mesmo assim instrumentos da Providência Divina.
Ainda mais nós que tivemos a oportunidade de aprofundar nos seus santos ensinamentos possamos ser luz para os outros, como diz o Papa Bento XVI “a primeira caridade deve ser a intelectual, tirar os outros do estado de não saber”, e mais ainda com nossas atitudes no nosso apostolado na Igreja e na nossa vida cotidiana, a quem muito foi dado, muito será cobrado, ou como dizia a Beata Madre Teresa de Calcutá “Tome cuidado com suas atitudes, talvez você seja o único Evangelho que seu irmão possa ler."
Toda uma gama de ideologias ateias inculcou nas pessoas que ser tradicional é algo ruim, as pessoas já partem do principio que “tradicional é antiquado e moderno é a solução pra tudo”, mas com a graça de Deus essa situação se reverterá, a Providência tem os caminhos que no início não entendemos mas que nos levam a Ele, pois a Palavra Dele é eterna.
...permanecei, pois, constantes, irmãos, e conservai as tradições que aprendestes, ou por nossas palavras, ou por nossa carta” (II Tes. 2,14)
"...O que de mim ouvistes por muitas testemunhas, ensina-o a homens fiéis que se tornem idôneos para ensinar aos outros" (II Tim 2,2).
Jean Carlo da Silva
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